sexta-feira, 19 de junho de 2026

22 Jul 13
Passos a passo na continuidade

Um pedido de demissão, uma nomeação que gerou outro pedido de demissão. A crise política e a agitação instaladas. E lá se foi uma semana. A intervenção do PR e ninguém ficou por auscultar. A declaração do PR e o compromisso de salvação nacional. E lá se foi outra semana. A negociação tripartidária, o silêncio que se guardou. O não entendimento que perdurou e, atingido o prazo, a inviabilização do acordo de salvação nacional que aconteceu. E lá se foi mais outra semana. A desilusão nacional e a expetativa até a nova intervenção do PR, ontem, domingo. Tempo para a decisão e a solução para a crise política. O governo fica.  Nova semana que começa. Teremos a continuidade na remodelação?

publicado por momento do café

DestaqUES BLOGS SAPO

ÁFRICA : 4); 3); 2); 1

29.04.13

O café à sombra da mandioqueira 4)

Lembro a velha máquina de café onde, na hora, o mano mais velho moía os grãos de café torrado para que o aroma e o sabor não se perdessem durante a confeção da bebida. À sombra da frondosa "mandioqueira", espreito a velha mesa do quintal, onde a gente adulta, em ameno convívio, saboreava o café, acabado de ser feito. África tão longe e tão perto, sempre inesquecível.


África: o aroma do café 3)

Sinto o cheiro da manteiga de cacau que se mistura ao aroma dos grãos do café da última safra e que a mãe torrava lá no forno da cozinha. E, à lembrança, vêm todos os aromas de África que se acomodam àquele cheiro intenso do café que invadia a casa e o quintal. 

mariam


África: cores e amizade 2)

E as cores de África avivam-se no verde dos cachos de bananas dispostos, em fila, no passeio do quintal que me leva à cozinha. E quantas lembranças doces se colam ao perfume daqueles abacaxis  e dos cachos de bananas trazidos da fazenda dos tios. Daqueles tios, não de sangue, mas das grandes amizades que se faziam em África e se tornavam duradouras.

mariam



 O cheiro do cigarro que a velha Juliana 1)

Sobram os dias que, teimosamente presentes, perduram ajustados à marca indelével das cores, dos cheiros, dos sons, dos sabores, das gentes de África. E na lembrança, sente-se o cheiro do cigarro que a velha Juliana, a engomadeira, fumava ali sentada no murete do canteiro, depois do almoço e enquanto descansava das suas lides. Quanto os meus irmãos e eu gostávamos dela e a respeitávamos! Lembro da pachorra que ela tinha para aturar a nossa algazarra e correrias, enquanto engomava a roupa à sombra da mandioqueira do quintal.

mariam

Envolto numa chuva impertinente e tocada a vento, com festejos de cor e euforia,

 2014 é o presente que a vida nos oferece e que, nos próximos e restantes 363 dias

 iremos desembrulhar. Os segredos que ele esconde, a áurea do mistério que encerra,

 o encanto da Novidade que queremos descobrir predispõem-nos para que este

 novo ano seja encarado com  precaução e receio. “Novo ano” tem implícito o

desejo de vida nova, 8de mudança de factos e de atitudes que venham fazer a 

diferença  para que 2014 não se resuma à mera e festiva passagem que marcou a 

rotina dos dias que correm. Afinal, desejamos que algo mude, que se quebre o enguiço

 que nos persegue, mas o que nos aguarda não parece ser simpaticamente promissor.

 E, para que não nos deixemos abater perante o futuro que nos pintam tão sombrio,

façamos das tripas coração e digamos " já que chegou, venha para o que der e vier”.

 Que venham mudanças, mas as boas mudanças. E como as queremos! Que os 

sacrifícios a que nos sujeitaram tenham valido a pena, a indignação que sustemos  

consiga extrapolar a esperança que ainda nos sustenta e nos sustém.

