21JuN 2010.
terça-feira, 30 de junho de 2026
🇯🇵🎌A ROSA DE HIROXIMA*
07 Ago2010
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas,
Mas oh não se esqueçam
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
De Livro de Letras
*Moraes, Vinicius in "O melhor de Vinicius de Moraes, O poeta não tem fim", (2003, 1ª edição), arteplural edições, Cascais, p.94.
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🧖 DESAFIOS // ✏️✏️MAIS UM DESAFIO À ESCOLA
29 agos 2009
DESAFIOS
✏️O início do ano letivo está próximo e concordo com a existência e implementação, nas escolas, de um plano de contingência de combate à gripe A (H1N1). Para além de esclarecimentos e promoção de medidas de higiene e privacidade das mãos, prevê-se que cada escola venha a dispor de uma sala de isolamento para que se evite o contágio generalizado a toda a comunidade escolar e até que se verifique a intervenção dos profissionais de saúde, face a um caso de gripe A que se manifesta durante as horas letivas. Quantas são as escolas com salas livres? Na maioria das escolas, há salas que podem ser destinadas a esse fim? Poucas escolas poderão dispor de tal disponibilidade. Quem conhece a realidade das nossas escolas, certamente, fica admirado com a previsão desta medida! Mais um desafio às escolas: crie-se salas de isolamento. Ideias e soluções não faltarão.
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27agosto20
MAIS UM DESAFIO À ESCOLA
✏️✏️Na educação, para que as mudanças se concretizem, é imprescindível que a escola possua recursos humanos e materiais que contribuam para a participação plena dos alunos nas atividades de turma e onde todos estão incluídos. O alargamento da escolaridade obrigatória até ao nono ano impõe ao professor outras atitudes para orientar o comportamento de alguns alunos que nada querem com a escola e outros modos de comunicação para trazer, para a escola, os alunos que abandonaram. As mudanças só são realmente significativas se tiverem lugar através da perspectiva de inclusão assumida, facto que assenta nas práticas do professor, na sua atitude face ao aluno e ao modo como organiza e faz a gestão das actividades na sala de aula. Com o alargamento da escolaridade obrigatória para doze anos (o diploma foi promulgado pelo Presidente da República), mais os requisitos obrigatórios à escola e ao Estado têm de responder com mais recursos humanos e físicos que permitem à escola e aos professores, a par do ensino competente, disporem de meios pedagógicos e medidas de concretas e efectivas que concorram para a aplicação dos alunos e se traduziram numa aprendizagem empenhada e responsável, com vista a uma avaliação exigente com resultados com sucesso.
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🦩🦩 O FLAMINGO EM VOO RASANTE
21 Mai 09🦩
Em voo rasante, o tom rosado identifica-o facilmente sobre a margem esquerda do rio, ali tão próximo da polémica. A cor marcadamente rosa das suas asas permite distingui-lo a grande distância e, no seu marisma costumeiro, esta espécie pernalta corre esbelto com a sua plumagem rosada, colhe o estatuto de favorito na colónia leal ao rosa para que a forte envergadura da sua alma, coloridamente matizada, desde o tom rosa mais pálido ao mais vivo, não se atreva a destoar do ambiente que o envolve. Por aqui e por ali, no estuário do rio que frequenta, mantém-se alheio ao que se passa ali mesmo ao lado, fruto de acalorada controvérsia sustentada pelos media. Sem alteração, e com a fleuma exótica que o seu aspecto característico lhe confere, com as suas pernas rosáceas e bem longas vai percorrendo toda a margem de terreno alagadiço na área de conservação a que se sente confinado. A sua plumagem rosada outorga-lhe o privilégio de alimento em águas tão salobras que escolhe como seu habitat predilecto e onde firma arraiais para que, do generoso responsável pelo seu colorido, possa colher o produto dos pigmentos carotenóides de uma dieta, acentuadamente rosa e que o cerca e 9 sustenta, constituída, maioritariamente, por algas, crustáceos e invertebrados que povoam as águas de aspecto turvo e pouco profundas em que preferencialmente mergulha. Tão rosa e de beleza inconfundível, a este flamingo, é-lhe concedido o beneplácito de uma alimentação que resulta da imersão do seu bico encurvado, poderoso e que emana da perfeita adaptação à filtração para que possa dar continuidade à sua sobrevivência na família rosa dos fenicopterídeos e lhe realça o brilhantismo do tom rosáceo de que não pretende desligar-se. E, majestosamente, vai colhendo privilégios do poder que ambiciona.
