Há dias maus. Felizmente que podem ser amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, tev
e de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.
O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja.
mariam
12 SeT 12
Austeridade terapêutica num país exangue
Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento. Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas.
Pulicado por momento do café às 10:58
10 Set 12
Sr. primeiro Ministro: ganho menos que há 10 (dez) anoS
O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?
Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011) amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, teve de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja!
mariam
12 Set12
Austeridade terapêutica num país exangue
Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento. Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas.
mariam
10 Set 12
O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?
(Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011)