05Abri2013
⚽ O futebol (não a prática deste esporte) é na origem de muitos atos de vandalismo e de violência gratuita que se cometem a coberto de ser-se adepto de um qualquer clube. Fatos e ocorrências no futebol são exaustivamente alimentados, sustentam-se a maledicência e a insinuação de que vão suportar toda a carga incendiária e irresponsável que atravessa indiscriminadamente o futebol, acicatando ódios que se estendem para além do campo onde os jogos se disputam. Traz-se para o espetáculo tudo que uma paixão mal enviada pode fomentar: o desrespeito pela diversidade de escolha e a intolerância à coexistência do sucesso de um clube com o fracasso de um outro. O calor da paixão clubística extrapola o comportamento social que é exigido pelo bom senso e pelas regras de sociedade. Esquecem-se e desrespeitam-se os praticantes, os jogadores, que oferecem todo o talento e esforço ao espetáculo. Os valores cívicos não se esquecem porque simplesmente deixam de existir. Veste-se a capa do ódio e da violência à cega. A irracionalidade generaliza e apodera-se das situações. Tal comportamento, a par do vandalismo e da violência que o define, deixa o medo à solta. Usufruir do prazer de assistir a um jogo de futebol acarreta riscos. A interiorização de que pode ocorrer comportamentos deste índole nos campos de futebol ou no seu perímetro envolvente gera momentos de insegurança e, no ar, par ou recebimento de que, alguma vez, uma qualquer situação criada se torne incontrolável e tome laivos de uma insubordinação social que possa atingir dificuldades de difícil controle e de consequências irreparáveis.
revisado, reeditado e publicado momento do café/mariam 🐸
Sem comentários:
Enviar um comentário