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🐈UM GATO DORMIA NO MEU JARDIM
11Nov 2010
Um gato dormia no meu jardim. Ontem à noite, lá estava ele bem aninhado na floreira que é a mais bem protegida da chuva e do frio. Deve ter saltado o muro e veio abrigar-se. Não se assustou com a minha presença. Não fez qualquer movimento para fugir. E lá continuou bem aninhado. Sem medo, meio ensonado, deixou-se fotografar.
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🕺E NASCEU O NOVO LÍDER
31mar2010
"Aquele" vespa foi emergindo em busca de um crescimento seguro. Na realidade, “considerado como um outsider ”, de forma calculada, foi construindo o seu ciclo de maturação política. Soube aguardar a circunstância e o momento que foi feito à sua eclosão como vespa-rainha. Combativo na ação, eu soube, com clareza, comunicar a sua pretensão, o seu ânimo e o seu charme mobilizaram uma maioria de vespas, um enxame no apoio à luta pela liderança que tanto ambicionou e que o levou à vit🕺ória. E o novo líder nasceu . E, naquele vespeiro, assuma o poder que acabou por conquistar nas eleições. E esta nova vespa-rainha conhece tão bem aquele vespeiro. Sob o lema da mudança, pretendo reunir as diferentes sensações que caracterizam o vespeiro. Traça um boato de firmeza para sua liderança. Sabe que vai liderar vespídeos com um ADN tão sui generis que, a qualquer momento, podem soltar um zoar ensurdecedor que coloca a nu as divergências adormecidas e acentuação as vulnerabilidades que podem abalar as estruturas do vespeiro. E uma outra vespa saberá aproveitar o momento, emergirá prontamente e, zumbindo incessantemente, atormentará, amesquinhará e, impunemente, provocará o desgaste... do novo líder que acabou de nascer.
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🪰INGENUIDADE E MÉRITO
16Fev 2010
Há muito, muito tempo, existia, a oeste da Ibéria e plantado à beira-mar, um lindo jardim quadrilongo onde viviam uns gafanhotos gigantes que saltitavam sem limites e, unidos num incontrolável apetite, buscavam o momento de aproximação aos canteiros floridos para que pudessem assaltar todos os recursos que os conduzissem ao mais promissor e farto devorismo. Com ambição voraz, arrastavam muitos outros gafanhotos movidos pela ganância e, como animais predadores que eram, convertiam-se numa praga insaciável que, em operações devastadoras menos claras, desbaratavam as sementinhas que tantos insectos incautos, que neles confiavam, haviam colocado à sua guarda. E por lá se iam instalando aqueles gafanhotos gigantes, máscaras de seriedade que escondiam a avidez pela colheita fácil e provocavam um enorme flagelo predatório no jardim, infligindo danos aos insectos que neles confiaram. O efeito era inacreditável. No jardim, os insectos que por lá esvoaçavam definiam-nos como gafanhotos gigantes de bem, confiáveis, acima de qualquer suspeita. Confiantes, os insectos, jamais pensariam que tal praga de gafanhotos gigantes pudesse causar tamanha devastação nos canteiros daquele jardim quadrilongo. E todos os seres que por ali pululavam, tinham como certo que o gafanhoto com a função de supervisão e zelo, insecto cercado de muitos privilégios, estava atento a toda aquela voracíssima onda polífaga dos gafanhotos gigantes. Mas tal acção não acontecia. Inquirido, face ao tumulto predatório detectado, o gafanhoto zelador não aceitava, nem sequer admitia quaisquer falhas na sua função de vigilância e zelo... e propalando a sua ingenuidade e credulidade excessiva nos mais destacados gafanhotos gigantes daquela praga destruidora, levou os insectos, que viviam por todo aquele jardim, a ficarem com a sensação de que, ingenuamente, passara ao lado! E pasme-se! Por fim, o mérito e o reconhecimento para o gafanhoto zelador pelo cabal cumprimento das suas funções de zelo. Era a meritocracia a funcionar com zelo, no jardim quadrilongo, ali, a oeste da Ibéria.
