sexta-feira, 3 de julho de 2026

🦅São grifos de poleiro

 02 de fevereiro de 2013

...

Espartilham-me o sonho,

Arrancam-me a certeza,

rasgam-me o futuro,

vestem-me uma tristeza.

Desalento cobre os ombros,

farrapo de esperança,

sou corpo nos escombros

mortalha da governança.

Com forças para além de mim,

denuncio tal espoliação,

ninguém me esbulha assim,

e à resignação, grito: não!

São tantos, tantos, os danos,

veemente, grito: basta!

Não perdoo mais erros.

Rapaces! Comilança!

Ergo-me, sem medo, sem frio.

Minha bengala, a esperança.

Caminho. Tremo. Um calafrio.

Não cambaleio. Aguento.

Meu suporte, a indignação.

São grifos de poleiro...

Nada deixa, nada dá.

Voam raso, tudo rapinam.

Abutres sem lei, nem coração!

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Minha amiga. Ontem estive a ler o poema seu e adorei. Não tenho comentado porque como deve saber parti um dedo e custa-me escrever, mas hoje já era dia de tirar a tala e com algum esforço tenho tentado comentar e responder aos amigos. agradeço-lhe de coração a amizade e visitas. Cada palavra que me deixa e devo dizer que fiquei maravilhada com este poema e com a força reivindicativa e interventiva que tem tão em falta na nossa sociedade. Gostei muito. Lutamos e exigimos uma vida melhor. Respeito das instituições. Um grande beijinho, um abraço apertado. Mais uma vez obrigado e uma boa semana!
Fátima Soares em 3 de Fevereiro de 2013 às 19:31
Minha amiga,
Um governo insensível só me merece indignação.
 Um beijinho.
Maria
momento do café em 3 de fevereiro de 2013 às 22:52🦅

Quadras na noite de S. João

24 Jun 09

Crianças vão rimando
cantando ao S. João.
Lançando alto o balão,
tão alto vão voando...

*Tukas                               

É festa de S. João,
há no ar alegria.
Alto subia o balão
e o menino sorria.

*Tukas

 

No céu tão estrelado
vai o balão colorido.
S. João tão admirado

agarra o balão atrevido.      

*Tukas

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Rimas ao S. António

 13Jun 13

Perfumes de bailarico,

alfazema e manjerico!

Da vida, faço um poema

quando bailo assim contigo!

 

Vamos d' arquinho e balão,

numa dança sentida…

Lá vamos de mão na mão,

dançando na avenida.

 


Santo António casamenteiro,

arranja-me lá um lindo amor…


Mas que tenha muito dinheiro,

e que seja um terno sonhador!

 

Ao Santo António e menino 

com raminho d' açucena,

vamos cantar ao divino

qu'esta noite é de verbena.

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Quadras aos Santos Populares

 29 Jun 09

Santos Populares é folia,
alfazema e manjericos.
Respira-se tanta alegria,
muito calor e bailaricos!
*Tukas  

 

São João tem o carneiro, 
São Pedro é pescador
Santo António casamenteiro
É quem faz jus ao amor!
 

*Tukas

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

🐸Quebrar a minha rotina//1° post do momento do café ( blogs SAPO 🐸

 03 Abr 09

Confesso que foi difícil vencer a inércia que fazia balançar a vontade de concretizar o desejo de escrever al­guns apontamentos sobre factos do quotidiano, de modo informal, com leveza, pois a única pretensão que me move é o gosto pela escrita e ao qual adito o prazer do café, a bebida que tem a magia de juntar os amigos em amena cavaqueira.

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5 de Outubro: a data comum

05 Out 19

Quando quatro monárquicos na família afirmam convictamente que no dia 5 de Outubro se comemora a Independência de Portugal reconhecida pelo Tratado de Zamora, em 1143, como republicana, só me resta concordar com a coincidência da data.

 

 

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🫴🫴Breve história de um país de mãos estendidas

 27 outubro11

A nossa competitividade começou a perder-se no tempo em que as naus, que deram mais mundo ao mundo, voltavam com riquezas trazidas das paragens distantes onde aportavam. A riqueza superava os custos das viagens. Tornávamo-nos ricos e importantes. Estávamos na idade Moderna, éramos de mãos cortadas e vazias e regressávamos com elas cheias de riquezas. O direito às terras já descobertas ou que viessem a ser descobertas, o tratado de Tordesilhas com o nosso concorrente mais direto, a Espanha, ajudandoam a adormecer a nossa competitividade. E porque não custava a ganhar tanta riqueza, pois as mãos abriam-se para esbanjar. Era riqueza que não vinha do trabalho e que matava a competitividade. Gastava-se “à tripa forra”. Não se sobreviverá...

