terça-feira, 16 de junho de 2026

E não haverá a abstenção ganhadora

27 Mai  14

E  não haverá a abstenção ganhadora...

Que esperar dos resultados alcançados nas eleições europeias se a campanha dos candidatos portugueses decorreu sem tempero? Claro que os resultados só poderiam ser de difícil digestão para alguns, como a vitória que uns cantaram e que não foi alcançada com o estrondo seguro que auguravam. Um resultado que ficou muito aquém das expetativas. O sabor amargo de uma vitória bem menos ampla com que sonhavam. Que amargo de boca para os vencedores!

A derrota que se perspetivava muito profunda, um desastre para a maioria que governa e que todos os candidatos concorrentes alvitravam, foi menos gravosa e, assim, um leve alívio para os vencidos da noite. Contudo, a azia dos resultados estava lá! Mas nada que o tratamento com anti-ácido de efeito eficaz não possa debelar.

Foice e o martelo mais o girassol atravessaram, sem mossas, a campanha para as eleições. A ferramenta  e a flor de quem sabe como pode cativar com os votos dos seus fiéis militantes. E, tranquilamente, digeriram os resultados. O sabor gostoso do objetivo alcançado! Até puderam lambuzar-se um pouco.

Mas o vencedor das eleições foi, sem dúvida, a “personalidade-partido”. Pés na Terra, por aqui, por ali, foi condimentando as palavras de apelo ao voto e o eleitorado foi saboreando e aprovou. Por isso, o resultado alcançado. Chegou, viu e venceu! O verdadeiro sabor da vitória. E não vai só para a Europa. 

De pé, a derrota inesperada chegou! Um murro no estômago e, em bloco, todos sentiram a desilusão dos resultados. Problemas de digestão e a terapêutica vai ser longa, com sequência imprevisível. Talvez sem cura e alguns já lhe preveem o fim.

Mas as eleições já eram e, em breve, passarão à História. Tudo vai regressar ao normal, embora a miscelânea que os resultados trouxeram não ajudam a desvendar qual será o nosso futuro, nem o da Europa. Os desaires e as vitórias cairão no esquecimento. O Mundial de Futebol está aí e será o antidepressivo com o efeito mais seguro. E há uma certeza: não haverá a abstenção ganhadora e incontrolável no que diz respeito ao futebol. Ninguém se demitirá de apoiar a Seleção.

publicado por momento do café às 07:58

22/21 Mai14:
Em destaque nos blogs do Sapo! Muito obrigada.21
A campanha para as europeias está a ser u21ma coisinha sem salA campanha eleitoral para as Europeias, mesmo temperada com picardias dispensáveis, principalmente entre a Aliança Portugal e o Partido Socialista, tipo "atira o vírus  para a panela que vai respingar e atacar o outro", está a ser uma coisinha sem sal. Sim, está ser um caldinho tão pobre, tão pouco criativo, desenxabido, despojado de ideias substanciais e de propostas concretas sobre o que, afinal, se pretende  fazer desta Europa dos 27*, desgastada e sem soluções num momento crucial para o seu crescimento e afirmação, quando, no seu seio, a economia desacelera, o desemprego cresce, e se sente que o sonho de uma união coesa vai sendo contaminado por assimetrias cada vez mais profundas que, face às dívidas soberanas por que passam os países do sul,  servem os países mais ricos para esconderem as  suas próprias fragilidades. Pregam uma austeridade que não leva à salvação, mas ao desespero dos países mais pobres. Hoje, só há União Europiea para uns quantos, os que a dominam. Está  em causa todo o prestígio que a cepa de políticos, que a ergueu e a construiu,  conquistou para este "clube" de referência mundial e que foi tomado por outra casta de políticos pouco generosos, que esqueceu os ideais da sua construção. E, em Portugal, os partidos do arco da governação, uns mais responsáveis e outros mais mais engajados em toda a operação de resgaste por que passámos, deveriam fazer uma campanha mais consentânea com a realidade europeia que nos espera. Saturados, nada sabemos e o que esperar desta Europa, caduca, sem vitalidade, a que pertencemos. E os candidatos ao Parlamento europeu nada nos dizem, nada esclarecem. Merecíamos mais respeito. Não merecíamos uma campanha tão insossa. Depois, sim, não se admirem com a nossa descrença nos políticos.

*Corrijo para "(...) desta Europa dos 28 (...)".

