apontamentos (da mariam)
a pausa para breves notas...
segunda-feira, 20 de julho de 2026
🧑💻RELAÇÕES ESCOLA-FAMÍLIA: CONFLITUALIDADE (7)
quinta-feira, 16 de julho de 2026
🌵O PENSAMENTO, A PALAVRA E O "NADA".
18 Fev 15
Buscam-se, em vão, o pensamento e a palavra. E nada! Num ápice, o "nada" conquista a mente e, sem pedir meças, instala-se, nega-lhe o pensamento e trava-lhe a palavra. Um flash rápido e uma momentânea cegueira mental deixa, à mercê do nada, o pensamento sequestrado, inibido de fluir e subjugado à palavra que se torna reprimida. O pensamento torna-se inábil para provocar ou seduzir a palavra silenciada. Um ínfimo instante, e o pensamento e a palavra perdem-se no vazio mental gerado pelo nada e, de imediato, se pressente a dissonância e a negação que podem acontecer. Sem complacência, o nada deixa o pensamento ao sabor da palavra embargada que o pode falsear ou, de todo, torná-lo improcedente pela incapacidade de o traduzir. Um brevíssimo apagão mental, o nada pode tramar as evidências entre o pensamento e a palavra. É exigida a ação imediata e intensa, um rápido fôlego que contrarie ou evite a acomodação do nada, que reponha a dualidade intrínseca, pensamento e palavra, que nos torna conscientes da nossa sanidade mental, das nossas referências, do nosso antes e do nosso presente, e que nos lança, até, no que possamos antecipar do nosso depois...
E QUE DEZEMBRO SEJA BEM -VINDO...
03 Dez2011
E que dezembro seja bem-vindo! O mês do frio já se sente, o espírito natalício acontece, lembra-se a família, preparam-se as festas e os doces, pratica-se a solidariedade e, por cantos e esquinas, a publicidade entranha-se num irresistível apelo ao consumismo que invade e mal se controla. Mas o melhor deste dezembro serão, certamente, os momentos de chuva que se espera que aconteçam. Sim, daquela chuva por que tanto se clama, que a seca está tão presente que o melhor "presente" para a minorar seria um dezembro chuvoso, mas sensatamente generoso. É preciso sacudir a seca que assola, e a chuva será, pois, mais que um presente tão desejado. Será uma benção. Espera-se que chegue com conta, peso e medida. O verão e os primeiros tempos do outono foram abundantes em acontecimentos e a quota de dor e sofrimento por que tanta gente passou, já tranbordou. Dispensam-se chuvadas que transbordem e façam outra tanta gente viver momentos de aflição.
Que dezembro venha, pois, por bem e para contento de todos.
⌛ MEIO ANO E JÁ OUTRO MEIO
01Jul 09,
Hoje começa um novo mês e com ele o segundo semestre do ano civil. Parece que ainda ontem começou 2009 e acabámos de ultrapassar o meio do ano. Os dias correm tão rapidamente que, mal damos conta, já só nos restam tantos dias quantos os que perfazem outro meio ano. Viveram-se dias mais ou menos tranquilos, uns foram mais fáceis de levar, outros mais pachorrentos e ainda outros em que as contrariedades queriam tomar conta das nossas vidas. No rescaldo dos bons e dos momentos menos bons deste meio ano que se completou, agora lançamo-nos para o outro meio ano para que se cumpra e se perfaça o ano inteiro. Acreditamos que os dias ensolarados de férias e o céu azul de Verão dar-nos-ão o ânimo para encarar, mais tarde, a ventania, as folhas secas e amarelecidas de Outono em que os dias tornar-se-ão, gradualmente, tão cinzentos e remeter-nos-ão para outros dias ainda mais sombrios, frios e desagradavelmente chuvosos de Inverno. O tempo voa e os dias sucedem-se como se quisessem tomar uma velocidade quase “supersónica” que não conseguimos acompanhar. Falta-nos tempo para tudo o que projectamos concretizar. Os dias resumem-se a um tempo velozmente escasso que muitos planos envelhecem adiados e só uma posterior oportunidade permite que sejam realizados porque outros vão surgindo e intrometendo-se de supetão, com imprevisibilidade e urgência que exigem realização prioritária e, quantas vezes, ainda, vão provocar o esquecimento de muitos outros planos porque, indefinidamente, ficam por concretizar. Vivemos continuamente condicionados pela míngua do tempo que dispomos, mas vale a pena aproveitar todos os momentos que os dias do ano, freneticamente, nos oferecem.
