sexta-feira, 12 de junho de 2026

  


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publicado por momento do café às 11:38
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18
Ago 09

Tal como acontece na sociedade dos homens, algumas vespas instalam-se indefinidamente no vespeiro ou, em algumas fases, parasitaram os sucessivos caciques até à conclusão do seu ciclo de maturação política. Lutam para que sua influência “política” seja representativa no vespeiro. Em associação surda com outras vespas, parasitam e vão organizando o seu vespeiro exclusivo no seio do vespeiro mais amplo e comum e deste retiram todos os meios e recursos que lhes possibilitem a recolha e o sustento do apoio que necessitam sempre que sintam periclitante a posição que foram alcançando. Dentro do vespeiro vão construindo a sua própria verdade e opinião e congregam os seus núcleos de aceitação até ao momento em que a vontade da vespa-rainha, numa acção de limpeza, se imponha. Essas vespas, ora desinstaladas do seu endoparasitismo político, conhecedoras da volatilidade das vespas suas apoiantes que, face a uma circunstancial medida da vespa-rainha, tomam a conveniente atitude de alinhamento e comunhão nas suas decisões, vão zumbindo sem que percam qualquer oportunidade de desafinarem num outro zumbido, mais controverso, que se faça ouvir e venha a atingir um som altamente insuportável, com efeitos desgastantes sobre quem comanda essa espécie social que é a vespa. Mas, eis que em socorro da vespa-rainha, ouve-se o forte zumbido de apoio que um vespão, no jardim plantado no mar, emite estrondosamente para que se sobreponha ao zunzum descontente e incomodamente polémico contra e a favor da inclusão de umas vespas e a exclusão de outras numa lista que resulta da acção de limpeza levada a cabo pela vespa-rainha. Até que tudo esteja arrumado, há quem afirme que a polémica é normal. Como se luta renhidamente pelo poder!

publicado por momento do café às 15:54

16
Ago 09

Correio da Manhã
16 Agosto 2009 - 00h30
Legislativas: São quatro os filhos de autarcas a concorrer ao lugar de deputado
Familiares ‘enchem’ listas do PSD

A ser verdade, compreende-se o zumbido que vai pelo vespeiro que sempre caracterizou o PSD e é evidente que as contínuas lutas pelo poder e pela opinião única e corrente sempre foram constantes neste partido. Tem-se assistido que há relações tensas no partido desde que foram elaboradas as listas com nomes de alguns candidatos escolhidos. Agora, vem ao conhecimento público que as listas estão cheias de familiares de outros políticos do partido. É um caso de aposta na linhagem. Boa maneira de impor o critério de estirpe e herança nos cargos políticos. Mas é tudo pelo povo e pela causa pública. Entra-se no “carreirismo” político e é sempre a abrir... que um tacho já está no horizonte quando se tem o “privilégio” de nascimento em berço alaranjado. Assim de impulso, leva-me a pensar que o primeiro critério de opção é o pedigree político!!!

publicado por momento do café 

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