18 Jul 13
Um projeto de compromisso de salvação nacional
A poeira do pessimismo paira por estas bandas e, há uma semana, um sufoco vem tomando conta de nós. Restam a sobrevivência e a sanidade mental preservadas para, desesperadamente, agarrarmos uma réstia de esperança que ainda circule, por aí, clandestinamente. Queremos alcançar a salvação de quem esteja disposto a estender-nos a confiança que fomos perdendo entre a crise, a austeridade e os falhanços. Para tal, o PR deu o esboço, impôs as condições para que o projeto de salvação nacional se concretize e remeteu-se ao silêncio. Não sabemos o que se passa, se o esboço já está a tomar forma, se o projeto está prestes a ser acordado e concluído para aplicação. Sabemos que é um projeto a três e a prazo. Nada transpira da técnica, do traço, da liberdade dos projetistas em exprimir a realidade com que se confrontam e das dificuldades, das divergências e dos recursos de que dispõem. Tendo em conta as diferenças de princípios e os processos políticos que distinguem os projetistas chamados ao compromisso de salvação nacional, esperamos compreensão racional e a conciliação para que, de forma realista e dinâmica, tragam soluções e mantenham o discernimento para implementarem, com serenidade e razoabilidade, o que vier a resultar. Vivemos momentos difíceis. Precisamos de quem projete novos caminhos e não nos embrulhe num projeto de vãs promessas e enganos, sem um fim à vista, e que não seja mais tempo perdido, nem sacrifícios desperdiçados. Precisamos de um compromisso estruturante, um projeto que recrie a nossa crença no futuro. Precisamos, também, das ações securizantes dos projetistas nos momentos em que tivermos de aceitar, ultrapassar ou contornar escolhos e dificuldades que o projeto venha a definir para cumprirmos com tranquilidade os compromissos externos a que estamos obrigados. Esperamos um projeto de compromisso de salvação nacional rapidamente, em pleno verão, num dia soalheiro! Por agora, o calor aperta e o tempo das soluções urge.
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