terça-feira, 16 de junho de 2026

 14 Fev 14

Viva o Amor! Ele anda no ar. E, em dia de S. Valentim, com ênfase e paixão. De olhos nos olhos e nos presentes que se trocam, fazem-se juras e festeja-se o amor. Eterno, ou até ao próximo, o amor é lindo! Irresistível! E com dia marcado no calendário. Quem fica indiferente à beleza de uma rosa vermelha e ao apelo dos corações tão decorativos e cor da paixão, que se fazem presentes na rota do amor... e do consumismo? 

(Uma rosa do meu jardim)
publicado por momento do café às 15:44

 

22 Fev 14

A espera no aeroporto fora por mais de 24 horas. Por fim, sob um forte tiroteio próximo do aeroporto, o avião levantou voo. Foi há tantos anos que desembarquei em Lisboa, trazendo o filho ao colo para recomeçar a vida. Mas esses tempos difíceis que acompanharam o recomeço ficaram bem arrumados lá no passado. Como dizem os Xutos e Pontapés, o passado ficou lá trás… Havia juventude, havia garra e nada metia medo. Era preciso reconstruir o presente de forma a assegurar o futuro. A vida cumpria-se caminhando e olhando em frente. E vieram mais filhos. Era preciso garantir a melhor herança, a formação, a mais perene e útil que se pode deixar aos filhos. Já os meus pais pensavam assim, e foram os estudos e a minha formação que permitiram o meu recomeço aquando da descolonização. Depois de criados os filhos e chegado o tempo de deixá-los ganhar asas para voarem e tornarem-se independentes, era o momento de eu "arrumar as chuteiras". Era o tempo para o descanso merecido. Pura ilusão! Veio a crise para a qual não contribuí. Nunca vivi acima das minhas possibilidades e juntar filhos a estudarem na universidade não foi pera doce. Agora, nesta altura da vida, olho o meu país a tentar sair da crise em que mergulhou, sinto-me “vítima” da austeridade como tantos outros cidadãos e constato que, afinal, os muitos ou poucos anos que possa viver serão sobressaltados por outras medidas pós-troika que se anunciam e que continuarão a consumir-me o ânimo e a esperança, ao ponto de, preocupadamente, me questionar sobre qual será o futuro dos meus filhos e netos. O tempo de  juventude ficou lá trás, a garra ainda resiste, mas o medo ensombra o presente que me é dado viver. Receio o futuro. Já nada espero deste país, nem da rapaziada, (como um comentador já chamou), que nos governa. Só me resta lamentar e dizer que nos faz falta uma Praça da Independência. Eu seria mais uma a engrossar a mole humana de grisalho.


24 Fev 14

Traçado na dureza sombria do granito, o Porto desce ao Douro, estende-se da Ribeira à Foz. Desfruta o Passeio Alegre e refugia-se no Castelo do Queijo, espreita o mar, por momentos, antes de alcançar o Parque da Cidade onde descansa e ganha fôlego. Sobe a avenida da Boavista, faz um desvio até à Casa de Serralves para respirar arte e beleza, dá um salto à Casa da Música onde bebe as batidas ritmadas dos sons musicais que lhe relaxam o corpo e sossegam a alma. Sobe e corre do Marquês às Antas, passa pelo Dragão, vive as emoções, e alarga-se até Campanhã para descer ao Freixo e desembocar, de novo, no Douro. De relance, olha Gaia, mas não se detém. Percorre a margem, olhando as pontes que partlham e o olhar alcança a muralha Fernandina, lá no alto. No funicular dos Guindais sobe à Batalha e, da escadaria da igreja de Santo Ildefonso, enxerga a rua de Santa Catarina. Decide-se pela rua 31 de Janeiro e, não perdendo de vista a imponência do seu ex-libris lá no cimo, a Torre dos Clérigos, passa a igreja dos Congregados, toma a avenida dos Aliados para, da Praça Humberto Delgado, apreciar o edifício da sua Câmara Municipal. Sobe à Trindade e inverte o seu caminho para regressar à beira Douro. Passa por S. Bento, olha os seus azulejos. Desce a rua Mouzinho da Silveira, olha o Mercado Ferreira Borges e o Palácio da Bolsa. Visita a Casa do Infante e está de regresso à Ribeira. Consciente de todo o percurso que o seu traço de granito toma, atreve-se a perscrutar o âmago da sua alma granítica que se reflete nas águas do seu Douro e no brilho de fachadas de azulejos coloridos que recolhem e espelham a grandeza da sua gente tão genuína e franca. Orgulha-se do seu sotaque. Único e inesquecível. A pronúncia do Norte, sem complexos. Umas vezes, apimentada, em jeito brejeiro. Outras vezes, frontal, certeira, sem rodeios, que desaforo não se leva para casa. A sua gente sem máscara! Livre e calorosa para acolher, incondicionalmente e sem preconceitos, quem a respeita e a aceita tal qual como ela se mostra. A sua gente das contas à moda do Porto e de enorme coração. E este Porto, feito granito transmudado em vida e emoção, confunde-se com a maneira de ser e estar da sua gente moldada na dureza de antes quebrar que torcer. Este, sim, é o Porto que eu amo.

