05 Fev 11
apontamentos (da mariam)
a pausa para breves notas...
segunda-feira, 13 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Faça sol ou faça chuva, junho é sempre junho
12 de junho de 2018
O sol, que nasce como se não tivesse força para romper as nuvens que impõem sua presença neste junho que corre frio e sem oportunidade de oferecer aqueles dias mais luminosos, é o prenúncio de um verão que chegará determinado. Não há ainda aquela leveza que junho traz, aquela alegria que seus dias emprestam e que ajudam a esquecer a chuva e o frio desconfortáveis que o inverno impõe para que a renovação aconteça quando a primavera e o verão, ainda que pouco expressivos, cumpram o calendário. Corre um junho enganador que põe à prova todo o desejo de sol, luz, calor, que contraria a vontade de me sentir mais leve e livre para usufruir daqueles dias de sol quente que ajudam a carregar as energias que o inverno, mais triste, frio e sombrio, suga impiedosamente. Junho, de arraiais e ribombar de foguetes, de festas e festivais, de romarias e procissões, de Santos populares e tradições, de manjerico e alfazema, de cheiro a sardinha assada pelo ar, chegou tão enganador, que a alegria parece estagnada. Paciência! Com essas mudanças climáticas que estão acontecendo, com ou sem chuva, com mais ou menos nuvens, com um sol mais pálido ou mais radiante, junho continua a ser o mês que atrai, ainda que a sua mística se esconda atrás de um céu mais nublado e menos azul e luminoso. Não é máscara chuvosa e fria que veste que me impede de o olhar como a charneira entre o cinza e o azulado, o inverno e o verão e, ainda que o sinta enganado, suspiro pelos dias de sol intenso que possa oferecer. Em cada ano que passa, está sempre latente a renovação daquela esperança que não me larga porque, faça sol ou faça chuva, junho é sempre junho.

sexta-feira, 3 de julho de 2026
🦅SÃO GRIFOS DE POLEIRO
02 de fevereiro de 2013
...
Espartilham-me o sonho,
Arrancam-p a certeza,
rasgam-me o futuro,
vestem-me uma tristeza.
Desalento cobre os ombros,
farrapo de esperança,
sou corpo nos escombros
mortalha da governança.
Com forças para além de mim,
denuncio tal espoliação,
ninguém me esbulha assim,
e à resignação, grito: não!
São tantos, tantos, os danos,
veemente, grito: basta!
Não perdoo mais erros.
Rapaces! Comilança!
Ergo-me, sem medo, sem frio.
Minha bengala, a esperança.
Caminho. Tremo. Um calafrio.
Não cambaleio. Aguento.
Meu suporte, a indignação.
São grifos de poleiro...🦅
Nada deixa, nada dá.
Voam raso, tudo rapinam.
Abutres sem lei, nem coração!
publicado por momento do café
Minha amiga. Ontem estive a ler o poema seu e adorei. Não tenho comentado porque como deve saber parti um dedo e custa-me escrever, mas hoje já era dia de tirar a tala e com algum esforço tenho tentado comentar e responder aos amigos. obrigado-lhe de coração a amizade e visitas. Cada palavra que me deixa e devo dizer que fiquei maravilhada com este poema e com a força reivindicativa e interventiva que tem tão em falta na nossa sociedade. Gostei muito. Lutamos e exigimos uma vida melhor. Respeito das instituições. Um grande beijinho, um abraço apertado. Mais uma vez obrigado e uma boa semana!
Fátima Soares em 3 de Fevereiro de 2013 às 19:31
Minha amiga,
Um governo insensível só me merece indignação.
Um beijinho.
Maria
Um governo insensível só me merece indignação.
Um beijinho.
Maria
momento do café em 3 de fevereiro de 2013 às 22:52🦅
Quadras na noite de S. João
24 de junho de 2009
Crianças vão rimando
cantando ao S. João.
Lançando alto o balão,
tão alto vai flutuando...
*Tukas
É festa de S. João,
há no ar alegria.
Alto subia o balão
e o menino sorria.
*Tukas
No céu tão estrelado
vai o balão colorido.
S. João tão admirado
agarra o balão atrevido.
*Tukas
Rimas ao S. António
13Jun 13
Perfumes de bailarico,
alfazema e manjerico!
Da vida, faço um poema
quando bailo assim contigo!
Vamos d' arquinho e balão,
numa dança sentida…
Lá vamos de mão na mão,
dançando na avenida.
Santo António casamenteiro,
arranja-me lá um lindo amor…
Mas que tenha muito dinheiro,
e que seja um terno sonhador!