Ó INVERNO TRUCULENTO
22 Jan 13
Ó inverno truculento,
implacável frieza.
Inquieto... violento!
Ó sopro de vento acerbo,
ventania desenfreada,
assobio intenso!
Ó chuva gelada,
batida a vento,
impertinente, ritmada!
Ó força da água imparável,
alagadiça, assustadora.
Ó natureza humilhada,
arrastada, submissa.
Desnudada, derribada.
Ó impiedade invernosa!
quarta-feira, 15 de julho de 2026
SÃO JOÃO NO PORTO
23 jun11
Não há festejos de S. João como no Porto. É genuíno a folia popular que se respira pelas ruas da cidade. Um mar de gente desloca-se ao Porto para viver esta festa tão "rapioqueira". Pelas ruas, inala-se o cheiro da sardinha assada e não se recusa uma parada para comer a sardinha convidativa. Há tempo para olhar as pequenas bancas de venda com os alhos-porros, os vasos de manjericos e os ramos de cidreira e alfazema que perfumam a noite. Não se resiste à compra, que a noitada de S. João é de negócio para muita gente... Apreciam-se a criatividade e o encanto das cascatas sã-joaninas e procure-se, no céu, uma invasão de balões de ar quentes, coloridos e iluminados, que sobem até se tornarem num longínquo pontinho luminoso que fenece entre as estrelas. Com eles, só concorre a luz e a cor do fogo de artifício que ilumina o rio Douro e vem dar mais beleza à festa. E um mar contínuo de gente percorre as ruas ao som ininterrupto da batida ritmada dos martelinhos que se emaranha na alegre miscelânea musical que se ouve e enche a festa que dura até ao raiar do dia...
🌞JUNHO CHEGA AO FIM
30 de junho de 2013
Junho chega ao fim. As festas dos santos populares estão cumpridas. Reviveram -se, mais uma vez, tradições e lendas que o português, de jeito mais folgazão ou de sentimento mais contido, nunca se negam a festejá-las de forma diferente para cada santo. Sem distinção, manjericos e cidreira, balões e "foguetório" marcaram a presença daqueles festejos de sabor tão populares e genuínos. Sa rdinha assada e farturas fizeram -se sentir na abundância dos aromas que se misturam e conferem aquele ambiente tão particular que torna as noites dos santos populares tão alegremente diferentes de todas as outras do ano. Para trás, no calendário e na memória, lá ficam o S. António, o S. João e mais o S. Pedro festejados num junho brindado pelo sol que timidamente quis marcar a chegada do verão para, de seguida, ganhar o protagonismo e o brilho que lhe compete assumir a época nesta do ano. Luminoso e escaldante! Por agora, a esperança que continue resplandecente nos dias de verão que faltam cumprir.
RIMAS AO S. ANTÓNIO
Perfumes de bailarino,
alfazema e manjerico!
Da vida, faço um poema
quando dança assim contigo!
Vamos d' arquinho e balão,
numa dança sentida…
Lá vamos de mão na mão,
dançando na avenida.
Santo António casamenteiro,
arranja-me lá um lindo amor…
Mas que tenha muito dinheiro,
e que seja um ternoconventor!
Ao Santo António e turístico
com raminho d'açucena,
vamos cantar ao divino
qu'esta noite é de verbena.