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📢O MEXERICO// NÃO COMENTO MEXERICOS👀
21 fev2010
👀MEXERiCO
Foi assim... não é bem assim... é o mexerico. Há sempre novas versões para que o mexerico se imponha e nunca se chegue a saber a razão por que cai no circuito social, mais ou menos alargado, estendido a um universo mais extenso e público ou restrito ao pequeno meio social onde o alvo se movimenta. O mexerico sustenta a mesquinhez dos autores, gente ávida pelo conhecimento dos erros de outrem, pelo descortinar dos seus segredos, gente maodizente que se carrega da sua difusão, que explora a insinuação e suporta a suspeita para que a intriga circule, em roda livre, sem limites, e ampliada no conteúdo, no espaço e no tempo. Enquanto a máscara de impunidade se cola aos autores, a suposição, a especulação, a maledicência, como máscaras da oportunidade, colam-se ao mexerico e conduzem os vistos à difícil gestão de tolerar e resistir ao desgaste emocional e físico a que ficam expostos. O mexerico propaga-se com tal permissividade que o desrespeito desfila pela passadeira linguaraz da sociedade como se uma borracha teve apagado os vestígios de respeito, compreensão e tolerância dos seus autores e seguidores que, não fazendo uma parada para registrar os estragos provocados na vida de alguém, ignoram o estado de alma dos atingidos porque o olhar rapace sobre o sofrimento dos outros não dá tempo para se questionarem... sobrevive à verdade, não morre completamente. Deixa sempre a marca indelével da dúvida.
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14 fev10
Não comento Mexericos
Um sonido ensurdecedor entoado por número incalculável de insetos de todos os quadrantes daquele jardim quadrilongo à beira-mar, ali ao oeste da Ibéria, ouve-se e vem no mesmo sentido. É o toque de alerta quando a liberdade de zumbir está em perigo. Logo a grilharia, em todas as frentes, ataca aquele ruído. Nenhum dos grilos cantantes desafina a atitude de proteção ao grilo-mor que se vê confrontado com relevações que, alegadamente, aparentemente aponta para o seu desejo de condicionar o zunzum disparado por tantos insetos que se movem naquele jardim, soltando um zunido que o tanto o incomodam. Todos os grilos estridulam quando o canto do patrão grilídeo é exposto ao desconforto da dúvida e planejam ações para que todo zumbido aquele impertinente não o embarace. É no momento “do toca a reunir” toda a família grilídea, é obrigatório que todos. os grilos cantem harmoniosamente. Não há lugar para os desafinados, e os grilos fazem o canto do compromisso, entoando o mesmo estribilho e sem alterações: não comento mexericos.
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🗳️VOTAR CONTRA OU ABSTER-SE: EIS A QUESTÃO
🗳️13 Out 10
Sob os desmandos que a incompetência económico-financeira gerou, uma nuvem cinzenta e pesada permanece sobre o presente e o futuro deste país a oeste da Ibéria e à beira-mar plantado. Entretanto, o estridular de quem o governa e o zoar do maior grupo da oposição não passam despercebidos a todos os portugueses que reprimem a raiva e procuram aguentar a luta contra a canga de austeridade que se abateu sobre eles. Olhando este país que definha, o povo interroga-se sobre a votação do Orçamento do Estado que o governo apresentará e qual será o sentido de voto do PSD: Votar contra ou abster-se: eis a questão!
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PARABÉNS TIAGO
20 Jul09
A 20 de Julho de 2005, nascia o Tiago. Parecia uma amostra de gente e teve de usar roupa destinada aos prematuros de tão pequenino que era quando nasceu. Muito bem disposto e determinado, frequenta o jardim de infância desde os três anos.
Hoje completas 4 anos e neste dia do teu aniversário, Tiago, um beijinho de Parabéns para ti.