Em destaque no Blog dos

26 Abr 14
Abril está a chegar ao fim e confesso que hoje dei conta que o Momento do café completou 5 anos de existência, no dia 3. Outras mudanças falaram mais alto, e eis-me um pouco arredia da blogosfera. Fica o registo de mais um aniversário. Só para que conste. 

 

publicado por momento do café às 18:03
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Seguro sai vencedor, mas não seguro

 29 Mai 14

Seguro sai vencedor, mas não seguro. A vitória não foi tão expressiva que correspondesse, sequer, à expetativas, quanto mais à derrota histórica da maioria da direita, nem tão compensadora para que não fosse posta em causa a liderança de Seguro. Uma vitória que, na noite das eleições, deixou Antóno Costa aprrensivo como deixou transparecer durante a sua participação na Quadratura do Círculo. Na altura, fiquei com a sensação que este António não deixaria seguro o outro. Não me enganei. Por isso, não estranhei que António Costa se mostrasse disponível para disputar a liderança do Partido Socialista (PS). Nunca uma vitória colocou em causa o trabalho e o esforço de um líder que já venceu duas eleições. E ainda que o líder não mude, nada será como antes. Há uma mudança a acontecer no seio do PS. O partido está dividido. De um lado e do outro, cada António conta os apoios e "as espingardas" para a disputa pela liderança. Para já, fica para sábado a decisão da Comissão Nacional quanto à realização, ou não, do Congresso extraordinário.  Aguardam-se os próximos capítulos da história desta vitória na História do PS. 

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Serviço de Urgência e Unidade de AVC do Hospital de S. João e mais.... do Porto

24 Set 12

Há dias maus. Felizmente que podem ser amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, tev

e de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.

O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja.

     mariam

12 SeT 12

Austeridade terapêutica num país exangue

Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento.  Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas.   

Pulicado por momento do café às 10:58


10 Set 12

Sr. primeiro Ministro: ganho menos que há 10 (dez) anoS

O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?

Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011) amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, teve de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja!

          mariam

12 Set12

Austeridade terapêutica num país exangue

Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento.  Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas. 
mariam 


10 Set 12
O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?
(Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011)

"emos um "pelotão de fuzilamento da classe média

12 Out 12

Afinal não temos um governo. Temos um "pelotão de fuzilamento" da classe média. Quando esta estiver completamente espremida através destas medidas austeras e desconcertantes que lhe impõem  uma enorme carga fiscal e, já moribunda, não puder contribuir para este Estado sanguessuga, a quem é que irão recorrer os que nos governam? Que contas vão fazer? De ditadores de medidas de austeridade passamos a ter ditadores do empobrecimento de quem, com o seu trabalho, contribui com os seus impostos para o financiamento e economia de Portugal. Os governantes, democraticamente eleitos, não respeitam a dignidade, nem os sacrifícios da classe social que sustenta o país e aguenta todos os desvios orçamentais que por aí acontecem !!! 

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02Out 12

Fala-se. Ouve-se. Vê-se. Sente-se. Crise! Impiedosa. Prende o sonho. Amarra a esperança. O estrebucho. O grito. O desespero. Quem acode? Cenário de crise, silêncio de atores políticos. Cegueira, surdez. Crise de ideias e de sabedoria. Crise de inspiração. No guião, a arte da austeridade. Imposta. Visível e sentida. Sofrida. Coerente na abundância. Em cena, meros figurantes políticos. Fazedores de política sem respostas assertivas. Avanços e recuos. A marcação da ignorância. E da omnipresença da incompetência. Assustador. Cada vez mais.

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Vemo-nos gregos para pagar o “pato

 20 Out 12

Portugal fica mais pobre por largos anos. Mais pobre! Lá fomos (sem canto, nem riso) de mãos estendidas à "caridade" externa. Dependemos da ajuda "dos outros" e o país tem de ser governado com medidas que nos impõem sacrifícios para cumprir os compromissos firmados. Isto é soberania? E por que se chegou a este sufoco? Portugal sempre teve tendência e gosto para viver acima das suas posses, dizem. A realidade é bem outra. Os cidadãos comuns estendem as mãos e agarram o trabalho, bem precioso que não querem perder, pagam impostos, cumprem as obrigações fiscais... e acabam por pagar, de toda a forma e feitio, o "pato" que os responsáveis pelos sucessivos governos foram engordando e que o governo atual não consegue emagrecer. Com um governo sem ideias para queimar as gorduras, vemo-nos gregos para pagar o "pato".

