quinta-feira, 2 de julho de 2026

🐸Quebrar a minha rotina//1° post do momento do café ( blogs SAPO 🐸

 03 Abr 09

Confesso que foi difícil vencer a inércia que fazia balançar a vontade de concretizar o desejo de escrever al­guns apontamentos sobre factos do quotidiano, de modo informal, com leveza, pois a única pretensão que me move é o gosto pela escrita e ao qual adito o prazer do café, a bebida que tem a magia de juntar os amigos em amena cavaqueira.

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5 de Outubro: a data comum

05 Out 19

Quando quatro monárquicos na família afirmam convictamente que no dia 5 de Outubro se comemora a Independência de Portugal reconhecida pelo Tratado de Zamora, em 1143, como republicana, só me resta concordar com a coincidência da data.

 

 

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🫴🫴Breve história de um país de mãos estendidas

 27 outubro11

A nossa competitividade começou a perder-se no tempo em que as naus, que deram mais mundo ao mundo, voltavam com riquezas trazidas das paragens distantes onde aportavam. A riqueza superava os custos das viagens. Tornávamo-nos ricos e importantes. Estávamos na idade Moderna, éramos de mãos cortadas e vazias e regressávamos com elas cheias de riquezas. O direito às terras já descobertas ou que viessem a ser descobertas, o tratado de Tordesilhas com o nosso concorrente mais direto, a Espanha, ajudandoam a adormecer a nossa competitividade. E porque não custava a ganhar tanta riqueza, pois as mãos abriam-se para esbanjar. Era riqueza que não vinha do trabalho e que matava a competitividade. Gastava-se “à tripa forra”. Não se sobreviverá...

Portugal, quatro séculos passados, em 1890, mal refeito da humilhação que sofrera com o Ultimato Inglês, anunciou a bancarrota. Era o colapso das finanças públicas. Continuávamos a gastar e as remessas de ouro dos emigrantes no Brasil diminuíam e já não seguravam as dívidas. Os bancos abriram falência. De crise em crise, a monarquia e os governos continuaram descredibilizados e a República acabou por vingar em 1910. Com um contrário! AI República, com governos sucessivos e fracos, continuava a desbaratar as administrações públicas. Nos anos 30 do séc. XX, a fome chegava a Portugal, o descontentamento e o empobrecimento deixavam o povo "preparado" para o Estado Novo que se impunha com autoritarismo e reequilibrava as finanças do país. A ordem era poupar, poupar. Mais tarde, quarenta e um anos depois, em 1974, a Revolução de 25 de Abril acontecia e, com ela, vieram as convulsões sociais e laborais, a reforma agrária, as nacionalizações, a descolonização, e Portugal, já em democracia, encetava um novo caminho para a falência nacional. Estendia as mãos ao FMI, nos anos 80. Aguentávamos a sua ajuda e tínhamos o desejo que se concretizava: em 1986, já éramos um membro da UE (União Europeia). E, de mãos contínuas, fomos aos subsídios. E lá vínhamos da UE, com as mãos cheias de subsídios que não gastamos em atividades permitidas e ajustadas à nossa realidade e que poderiam ter desenvolvido a nossa competitividade e ter feito florescer a nossa economia e a nossa riqueza. Portugal, país pobre, sempre de mãos seguidas aos subsídios e às ajudas da UE, passando a viver com manias de rico. Gostava de viver acima das suas capacidades. Continuava a gastar muito e a produzir muito pouco. Desbaratava as oportunidades como novo país da UE. A economia cresceu pouco, pouca competitividade e um Estado despesista abriu caminho para um novo colapso financeiro. Os bancos deixaram de emprestar dinheiro para cobrir os compromissos e as dívidas do país e, como no passado, em 2011, lá estávamos, de novo, de mãos envolvidas, pedir (era tarde para negócio) um resgate externo. E o FMI, desta vez, não vinha só. Consigo, trazia o BCE e a UE. Era a Troika que chegava a Portugal. Auditava as nossas contas e impunha as suas regras. Nas nossas mãos contínuas, depositamos uma nova ajuda financeira e as suas condições: medidas austeras, reformas e as decisões duras e penalizadoras. E Portugal hipotecava a sua soberania.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

🫅Dragãozinho Azul 🦎


Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar de criança,
lá no castelo
no alto do monte,
o que guarda?
Guarda
a esperança
da linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar imponente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que esconde?
Esconde
a linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar sorridente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que defende?
Defenda
uma linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar altaneiro,
lá no castelo
no alto do monte,
o que espera?

