O debate político entre José Sócrates e Francisco Louçã foi um confronto em que ficou evidente que o BE, quanto a propostas de soluções programáticas para a governação, apresenta-se muito frágil porque continua a revelar-se mais um partido de protesto e menos um partido com efectivas medidas políticas de Estado e governabilidade. Nas questões sensíveis da nossa política económica e fiscal, o líder do BE avançou com casos, empresas, nomes (até terá razão?!), mas as suas propostas, nestas áreas, mostram-se devastadoras para a classe média. Parece que o BE parou no tempo e vêm-me à memória, os primeiros anos da democracia, aqueles anos do após o 25 de Abril, tempos da propaganda das nacionalizações e da reivindicação proletária que foram insistentemente marteladas e tão nefastas se revelaram que, ainda hoje, a economia do país ressente os seus efeitos. Afinal, apoderando-me, por instantes, da visão bloquista, posso concluir que as medidas de política económica e fiscal do governo de José Sócrates até nem conseguiram tratar assim tão mal e acabar com a classe média, aquela que aguenta todas as crises e mais uma, porque o BE ao propor, em termos de IRS, o fim da dedução dos benefícios fiscais, quer guardar para si, a machadada final e não sei se ela, a classe média, que parece ter entrado em estado de contínuo definhamento, não passará à diluição final. O BE deixa transparecer que não quer ricos, nem remediados, nem investidores privados, nem gestores competentes na actividade privada, mas sobreviventes de uma política igualitária e subsidiária. Bizarro, pensar assim, num país da União Europeia. Para os resistentes da classe média, já não vão restar “as armadilhas, os benefícios, as esquinas” da política fiscal e que Francisco Louçã vislumbrou algures. A classe média tem de virar uma classe de Chicos Espertos para continuar a resistir aos desaforos e às desconsiderações dos políticos e governantes que, despudoradamente, continuarão a contar com os seus sacrifícios. Haja paciência para tanta ignorância, mesquinhez e muita resistência para os aturar.
apontamentos (da mariam)
a pausa para breves notas...
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
🫣QUESTÃO DE MINORIAS/WATERGATE...
19Ago20
E AGORA O QUE SE SEGUE SR.PRESIDENTE?
20 JUL2013
O compromisso exigido pela vontade do PR nem chegou a projeto de salvação nacional pela vontade dos três partidos chamados ao "compromisso". Como construir um acordo, um compromisso, definir metas, delinear ações e medidas, se não existem princípios, nem pontos de vista conciliáveis, nem vontade de cedências mútuas? Incapacidade de negociação ou improbabilidade da construção conjunta da plataforma de salvação nacional perante divergências e diferenças políticas notórias? O compromisso de salvação nacional não valeria um pouco mais de esforço para resultar?A confiança nos políticos desmoronou-se, mais uma vez. O caos e a incerteza estão de volta à crise política. Mais dias penosos, mais frustração, mais pessimismo. É isto mesmo que nos oferecem! Gorado o compromisso de salvação nacional, teremos o governo da maioria remodelado ou eleições antecipadas para o próximo outono? O entendimento entre os três partidos falhou. E agora, o que se segue, Sr Presidente.
publicado por momento do café/mariam🐸