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BPN e mais um outono

 BPN e mais um outono

02 Nov 12


Era uma vez um lindo jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, onde, sob o indefinível zunzum de incontáveis insetos que ali esvoaçavam, viviam uns gafanhotos gigantes que, unidos por um incontrolável apetite, saltitavam sem limites e buscavam todas as oportunidades que os conduzissem ao mais promissor e farto devorismo. Aqueles gafanhotos, com desmedida e voraz ambição, arrastavam muitos outros que, movidos pela ganância e, como predadores que eram, se lhes juntavam para se converterem numa praga insaciável que engordava descomunalmente. No jardim, todos os insetos os reconheciam como gafanhotos gigantes, confiáveis, insetos de bem, acima de qualquer suspeita. O comum dos insetos que tranquilamente zoava por ali, tão confiante e transbordando ingenuidade, jamais pensaria que tal praga de gafanhotos gigantes pudesse causar tamanha devastação no jardim quadrilongo. Gafanhotos gigantes, máscaras de seriedade, escondiam a avidez pela colheita fácil e, em ataques devastadores e menos claros, provocavam um enorme flagelo predatório no jardim, infligindo-lhe um ruinoso dano. Todos os insetos, no jardim, tinham como certo que o grilo com a função de supervisão da atividade dos gafanhotos gigantes, inseto bem remunerado e cercado de muitos privilégios, estaria atento a toda aquela voracíssima onda polífaga. Mas tal ação de zelo não acontecia. O grilo zelador, inquirido, estridulava ingenuidade e excessiva credulidade no mais destacado gafanhoto gigante daquela praga destruidora. O resultado redundava em estragos de grande monta que os grilinhos falantes, eleitos democraticamente e então governantes do jardim, já em desespero de causa, decorria um domingo de outono, tiveram de o mandar ajardinar, em modo "nacionalização". Outros outonos passavam. Comissões de inquérito depois, no jardim quadrilongo, chegava mais um outono e, sem factos concretos nem provas novas, tudo continuava por esclarecer sobre a colheita danosa que uma Brutal Praga Nefasta de gafanhotos gigantes tinha infligido ao jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, a sudoeste da Europa.

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OE 2013: o povo aguenta, ai aguenta, aguenta

29 Nov 12

O povo aguenta, ai aguenta, aguenta mais austeridade, impostos e taxas, cortes nos salários, nos subsídios de desemprego e de doença! Até quando? Um enorme aumento do IRS e uma sobretaxa adicional  de 3,5% (fruto da complacência) vão provocar, de novo, um corte nos rendimentos. E acontecerá a diluição de subsídios de férias e de Natal ao longo dos doze meses do ano. Ilusão! Uma mão cheia de nada! É a continuação do jogo do rapa e (re)põe, do (re)tira e deixa (o povo iludido). E um Orçamento de Estado, quase nado-morto, que respira pela aprovação (desconcertada e cheia de incertezas) da  maioria que suporta o Governo. Uma maioria que reconhece que um tão mau orçamento dificilmente poderá sobreviver. Depois, o Governo fará o remedeio com outras medidas de ajustamento para “curar” a debilidade com que este Orçamento do Estado vê a luz do dia. Resta, ao povo, mais um logro. Ai povo que vais carregar o peso do mau orçamento de Estado para 2013!


27 Nov 12

Votação final do OE 2013

Resumindo… depois de saturada negociação entre a maioria que suporta o governo (não, não foi a oposição) e o ministro das Finanças,  elimina-se o número 4. No seu lugar, escreve-se 3. À direita do 3, coloca-se a vírgula e escreve-se um 5. E reduz-se a anunciada sobretaxa de 4%  para 3,5% em sede de IRS. Uma vitória. E puro exercício de ilusão!. E eis que vai sair a aprovação do OE2013 com os votos dos deputados da maioria. E a declaração de voto dos mesmos. Estranho!PortugalPaís que carrega o preço da crise que lhe dilacera o presente. A austeridade que lhe tolhe ânimo. Os sacrifícios que lhe coartam a esperança. Os sonhos legítimos adiados. Sem prazo. País que carrega a expetativa traída. O desalento que o faz olhar o futuro sem perspetiva de realização. A tristeza que lhe esfrangalha o otimismo. Isto é Portugal.