publicado por momento do café às 11:39

Sopa de palavras adjetivadas

 Faço o meu momento do café em dia de sol com sabor a primavera. No café, através da vidraça, enquanto saboreio o meu "café", olho o constante vaivém de carros na rua e o movimento dos transeuntes que caminham nos passeios que a ladeiam. Uma correria. Cruzam-se.  Mal se olham. Desviam-se. Seguem alheados. Taciturnos e solitários na multidão. Vão entregues aos pensamentos e, como não há forma de os adivinhar, o jeito é pôr-me aqui a conjeturar. Uns apressam-se, quem sabe, sob o peso das preocupações como se pretendessem fugir e escapar-lhes, antes que a esse fardo desequilibre a indignação que os sustém e os prende à rotina diária, com tudo de bom e de mau que oferece. Outros, quem sabe, seguirão agarradas à esperança que ainda as prende à realidade. A esperança será, talvez, a boia a que se agarram. Afinal, mesmo em dia de sol, há o medo no futuro, na perda de rumo, do mergulho no desespero. Ela é a salvação para que não se afundem na resignação de quem caminha carregando tantas incertezas.

Termino o meu café. Saio para a rua. Dou tempo à pressa, que já não há tempo para conjeturas. Ficam à mesa do café até ao próximo momento do café. Sigo o meu caminho. Como gosto do sol e do céu azul de março! Sinto o prenúncio da primavera.

publicado por momento do café às 09:39



Palavras soltas, atiradas, descontextualizadas, atropeladas, cruzadas… freneticamente amontoadas. Palavras sem jeito, a eito perdidas, entrelaçadas, confundidas, desconcertadas, sagazmente baralhadas! Palavras enxadrezadas, escondidas, misturadas, entorpecidas, em larga mescla indecifrada! Que a amálgama complicada! Palavra, aqui e ali, apanhada, deduzida, encontrada, que salta para a frase cozinhada com sentido e terminada em sopa de palavras adjetivadas!

publicado por momento do café às 10:13

 Drama, hipocrisia, impasse e eleições antecipadas...

Os chumbos do Tribunal Constitucional marcam a dramatização e a hipocrisia do Governo. O Primeiro-ministro afirma que não se pode estar em permanente sobressalto constituicional. Mas quem aprova as medidas que, à partida, não vão passar no crivo do Tribunal Constitucional (TC)? É a maioria parlamentar que sustém o governo. E pasme-se! O drama! Que preocupação com os Funcionários Públicos (FP) porque, face à decisão do TC, em Junho, certamente, não vão poder receber, a tempo, os salários e subsídios de férias. Quanta pena o governo mostra pelos FP! Que hipocrisia! Quando os esbulhava, nunca se preocupou com a diminuição dos rendimentos devido aos cortes e, também, aos retroativos, no caso de acontecerem, e que eram processados de imediato. Quer lá saber se os FP podem contar com os salários e os subsídios de férias, atempadamente, neste mês de junho! Desejava, talvez, que os FP, pelo previsível atraso no processamento de salários e subsídios, ficassem revoltados com o TC. E, como o Governo está tão sensibilizado, a sua ampla base de apoio parlamentar pede a aclaração do acórdão aos juízes do TC e, assim, pode contribuir para o atraso que pode acontecer! O impasse! Mas nós, os portugueses, não podemos viver neste "sobressalto permanente". Qual é o plano B que, afinal, o Governo tem de apresentar à Troika em substituição das normas chumbadas e que outros sacrifícios nos serão pedidos? Acredito que esteja preocupado com o cumprimento da saída limpa que prometeu, com o encerramento da 12ª avaliação que fecha o programa de resgate, com a queda da economia no 1º trimestre deste ano, e há que ter em conta, também, a reação dos mercados financeiros e a análise e notação das agências de rating perante estes chumbos. Estamos metidos numa saia justa, mas não podemos imputar as culpas ao TC, que cumpre a sua função. Contudo, confesso que até me passa pela cabeça que o Governo, embora afirme que não vira a cara aos obstáculos e às adversidades, possa dramatizar que o país está numa situação ingovernável e, por isso, até possa aspirar por eleições antecipadas. Oh, oh! Enquanto o Partido Socialista anda entretido com a história das eleições primárias, até vinham a calhar...