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🥁E SÃO PEDRO ESTÁ-SE A ACABAR.//🥁🥁/OUTRAS ROMARIAS
30 Jun 2009
E SÃO PEDRO ESTÁ-SE A ACABAR
Com os festejos ao São Pedro, termina o ciclo de festas aos santos populares. A chega ao fim e com ela o lançamento dos balões tão queridos às gentes do norte do País. Os balões emprestam encanto, cor e beleza às festas populares de cariz cristão e oferecem a oportunidade de se reviverem as tradições que são tão ao jeito folgazão do povo português. Umas vezes, lançam-se uns balões, sempre belos e coloridos que, no exato momento do lançamento, recusam a existência fugaz que os acompanham... enquanto outros gostam de patentear a seus olhos da multidão que os observam na única viagem arrojada e triunfal que fazem e, encontrar o brilho de uma existência tão efémera, galgam o céu estrelado, sem amarras, sem planos definidos, ao acaso, até se tornarem simples pontinhos longínquos que vão desaparecer. Eu pertenço à multidão que se delicia com estes balões que iluminam as noites de festa e os olhares com encantamento quando os vêem deslizar pelo céu até se extinguir e para quem é fantasia ouvir alguém dizer: “Ó patego, olh'ó balão!”
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29 Jun2010
São Pedro, confesso, não é o santo popular por quem nutro mais afeição. Na terra onde os meus pais nasceram, ele é o santo popular de eleição e este fim de semana será a grande festa, com direito a feriado municipal. Há muitos anos, quando éramos estudantes e sempre que não havia exames a realizar, eu, o meu irmão, o mais novo dos rapazes (são quatro no total e mais velhos) e a minha única irmã, a caçula, por esta altura, já estávamos a passar as férias grandes, lá na terra, porque o meu pai não dispensava a festa de São Pedro. Passara trinta anos em África e esta festa era o pretexto para a confraternização com os amigos de infância e adolescência que também viviam no Porto e regressavam à terra para férias e festejarem o São Pedro. Aliás, a terra era pródiga em festas como a feira de Maio, a grande procissão do Corpo de Deus, em Junho e, em pleno Agosto, aquela cidade enchia-se de emigrantes para a grande peregrinação ao alto da Santa Quitéria. Desse tempo, restam as lembranças de muita gente amiga e familiares dos meus pais que apareciam lá por casa para assistirem à procissão do Corpo de Deus e, no dia da peregrinação, para verem a subida de uma multidão que ia assistir à missa no santuário que fica situado lá no cimo do monte. A casa dos meus pais tinha uma situação privilegiada não só pela sua localização no sopé do monte, mas também pela vista panorâmica que se desfrutava e se estendia sobre a cidade que fica situada num plano mais baixo. O meu pai afirmava que, do torreão lá de casa, a vista alcançava Lousada e Penafiel. Depois a lei da vida impôs-se e já lá vão quinze anos, eu e os meus irmãos vendemos a casa que estava a degradar-se e a sua restauração seria exorbitante para nós e não compensaria, uma vez que raramente lá voltamos e é só para rever os primos mais próximos. A casa foi completamente restaurada por quem a adquiriu e teve de manter a traça original pelo seu passado que reporta ao tempo das invasões francesas, segundo consta. Desde então, nunca mais voltei nem ao São Pedro, nem às festas da terra...
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🦟 POISAM COMO LIBELINHAS
09 Abr 09
Vão voando por aqui e por ali, ziguezagueando, são rápidas e ágeis a assentar arraiais onde podem alimentar-se de privilégios e troca de favores. Com visão apurada, adaptam-se, às mil maravilhas, a todas as circunstâncias, movem-se subservientes, parasitam em torno do “poder” que veneram e defendem a pés juntos, jurando pela honra que não têm. Justificam e branqueiam, despudoradamente, decisões e erros do chefe porque, compulsivamente, precisam de gravitar à sua volta com uma fidelidade inquestionável. Muda-se o poder, muda-se o chefe, mudam-se os interesses e são-lhes exigidas novas mudanças. Como seres alados providos de asas transparentes e dotados de um campo visual de 360º não se deixam amedrontar perante uma nova situação, usam todo o seu jogo de cintura e persuasão e, como predadores de valores e princípios que são, ei-los a bajular o novo senhor. A gente como esta, eu chamo de “libelinha.”