Poses da gaivota frente ao meu terraço

 29 Set 16

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29 Mai 13 Há palavras e palavras… basta! Há palavras discursivas, enroladas. Rolam ocas. Não dizem nada. São palavras moribundas. Passam. E há palavras escassas, claras, assertivas. São palavras ricas. Permanecem. Recordam-se. Há palavras agressivas, pesadas, que ferem, magoam o corpo e alma. Imperdoáveis e inesquecíveis. Remoem as lembranças. E há palavras leves, doces, iluminam a alma, dão ânimo. Palavras de esperança. Alimentam o corpo e a mente. Imperdíveis. Inesquecíveis, tornam-se motivadoras. Há palavras e palavras, negação e afirmação, desacordo e aquiescência, amor e ódio, raiva e serenidade, resignação e indignação, que correm de boca em boca, instalam-se, impõem-se. Umas servem a literatura, a criatividade. Outras servem o quotidiano, o coloquial. Umas formais, outras informais. Ambas servem a maledicência, o boato. Ou estão ao serviço da cultura, da liberdade, da democracia, do povo. Muitas servem a honra, a verdade, os valores, os princípios. Muitas outras se perdem pelos caminhos da política. E como os políticos se apoderam de todas elas! Palavras de ambição e poder. Palavras de compromisso com o povo. Enchem a boca com elas. Contagiam-nas de demagogia. Palavras manipuláveis. Palavras vazias de sinceridade. Palavras com sabor de traição à palavra dada. Palavras que tresandam a falsidade. Há palavras e palavras. E há palavras de revolta. Só uma serve o povo no grito de indignação: Basta!

 29 Mai 13

Há palavras discursivas, enroladas. Rolam ocas. Não dizem nada. São palavras moribundas. Passam. E há palavras escassas, claras, assertivas. São palavras ricas. Permanecem. Recordam-se. Há palavras agressivas, pesadas, que ferem, magoam o corpo e alma. Imperdoáveis e inesquecíveis. Remoem as lembranças. E há palavras leves, doces, iluminam a alma, dão ânimo. Palavras de esperança. Alimentam o corpo e a mente. Imperdíveis. Inesquecíveis, tornam-se motivadoras. Há palavras e palavras, negação e afirmação, desacordo e aquiescência, amor e ódio, raiva e serenidade, resignação e indignação, que correm de boca em boca, instalam-se, impõem-se. Umas servem a literatura, a criatividade. Outras servem o quotidiano, o coloquial. Umas formais, outras informais. Ambas servem a maledicência, o boato. Ou estão ao serviço da cultura, da liberdade, da democracia, do povo. Muitas servem a honra, a verdade, os valores, os princípios. Muitas outras se perdem pelos caminhos da política. E como os políticos se apoderam de todas elas! Palavras de ambição e poder. Palavras de compromisso com o povo. Enchem a boca com elas. Contagiam-nas de demagogia. Palavras manipuláveis. Palavras vazias de sinceridade. Palavras com sabor de traição à palavra dada. Palavras que tresandam a falsidade. Há palavras e palavras. E há palavras de revolta. Só uma serve o povo no grito de indignação: Basta!

1)União de Facto; 2) Jornalistas, jardineiros ou hortelãos; 3)Recuso

 07Abr 09

Ontem, já por aqui andei. Gostei e recomendo. Espero que esta união perdure para bem da liberdade de expressão e pela leitura da diversidade de opinião na blogosfera.


05 Abr 09

.Segundo  Fernanda Câncio, na TVI 24, ..."a maior parte das coisas que aparecem nos jornais são plantadas..." (o sublinado é meu).Diz-se  que Portugal é um país de poetas. Podemos acrescentar que também é de jornalistas, jardineiros e ou hortelão.
 
 3) Recuso
 De política, entendo. De partidos políticos... pouco entendo, nos tempos que correm. Não comungo das suas ideias. A política pratica-se pela discussão de ideias e de propostas que podem ser antagónicas, ou até, complementares e delas resultar um sucedâneo eficaz à prática do poder, objectivando o bem-estar da sociedade. Recuso a aceitação da uniformização da opinião. Como cidadã de pleno direito, tenho o dever de não me abster quando o poder político extrapola os seus limites. Recuso-me a alinhar na estupidificação que a demagogia causa, pois o seu pior efeito, em mim, é a indignação.