Em destaque no Blog dos blogs do SAPO:

destaque blog dos blogs do sapo em 05-05-2014.JPG

E não haverá a abstenção ganhadora

27 Mai  14

E  não haverá a abstenção ganhadora...

Que esperar dos resultados alcançados nas eleições europeias se a campanha dos candidatos portugueses decorreu sem tempero? Claro que os resultados só poderiam ser de difícil digestão para alguns, como a vitória que uns cantaram e que não foi alcançada com o estrondo seguro que auguravam. Um resultado que ficou muito aquém das expetativas. O sabor amargo de uma vitória bem menos ampla com que sonhavam. Que amargo de boca para os vencedores!

A derrota que se perspetivava muito profunda, um desastre para a maioria que governa e que todos os candidatos concorrentes alvitravam, foi menos gravosa e, assim, um leve alívio para os vencidos da noite. Contudo, a azia dos resultados estava lá! Mas nada que o tratamento com anti-ácido de efeito eficaz não possa debelar.

Foice e o martelo mais o girassol atravessaram, sem mossas, a campanha para as eleições. A ferramenta  e a flor de quem sabe como pode cativar com os votos dos seus fiéis militantes. E, tranquilamente, digeriram os resultados. O sabor gostoso do objetivo alcançado! Até puderam lambuzar-se um pouco.

Mas o vencedor das eleições foi, sem dúvida, a “personalidade-partido”. Pés na Terra, por aqui, por ali, foi condimentando as palavras de apelo ao voto e o eleitorado foi saboreando e aprovou. Por isso, o resultado alcançado. Chegou, viu e venceu! O verdadeiro sabor da vitória. E não vai só para a Europa. 

De pé, a derrota inesperada chegou! Um murro no estômago e, em bloco, todos sentiram a desilusão dos resultados. Problemas de digestão e a terapêutica vai ser longa, com sequência imprevisível. Talvez sem cura e alguns já lhe preveem o fim.

Mas as eleições já eram e, em breve, passarão à História. Tudo vai regressar ao normal, embora a miscelânea que os resultados trouxeram não ajudam a desvendar qual será o nosso futuro, nem o da Europa. Os desaires e as vitórias cairão no esquecimento. O Mundial de Futebol está aí e será o antidepressivo com o efeito mais seguro. E há uma certeza: não haverá a abstenção ganhadora e incontrolável no que diz respeito ao futebol. Ninguém se demitirá de apoiar a Seleção.

publicado por momento do café às 07:58

22/21 Mai14:
Em destaque nos blogs do Sapo! Muito obrigada.21
A campanha para as europeias está a ser u21ma coisinha sem salA campanha eleitoral para as Europeias, mesmo temperada com picardias dispensáveis, principalmente entre a Aliança Portugal e o Partido Socialista, tipo "atira o vírus  para a panela que vai respingar e atacar o outro", está a ser uma coisinha sem sal. Sim, está ser um caldinho tão pobre, tão pouco criativo, desenxabido, despojado de ideias substanciais e de propostas concretas sobre o que, afinal, se pretende  fazer desta Europa dos 27*, desgastada e sem soluções num momento crucial para o seu crescimento e afirmação, quando, no seu seio, a economia desacelera, o desemprego cresce, e se sente que o sonho de uma união coesa vai sendo contaminado por assimetrias cada vez mais profundas que, face às dívidas soberanas por que passam os países do sul,  servem os países mais ricos para esconderem as  suas próprias fragilidades. Pregam uma austeridade que não leva à salvação, mas ao desespero dos países mais pobres. Hoje, só há União Europiea para uns quantos, os que a dominam. Está  em causa todo o prestígio que a cepa de políticos, que a ergueu e a construiu,  conquistou para este "clube" de referência mundial e que foi tomado por outra casta de políticos pouco generosos, que esqueceu os ideais da sua construção. E, em Portugal, os partidos do arco da governação, uns mais responsáveis e outros mais mais engajados em toda a operação de resgaste por que passámos, deveriam fazer uma campanha mais consentânea com a realidade europeia que nos espera. Saturados, nada sabemos e o que esperar desta Europa, caduca, sem vitalidade, a que pertencemos. E os candidatos ao Parlamento europeu nada nos dizem, nada esclarecem. Merecíamos mais respeito. Não merecíamos uma campanha tão insossa. Depois, sim, não se admirem com a nossa descrença nos políticos.