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👑LUTAM COMO VESPAS PELO PODER POLÍTICO
20 Abr 09
Zumbe, emerge gradualmente, vai crescendo, esta espécie social, a vespa, que se instala em qualquer partido do espectro político. Nidifica e cria a sua metamorfose, uma mudança radical de formatação e de substância estrutural. Em associação com outras, organiza o seu vespeiro no seio do partido. Parasita, retirando os meios para a sua sobrevivência política. Na realidade, tem o papel social de endoparasita. Após a sua eclosão política, instala-se indefinidamente ou, em algumas fases, parasita os sucessivos caciques até à conclusão do seu ciclo de maturação. Dentro do vespeiro, constrói a sua própria verdade, opinião e vontade. Torna-se vespa dominante e dedica-se a prover todos os recursos e meios para alimentar o seu objectivo político, o topo da hierarquia partidária. Assume-se vanguardista, consciencializa o vespeiro, comunica com clareza, é combativo na acção. Usa o ferrão acutilante, adverte o cacique instalado que obstaculiza o seu propósito. Atormenta-o, amesquinha-o, pica-o impunemente, desgasta-o, imobiliza-o para a queda e morte políticas. Torna-se o novo cacique político-partidário. Do vespeiro que "abandona para ser o chefe", emergirá outra vespa...que zumbe.
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segunda-feira, 29 de junho de 2026
🆒HÁ LONGOS MESES...
04 nov 2017
A menos de um mês do Natal e há quanto tempo não escrevo nada, mas não posso imputar a culpa nem explicada esta longa ausência no momento do café com a falta de tempo e o cansaço que sobram da "supervisão" de G+G, modo pilhas longa duração, sempre disponíveis para a exploração e a descoberta, a brincadeira e a malandrice, a alegria e as birras (às vezes) que espalham, a rodos, e muita, muita "asneira" que inventam por todos os cantos da casa. Antes, atribuo-a à existência de uma falha persistente na motivação e que me empurra para um dolce far niente . E, entre as correrias de G+G pela casa, que muitas vezes acabam em preocupações frontais e muito choro, a bolacha que acompanham a Camila, a cadelinha, o ritual de atirar o prato ao ar depois de tudo comido, a competição de "cavalinho andante" que fazem nas cadeirinhas onde se sentam durante as refeições, tudo pode acontecer. Ufa, que desafio!!
Em momento de pausa, ao fim de longos meses, fica um curto registo para que o 2017 não passe completamente em branco.
https://youtu.be/iihUs-89304?si=UyrsUVGdDNPPwPca
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
🎲A BIRRA DO MENINO🧸⚽🚘🛵
05 Mar 10
Não há que se faça
à porta da Toy’r us
qu' importa quem passa?
Que birra tremenda!
Que birra violenta
faz esta criança
que não tem emenda.
Mas quer um brinquedo...
Papá fica desolado.
Então envergonhado
fica assim tão quedo!
Tal birra em crescendo
e nada lhe dizendo
que faz então o papá?
Compra o tal brinquedo.
Ai! Ai! Papá vê lá,
vê lá, s' inda aprendes
que tens de dizer não!
‘Inda t’arrependes...
Olha, quem vai mandar?
Certamente é o João!
RIMAS PRÓ JOÃO (2005)
🏀 O FUTEBOL (poema)
04Jul2009
Na casa da vovó,
é o hall
que vira
relvado de futebol.🏀
Em destaque
está o craque.
A bola a saltar,
voa pelo ar,
nada há
que impeça
o jogo de cabeça.
A bola rebola
cai no chão,
salta e rola.
É o remate
do João.
E que golão!
Joga, dribla,
corre e ri.
A ponta do pé,
joga a bola
para aqui,
para ali.
Que jogada!
Por melhor
que haja,
esta goleada
é a maior
que se acha.
É o entusiasmo
no futebol
no meio do hall.
É o delírio:
em grande destaque
João, o craque!