 Envolto numa chuva impertinente, tocada a vento, com festejos de cor  e euforia, 2014

é o presente que a vida nos oferece 




Um balão mais cheiinho


Um balão mais cheiinho, 

pegou asas e voou...

Muito mais atrevido

mais liberdade ganhou.


Olha p'ra aquela estrelinha,

vive no céu tão sozinha.

Logo um balão arrojado

vai p'ra lá iluminado.

As crianças e a expressão plastica

A educação estética ultrapassa o conceito restrito de educação artística – visual ou plástica – e, de forma abrangente, inclui todas as formas de expressão. A educação artística deve ser compreendida num sentido mais amplo e como dizia, em 1943, Herbert Read, autor inglês, crítico de arte e defensor do movimento de educação pela arte: ''… não é simplesmente a educação artística como tal, que deveria denominar-se mais propriamente educação visual ou plástica: a teoria que anunciarei abarca todos os modos de expressão individual, literária e poética (verbal) não menos que musical ou auditiva, e forma um enfoque integral da realidade que deveria denominar-se educação estética, a educação desses sentidos sobre os quais se fundam a consciência e, em última instância, a inteligência e o juízo do indivíduo humano''.¹ Ao iniciar o jardim de infância e mais tarde na escola, as actividades de expressão são, fundamentalmente, o início da própria afirmação da criança que, através delas, transmite os seus desejos, as suas tristezas e frustrações, a sua ânsia de viver e de se adaptar, canaliza as suas energias, desenvolve o seu sentido estético e artístico, a atenção, a capacidade de concentração, a socialização e a integração no grupo e desenvolve a sua percepção táctil e a coordenação motora. A expressão plástica  como uma actividade artística deve ser praticada na escola e pressupõe uma área que a educação não pode deixar esquecida. A escola actual não está interessada ou empenhada em formar artistas plásticos, embora não ponha de lado a possibilidade de isso acontecer ou até se permita à descoberta de talentos. O seu objectivo é, apenas, satisfazer as necessidades da criança ou do jovem, permitindo-lhes que desenvolvam esta forma pessoal de expressão, aproveitando a criatividade espontânea. Contudo, a expressão plástica como manifestação de sentimentos, emoções, estados de alma e de afirmação pessoal não pode desprezar a sua dimensão estética.

Fr1.  Duarte Jr., J.-F.: Por que Arte-educação?. Ed. Papiro Editora, Campinas, SP., (p.76, 19ª ed.) "http://books.google.com"

A ambição selvagem dos gafanhotos gigantes. 

Os gafanhotos gigantes, providos de grande porte gregário, saltitam daqui para ali, nfrutno de grandes e fortes apendiculares móveis que lhes facilitam uma frenética deslocação no centro das transacções financeiras, em estratégia de controlo absoluto. Normalmente, quando solitários não provocam estragos de monta, parecem agir pacatamente e julgam-se honestamente realizados e confiáveis. Voam saltitando por aqui e por ali e procuram todos os habitats favoráveis do poder económico e do capital, onde podem munir-se de todos os benefícios em proveito do seu incontrolável apetite financeiro, sempre insaciável e alimentando-se, com gula, pelos ganhos fáceis. Transformam-se, pela ambição, em grandes máquinas financeiras. Vão lançando e arrastando muitos outros gafanhotos ambiciosos que se saciam com investimentos de risco que os engordam descomunalmente. Manipulam as economias de muitos gafanhotos incautos, os gafanhotinhos, que neles confiam. A confiança é total nos gafanhotos gigantes, porque os acham gafanhotos de bem, acima de qualquer suspeita... e têm como certo que o gafanhoto com a função de supervisão, cercado de muitos privilégios, está atento a toda a predatória que uma agitadíssima praga de gafanhotos gigantes possa provocar numa qualquer instituição financeira. E uma a crise económico-financeira instala-se e ao comportamento dos gafanhotos gigantes é imposta uma dieta...