Portugal, quatro séculos passados, em 1890, mal refeito da humilhação que sofrera com o Ultimato Inglês, anunciou a bancarrota. Era o colapso das finanças públicas. Continuávamos a gastar e as remessas de ouro dos emigrantes no Brasil diminuíam e já não seguravam as dívidas. Os bancos abriram falência. De crise em crise, a monarquia e os governos continuaram descredibilizados e a República acabou por vingar em 1910. Com um contrário! AI República, com governos sucessivos e fracos, continuava a desbaratar as administrações públicas. Nos anos 30 do séc. XX, a fome chegava a Portugal, o descontentamento e o empobrecimento deixavam o povo "preparado" para o Estado Novo que se impunha com autoritarismo e reequilibrava as finanças do país. A ordem era poupar, poupar. Mais tarde, quarenta e um anos depois, em 1974, a Revolução de 25 de Abril acontecia e, com ela, vieram as convulsões sociais e laborais, a reforma agrária, as nacionalizações, a descolonização, e Portugal, já em democracia, encetava um novo caminho para a falência nacional. Estendia as mãos ao FMI, nos anos 80. Aguentávamos a sua ajuda e tínhamos o desejo que se concretizava: em 1986, já éramos um membro da UE (União Europeia). E, de mãos contínuas, fomos aos subsídios. E lá vínhamos da UE, com as mãos cheias de subsídios que não gastamos em atividades permitidas e ajustadas à nossa realidade e que poderiam ter desenvolvido a nossa competitividade e ter feito florescer a nossa economia e a nossa riqueza. Portugal, país pobre, sempre de mãos seguidas aos subsídios e às ajudas da UE, passando a viver com manias de rico. Gostava de viver acima das suas capacidades. Continuava a gastar muito e a produzir muito pouco. Desbaratava as oportunidades como novo país da UE. A economia cresceu pouco, pouca competitividade e um Estado despesista abriu caminho para um novo colapso financeiro. Os bancos deixaram de emprestar dinheiro para cobrir os compromissos e as dívidas do país e, como no passado, em 2011, lá estávamos, de novo, de mãos envolvidas, pedir (era tarde para negócio) um resgate externo. E o FMI, desta vez, não vinha só. Consigo, trazia o BCE e a UE. Era a Troika que chegava a Portugal. Auditava as nossas contas e impunha as suas regras. Nas nossas mãos contínuas, depositamos uma nova ajuda financeira e as suas condições: medidas austeras, reformas e as decisões duras e penalizadoras. E Portugal hipotecava a sua soberania.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

🫅Dragãozinho Azul 🦎


Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar de criança,
lá no castelo
no alto do monte,
o que guarda?
Guarda
a esperança
da linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar imponente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que esconde?
Esconde
a linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar sorridente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que defende?
Defenda
uma linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar altaneiro,
lá no castelo
no alto do monte,
o que espera?

Espera
o cavaleiro,
que leva
a linda princesa
de rara beleza.

 

(Rimas Pró João)


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🍓Abril e a sombra da desgovernação

 15 Abr 11🍓

Abril chegou com um belo menu. Daqueles que não podemos desperdiçar. Quem não ansiava os belos dias de sol e céu azul? E o menu chegou e superou as expectativas. Veio completo. Sol, céu azul, calor, muita luz e praia para desfrutarmos serenamente. E nós merecíamo-lo. Eis senão que a sombra da "desgovernação", tão visível mas que tantos negavam, assoma e sob este céu primaveril, definitivamente, confirmamos enganos e mentiras... E ao sol quente de abril, espoliam-nos a esperança e secam o fruto dos sacrifícios que nos impuseram.

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🛶🛶Partiu!

 05Jan11

Amargo, teve o sabor da animosidade. Na crise que o marcou, foi austero e exigente nos sacrifícios. Inseguro, ofereceu-nos um quotidiano de incertezas. Brumoso, tolheu-nos a esperança nos dias que o tornaram tão difícil. Impiedoso, quando a natureza manifestou a sua força face à impotência do homem. Partiu, por fim. Ano tramado, 2011! 

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