Espera
o cavaleiro,
que leva
a linda princesa
de rara beleza.

 

(Rimas Pró João)


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🍓Abril e a sombra da desgovernação

 15 Abr 11🍓

Abril chegou com um belo menu. Daqueles que não podemos desperdiçar. Quem não ansiava os belos dias de sol e céu azul? E o menu chegou e superou as expectativas. Veio completo. Sol, céu azul, calor, muita luz e praia para desfrutarmos serenamente. E nós merecíamo-lo. Eis senão que a sombra da "desgovernação", tão visível mas que tantos negavam, assoma e sob este céu primaveril, definitivamente, confirmamos enganos e mentiras... E ao sol quente de abril, espoliam-nos a esperança e secam o fruto dos sacrifícios que nos impuseram.

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🛶🛶Partiu!

 05Jan11

Amargo, teve o sabor da animosidade. Na crise que o marcou, foi austero e exigente nos sacrifícios. Inseguro, ofereceu-nos um quotidiano de incertezas. Brumoso, tolheu-nos a esperança nos dias que o tornaram tão difícil. Impiedoso, quando a natureza manifestou a sua força face à impotência do homem. Partiu, por fim. Ano tramado, 2011! 

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Um momento vivido...

maria29 Mai 12

 Um momento vivido é irrepetível. O presente não segura o momento vivido. O presente torna-se passado. Nítidos ou desvanecidos, os momentos vividos deixam imagens que o presente pode revisitar. Na linha de tempo, ficam essas imagens que a memória grava e retém: pessoas, factos, situações, emoções, sentimentos que desenham o nosso percurso de vida.

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🧗🏇🤼‍♀️⛹️🤼‍♀️🤾🚴Criança

 01 Jun 12

João e Tiago são crianças com tempo para brincar, rir, correr, ir à escola, estudar, fazer birras. Sempre presentes estão aquelas a quem não dão o tempo de serem crianças, a quem negam a infância...                                                     



 

                                                        B    Criança

                                                                é o tempo

                                                                de brincar,

                                                               correr,

                                                              saltar,

                                                                      jogar à                                                                   bola.

                                                                Criança

                                                                   é o tempo

       de ir à escola    

aprender  a ler,

escrever e contar.

Criança

é o tempo

de voltar p’ra casa,

a cantar,

a rir,

 a brigar

 com os amigos.

 Criança

é o tempo

de dormir,

 sonhar

um mundo novo

a construir.

Criança

é o tempo

de crescer,

ser o Homem

de amanhã,

e ter,

em suas mãos,

a alegria de viver.

     Rimas Pró João

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⛅A míngua dos euros ao sol em recessão

10 Jul 12

No calendário dos dias, julho irrompeu inson⛅✨so, a outra metade do ano teve início e segue condicionada à míngua dos euros... Já sobrevivemos a meio ano de dias austeros e a metade complementar chega forçosamente colada à "imoralidade" da situação que vivemos. Não a causámos e carregámo-la, sim! Contamos com outros tantos dias de sacrifícios, muitos de contrariedades que, acomodadas ao nosso quotidiano, nos comandam, e de tal modo, que nos encostam à fronteira entre a resignação e indignação, sempre em desequilíbrio e reequilíbrio que se alternam, porque a esperança, a grande ausente, falha ou é tão diminuta que pouco se vislumbra à luz do sol, em recessão, neste julho atípico que cumpre os seus dias.

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Aniversário do Tiago ao sol de julho//

 23Jul 12

O sol finalmente tomou conta de julho. A água da piscina, ao sol que escaldava, convidava a um banho refrescante e, entre mergulhos e brincadeiras, a criançada não se fez rogada. Agradável tarde de domingo passada em casa dos outros avós, onde se festejou o 7º aniversário do Tiago.

 

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