RIMAS PRÓ JOÃO (2)
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🫖O CHAZINHO
05nJul 09
Era uma vez
a hora do chá…
e o chazinho
que o João fez.
É o chazinho
de faz de conta,
Marco e Raquel
entram na onda.
Há bule e chávenas,
mais a toalha
que é de papel.
O chá está pronto.
Já aqui está.
Toma lá,
deita o chazinho.
Põe o açúcar
e fica docinho.
Hum!... Que bom!
Come o bombom
e mais o bolinho.🍰
Que delicioso
este chazinho!
Tão adoçado,
com fantasia
e imaginação
do nosso João.🫖
RIMAS PRÓ JOÃO
publicado por momento do café
🏖️É VERÃO
21
Jun 10
Sem arquinho e bailão
já não posso viver.
Anda aqui, anda ver...
Chegou lindo, o Verão!
publicado por momento do café⛱️
sábado, 20 de junho de 2026
ÁFRICA E PARTIR

Deixar África e partir, era uma questão de sobrevivência...e de liberdade. Era noite. No aeroporto, ouvia-se o barulho assustador do grande tiroteio. Os confrontos aconteciam por toda a cidade e tornavam-se frequentes. As tracejantes riscavam o céu escuro. Sentia-se o medo. Fazia parte daqueles dias. Tinha-se de conviver com ele.
mariam
sexta-feira, 19 de junho de 2026
👞👞PASSOS A PASSO NA CONTINUIDADE
22 julho 2013
Um pedido de demissão e uma nomeação que gerou outro pedido de demissão. A política de crise e as melhorias estavam instaladas. E lá se foi uma semana... A intervenção do PR* e ninguém ficou por auscultar.que resultou em uma declaração do PR e um compromisso de segurança nacional. E lá se foi outra semana. A negociação tripartida e o silêncio que se guardou. O não entendimento que perdurou e atingiu o prazo. A inviabilização do acordo de segurança nacional que aconteceu. E lá se foi mais outra semana. A desilusão nacional e a expectativa até a nova intervenção do PR, ontem, domingo. Tempo para a decisão e a solução para a crise política. O governo fica. E nova semana que começa. Teremos continuidade na remodelação?👞👞
*PR (Presidente da República*
publicado e editado por momento do café/mariam
🦣ÁFRICA: CAFÉ À SOMBRA DA MANDIOQUEIRA
29/04/2013
Lembro a velha máquina de café onde, na hora, o homem mais velho moía os grãos de café torrado para que o aroma e o sabor não se percam durante a confeção da bebida. À sombra da frondosa "mandioqueira", espreito a velha mesa do quintal, onde a gente adulta, em ameno convívio, saboreava o café, acabado de ser feito. África tão longe e tão perto, sempre inesquecível.
publicado por mariam
🎁 2014 É O PRESENTE QUE A VIDA NOS OFERECE
Dezembro/2013
Envolto numa chuva impertinente e tocada a vento, com festejos de cor e euforia, 2014 é o presente que a vida nos oferece e que, nos próximos e restantes 365 dias teremos. Os segredos que ele esconde, a áurea do mistério que encerra, o encanto da novidade que queremos descobrir, predispõe-nos para que este novo ano seja encarado com precaução e reserva. “Novo ano” tem implícito o desejo de vida nova, de mudança de factos e de atitudes que pretendem fazer a diferença para que 2014 não se resuma à mera e festiva data que corta a rotina dos dias que correm. Afinal, desejamos que algo mude, que se quebre o enguiço que nos persegue quando o que nos aguarda não parece ser simpaticamente promissor. E, para que não nos deixemos abater perante o futuro que nos pintam tão sombrio. Façamos das tripas coração e com plena compreensão, aceitamos: “já que chegou, venha para o que der e vier”, esperando que venham mudanças, mas boas mudanças. E como as queremos! Que os sacrifícios que nos foram impostos tenham valido a pena e a indignação que sustemos nos deixe sentir a réstia de esperança que ainda nos sustenta. Envolto numa chuva impertinente, tocada ao vento, com festejos, muita cor e euforia, então que venha 2014!
🎁
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