Ao Santo António e menino
com raminho d' açucena,
vamos cantar ao divino
qu'esta noite é de verbena.
publicado por momento do café/mariam
quinta-feira, 2 de julho de 2026
☕Quebrar a minha rotina//1° post do momento do café ( blogs SAPO 🐸
03 de abril de 2009
Confesso que foi difícil vencer a inércia que fazia balançar a vontade de concretizar o desejo de escrever alguns apontamentos sobre fatos do cotidiano, de modo informal, com leveza, pois a única pretensão que me move é o gosto pela escrita e ao qual adito o prazer do café , a bebida que tem a magia de juntar os amigos em amena cavaqueira.
publicado por momento do café/ mariam ☕
💸 🫴🫴🫴Breve história de um país de mãos estendidas
27 de outubro de 2011💸 💶
A nossa competitividade começou a perder-se no tempo em que as naus portuguesas, que deram mais mundo ao mundo, voltavam com riquezas trazidas das paragens distantes onde aportavam. A riqueza superava os custos das viagens. Tornávamo-nos ricos e importantes. Estávamos na idade Moderna, íamos de mãos cortadas e vazias e regressávamos com elas cheias de riquezas. O direito às terras já descobertas ou que viessem a ser descobertas, o tratado de Tordesilhas com o nosso concorrente mais direto, a Espanha, ajudandoam a adormecer a nossa competitividade. E porque não quis ganhar tanta riqueza, pois as mãos abriram-se para esbanjar. Era riqueza que não vinha do trabalho e que matava a competitividade. Gastava-se “à tripa forra”. Não se sobreviverá...
Portugal, quatro séculos passados, em 1890, mal refeito da humilhação que sofrera com o Ultimato Inglês, anunciou a bancarrota. Era o colapso das finanças públicas. Continuávamos a gastar e as remessas de ouro dos emigrantes no Brasil diminuíam e já não seguravam as dívidas. Os bancos abriram falência. De crise em crise, a monarquia e os governos foram descredibilizados e a Implantação da República acabou por vingar em 1910. Com um contrário! A Primeira República, com governos sucessivos e fracos, continuou a desbaratar as administrações públicas. Nos anos 30 do séc. XX, a fome chegava a Portugal, o descontentamento e o empobrecimento deixavam o povo "preparado" para o Estado Novo que se impunha com autoritarismo e reequilibrava as finanças do país. A ordem era poupar, poupar. Mais tarde, quarenta e um anos depois, em 1974, a Revolução de 25 de Abril acontecia e, com ela, vieram as convulsões sociais e laborais, a reforma agrária, as nacionalizações, a descolonização, e Portugal, já em democracia, encetava um novo caminho para a falência nacional. Estendia as mãos ao FMI, nos anos 80. Aguentávamos a sua ajuda e tínhamos o desejo que se concretizasse: em 1986, já éramos um membro da UE (União Europeia). E, de mãos contínuas, fomos aos subsídios. E lá vínhamos da UE, com as mãos cheias de subsídios que não gastamos em atividades permitidas e ajustadas à nossa realidade e que poderiam ter desenvolvido a nossa competitividade e ter feito florescer a nossa economia e a nossa riqueza. Portugal, país pobre, sempre de mãos seguidas aos subsídios e às ajudas da UE, passando a viver com manias de rico. Gostava de viver acima das suas capacidades. Continuava a gastar muito e a produzir muito pouco. Desbaratava as oportunidades como novo país da UE. A economia cresceu pouco, pouca competitividade e um Estado despesista abriu caminho para um novo colapso financeiro. Os bancos deixaram de emprestar dinheiro para cobrir os compromissos e as dívidas do país e, como no passado, em 2011, estávamos lá, de novo, de mãos envolvidas, pedir (era tarde para negócio) um resgate externo. E o FMI, desta vez, não vinha só. Consigo, trazia o BCE e a UE. Era a Troika que chegava a Portugal. Auditava as nossas contas e impunha as suas regras. Nas nossas mãos contínuas, depositamos uma nova ajuda financeira e as suas condições: medidas austeras, reformas e as decisões duras e penalizadoras. E Portugal hipotecava a sua soberania.
publicado por momento do café (editado )/mariam 😿💸💴💶
quarta-feira, 1 de julho de 2026
🫅Dragãozinho Azul 🦎
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar de criança,
lá no castelo
no alto do monte,
o que guarda?
Guarda
a esperança
da linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar imponente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que esconde?
Esconde
a linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar sorridente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que defende?
Defenda
uma linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar altaneiro,
lá no castelo
no alto do monte,
o que espera?
Espera
o cavaleiro,
que leva
a linda princesa
de rara beleza.
(Rimas Pró João)
publicado por momento do café/mariam 🦎
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