*Corrijo para "(...) desta Europa dos 28 (...)".

Em destaque no Blog dos

26 Abr 14
Abril está a chegar ao fim e confesso que hoje dei conta que o Momento do café completou 5 anos de existência, no dia 3. Outras mudanças falaram mais alto, e eis-me um pouco arredia da blogosfera. Fica o registo de mais um aniversário. Só para que conste. 

 

publicado por momento do café às 18:03
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Seguro sai vencedor, mas não seguro

 29 Mai 14

Seguro sai vencedor, mas não seguro. A vitória não foi tão expressiva que correspondesse, sequer, à expetativas, quanto mais à derrota histórica da maioria da direita, nem tão compensadora para que não fosse posta em causa a liderança de Seguro. Uma vitória que, na noite das eleições, deixou Antóno Costa aprrensivo como deixou transparecer durante a sua participação na Quadratura do Círculo. Na altura, fiquei com a sensação que este António não deixaria seguro o outro. Não me enganei. Por isso, não estranhei que António Costa se mostrasse disponível para disputar a liderança do Partido Socialista (PS). Nunca uma vitória colocou em causa o trabalho e o esforço de um líder que já venceu duas eleições. E ainda que o líder não mude, nada será como antes. Há uma mudança a acontecer no seio do PS. O partido está dividido. De um lado e do outro, cada António conta os apoios e "as espingardas" para a disputa pela liderança. Para já, fica para sábado a decisão da Comissão Nacional quanto à realização, ou não, do Congresso extraordinário.  Aguardam-se os próximos capítulos da história desta vitória na História do PS. 

publicado por momento do café 

Serviço de Urgência e Unidade de AVC do Hospital de S. João e mais.... do Porto

24 Set 12

Há dias maus. Felizmente que podem ser amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, tev

e de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.

O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja.

     mariam

12 SeT 12

Austeridade terapêutica num país exangue

Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento.  Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas.   

Pulicado por momento do café às 10:58


10 Set 12

Sr. primeiro Ministro: ganho menos que há 10 (dez) anoS

O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?

Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011) amenizados pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para a os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, à equipa de médica da SU que avaliou o seu estado e, também, à equipa médica de Unidade de AVC onde teve de permanecer internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, teve de recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e da Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que contribuíram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja!

          mariam

12 Set12

Austeridade terapêutica num país exangue

Austeridade é a terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso quotidiano. Será violento.  Uma dosagem dura. E o receio de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarta a hipótese de ser necessário recorrer ao reajustamento da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, enfermo! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas. 
mariam 


10 Set 12
O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não votei, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um murro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também se foram! Esta austeridade sufoca-me. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está equidade? Grito a injustiça. Choro a raiva. Apetece-me partir a louça toda. Uff! Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não paro a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?
(Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011)

"emos um "pelotão de fuzilamento da classe média

12 Out 12

Afinal não temos um governo. Temos um "pelotão de fuzilamento" da classe média. Quando esta estiver completamente espremida através destas medidas austeras e desconcertantes que lhe impõem  uma enorme carga fiscal e, já moribunda, não puder contribuir para este Estado sanguessuga, a quem é que irão recorrer os que nos governam? Que contas vão fazer? De ditadores de medidas de austeridade passamos a ter ditadores do empobrecimento de quem, com o seu trabalho, contribui com os seus impostos para o financiamento e economia de Portugal. Os governantes, democraticamente eleitos, não respeitam a dignidade, nem os sacrifícios da classe social que sustenta o país e aguenta todos os desvios orçamentais que por aí acontecem !!! 

publicado por momento do café

02Out 12

Fala-se. Ouve-se. Vê-se. Sente-se. Crise! Impiedosa. Prende o sonho. Amarra a esperança. O estrebucho. O grito. O desespero. Quem acode? Cenário de crise, silêncio de atores políticos. Cegueira, surdez. Crise de ideias e de sabedoria. Crise de inspiração. No guião, a arte da austeridade. Imposta. Visível e sentida. Sofrida. Coerente na abundância. Em cena, meros figurantes políticos. Fazedores de política sem respostas assertivas. Avanços e recuos. A marcação da ignorância. E da omnipresença da incompetência. Assustador. Cada vez mais.

publicado por momento do café às