quarta-feira, 17 de junho de 2026

 

África: a velha Juliana

 

?Sobram os dias que, teimosanmente presentes, perduram ajustados à marca indelével das cores, dos cheiros, dos sons, dos sabores, das gentes de África. E na lembrança, sente-se o cheiro do cigarro que a velha Juliana, a engomadeira, fumava ali sentada no murete do canteiro, depois do almoço e enquanto descansava das suas lides. Quanto os meus irmãos e eu gostávamos dela e a respeitávamos! Lembro da pachorra que ela tinha para aturar a nossa algazarra e correrias, enquanto engomava a roupa à sombra da mandioqueira do quintal.

mariam

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