publicado por momento do café 

 10 Mai 09

Vespa-rainha amordaça grilo cantante

Ao som do zumbido difundido pelo vespeiro, a vespa-rainha foi emergindo e, gradualmente, crescendo. Nesta espécie social que caracteriza  o vespeiro de um qualquer espectro político, a vespa-rainha instalou-se de forma discreta e, por algum tempo, manteve-se silenciosa. Já acomodada no vespeiro e rodeada de vespas suas apoiantes, fomentou uma mudança circunstancial para objectivar soluções que enfrentassem a situação embaraçosa que resultou da crise económica e financeira para a qual os seguidores da economia selvagem arrastaram o mundo. Consumada a sua eclosão política, acompanhada por tantas outras que lhe são fiéis, procura organizar e controlar o seu ninho de vespas para a que a verdade, a opinião e a vontade de uma qualquer outra vespa, mais combativa, não sobressaia. É premente que ninguém consiga influenciar, nem sequer consciencializar o vespeiro com causas fracturantes que possam trazer estragos à sua posição de vespa-rainha. Não querendo e detestando o show-off, imbuída de atitudes sóbrias, procura comunicar com o vespeiro, evita o uso do ferrão acutilante para que a sua picada não se possa traduzir numa mútua situação de luta dolorosa que venha a ganhar repercussão, condicionando o voto das vespinhas aderentes. Mas desenganem-se as vespas que julgam que a vespa-rainha não é combativa. Atormentar e desgastar são as marcas do seu combate. Ela direcciona-o para um alvo determinado. O seu desejo é cravar as marcas do seu ferrão no poder dos grilos, esses seres cantores que estridulam e ressoam com sons amplificados, produzindo um canto muito particular com a finalidade de atrair os populares grilinhos votantes. Muitos destes consideram os grilos cantantes como amuletos de estimação, pois um grilo representa muita ''sorte'' que poderá ser manifestada nas benfeitorias que os grilinhos não querem perder, nem desejam alienar. Mas o canto dos grilos depois de uma proposta de solução apresentada pela vespa-rainha, pode ser julgado como se a mesma não tivesse passado de um dichote ou tivesse sido, simplesmente, ignorada pelos grilos cantantes. E eles, avessos às críticas de ideias e a propostas de solução, preferem cantar em uníssono e que estridulação resulta! Não param. Isso é motivo para causar mais irritação na vespa-rainha e em todo o vespeiro que acolita à sua volta. A vespa-rainha sente-se fortalecida e ciente da oposição responsável face ao poder dos grilos, reage incomodada e parte para o ataque aos grilos cantantes. Ela procura atingi-los com o seu ferrão para lhes reduzir ao mínimo os possantes estriduladores,  para os silenciar, para os amordaçar – queixa-se um dos notáveis grilos cantantes. E logo ele! A sua necessidade de estridular é constante... e como se sente ameaçadoramente amordaçado!

publicado por momento do café 

08 Mai 09

Parabéns ao João

João, completas hoje 7anos. Como já aprendeste a ler, vou deixar aqui uma rima que escrevi para ti, porque já adoravas cantar os parabéns quando tinhas 2 anos.

Parabéns

Seja aniversário

do avô, do Miguel

ou até da tia Raquel,

seja um qualquer dia,

“Parabéns a você”,

canta o João

com tanta alegria.

É uma diversão

e tanta fantasia.

Aqui e acolá,

um e outro balão,

e sobre a mesa

um bolo branquinho

de creme docinho,

velas incandescentes

e muitos presentes.

Nesta data querida,

deseja felicidades

e muitos anos de vida.

Hoje é dia de festa,

há alegria nas almas,

o menino João

canta e encanta,

sopra as velinhas,

ouve as palmas

e recebe prendinhas.

(Rimas Pró João, 2004)



publicado por momento do café 

07 Mai 09

A gata Bia e os livros

publicado por momento do café 

2 comentários:

__Ana a 27 de Maio de 2009 às
 que gata linda...