sexta-feira, 21 de agosto de 2026

RECORDAR AS VÍTIMAS DE COLUMBINE HIGH SCHOOL

 20Abr2009


 

Created by Rodney L. Noga

http://www.columbine.net/

 

Foi há 10 anos que ocorreu o massacre em Columbine High School, perto de Denver, e integrada no sistema escolar das escolas públicas do Condado de Jefferson, no Colorado. Perderam a vida 12 alunos e um professor e causou ferimentos em 23 alunos. O massacre, com recurso a armas e bombas que construíram, foi planeado e concretizado por dois alunos da mesma escola, que acabaram por se suicidar. Este massacre ainda estava muito presente, tinha acontecido havia pouco mais de um ano, quando, no âmbito da minha formação em comportamentos e problemáticas de risco, tive o privilégio de assistir ao depoimento/aula do Professor Scott Poland que coordenou as equipas de intervenção e resposta às crises desencadeadas  após os massacres, na Heath High School, Paducah, Estado de Kentucky, em 1 de Dezembro de 1997 e na Westside Middle School, Jonesboro, Estado de Arkansas, em 24 de Março de 1998 e que, como psicólogo especialista na prevenção de acções de violência e de suicídio juvenil, liderou a equipa que foi convidada para Jefferson County Public Schools (as escolas públicas do Condado de Jefferson), Colorado, para dar resposta ao trauma e à crise após o massacre na Columbine High School.

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🪳VESPA-RAINHA AMORDAÇA GRILO CANTANTE🦗

 10 Mai2009

Ao som do zumbido difundido pelo vespeiro, a vespa-rainha foi emergindo e, gradualmente, crescendo. Nesta espécie social que caracteriza  o vespeiro de um qualquer espectro político, a vespa-rainha instalou-se de forma discreta e, por algum tempo, manteve-se silenciosa. Já acomodada no vespeiro e rodeada de vespas suas apoiantes, fomentou uma mudança circunstancial para objectivar soluções que enfrentassem a situação embaraçosa que resultou da crise económica e financeira para a qual os seguidores da economia selvagem arrastaram o mundo. Consumada a sua eclosão política, acompanhada por tantas outras que lhe são fiéis, procura organizar e controlar o seu ninho de vespas para a que a verdade, a opinião e a vontade de uma qualquer outra vespa, mais combativa, não sobressaia. É premente que ninguém consiga influenciar, nem sequer consciencializar o vespeiro com causas fracturantes que possam trazer estragos à sua posição de vespa-rainha. Não querendo e detestando o show-off, imbuída de atitudes sóbrias, procura comunicar com o vespeiro, evita o uso do ferrão acutilante para que a sua picada não se possa traduzir numa mútua situação de luta dolorosa que venha a ganhar repercussão, condicionando o voto das vespinhas aderentes. Mas desenganem-se as vespas que julgam que a vespa-rainha não é combativa. Atormentar e desgastar são as marcas do seu combate. Ela direcciona-o para um alvo determinado. O seu desejo é cravar as marcas do seu ferrão no poder dos grilos, esses seres cantores que estridulam e ressoam com sons amplificados, produzindo um canto muito particular com a finalidade de atrair os populares grilinhos votantes. Muitos destes consideram os grilos cantantes como amuletos de estimação, pois um grilo representa muita ''sorte'' que poderá ser manifestada nas benfeitorias que os grilinhos não querem perder, nem desejam alienar. Mas o canto dos grilos depois de uma proposta de solução apresentada pela vespa-rainha, pode ser julgado como se a mesma não tivesse passado de um dichote ou tivesse sido, simplesmente, ignorada pelos grilos cantantes. E eles, avessos às críticas de ideias e a propostas de solução, preferem cantar em uníssono e que estridulação resulta! Não param. Isso é motivo para causar mais irritação na vespa-rainha e em todo o vespeiro que acolita à sua volta. A vespa-rainha sente-se fortalecida e ciente da oposição responsável face ao poder dos grilos, reage incomodada e parte para o ataque aos grilos cantantes. Ela procura atingi-los com o seu ferrão para lhes reduzir ao mínimo os possantes estriduladores,  para os silenciar, para os amordaçar – queixa-se um dos notáveis grilos cantantes. E logo ele! A sua necessidade de estridular é constante... e como se sente ameaçadoramente amordaçado!

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

🅰️ MENTE, 🅰️ PALAVRA 🅾️ NADA

 18 FEV 2015

Buscam-se, em vão, o pensamento e a palavra. E nada! Num ápice, o "nada" conquista a mente e, sem pedir meças, instala-se, nega-lhe o pensamento e trava-lhe a palavra. Um flash rápido e uma momentânea cegueira mental deixa, à mercê do nada, o pensamento sequestrado, inibido de fluir e subjugado à palavra que se torna reprimida. O pensamento torna-se inábil para provocar ou seduzir a palavra silenciada. Um ínfimo instante, e o pensamento e a palavra perdem-se no vazi o mental gerado pelo nada e, de imediato, se pressente a dissonância e a negação que podem acontecer. Sem complacência, o nada deixa o pensamento ao sabor da palavra embargada que o pode falsear ou, de todo, torná-lo improcedente pela incapacidade de o traduzir. Um brevíssimo apagão mental, o nada pode tramar as evidências entre o pensamento e a palavra. É exigida a ação imediata e intensa, um rápido fôlego que contrarie ou evite a acomodação do nada, que reponha a dualidade intrínseca, pensamento e palavra, que nos torna conscientes da nossa sanidade mental, das nossas referências, do nosso antes e do nosso presente, e que nos lança, até, no que possamos antecipar do nosso depois...

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