sábado, 13 de junho de 2026

 


29
Ago 09

O início do ano lectivo está próximo e concordo com a existência e implementação, nas escolas, de um plano de contingência de combate à gripe A (H1N1). Para além de esclarecimentos e da promoção de medidas de higiene e desinfecção das mãos, prevê-se que cada escola venha a dispor de uma sala de isolamento para que se evite o contágio generalizado a toda a comunidade escolar e até que se verifique a intervenção dos profissionais de saúde, face a um caso de gripe A que se manifeste durante as horas lectivas. Quantas são as escolas com salas livres? Na maioria das escolas, há salas que possam ser destinadas a esse fim? Poucas escolas poderão dispor de tal disponibilidade. Quem conhece a realidade das nossas escolas, certamente, fica admirado com a previsão desta medida! Mais um desafio às escolas: criem-se salas de isolamento. Ideias e soluções adequadas não faltarão.

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27
Ago 09

Em educação, para que as mudanças se concretizem, é imprescindível que a escola possua os recursos humanos e materiais que contribuam para a participação plena dos alunos nas actividades de turma e onde todos estão incluídos. O alargamento da escolaridade obrigatória até ao nono ano impôs ao professor outras atitudes para gerir o comportamento de alguns alunos que nada querem com a escola e outros modos de comunicação para trazer, à escola, os alunos que a abandonam. As mudanças só são realmente significativas se tiverem lugar através da perspectiva de inclusão assumida, facto que assenta nas práticas do professor, na sua atitude face ao aluno e ao modo como organiza e faz a gestão das actividades na sala de aula. Com o alargamento da escolaridade obrigatória para doze anos (o diploma foi promulgado pelo Presidente da República),  mais reptos serão exigidos à escola e o Estado terá de corresponder com mais recursos humanos e físicos que permitam à escola e aos professores, a par do ensino competente, disporem de meios pedagógicos e medidas de intervenção concretas e efectivas que concorram para a motivação dos alunos e se traduzam numa aprendizagem empenhada e responsável, com vista a uma avaliação exigente com resultados de sucesso.

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22
Ago 09

Suspeição, acusação, provocação, invenção, insinuação, maquinação circulam por aí e substantivam uma forma conjuntural de exercer a intriga política para que nela se possa embrulhar a democracia e, de tal modo, que, para finalizar toda esta acção, só reste o acto de atá-la com o laço “dourado” da intolerância e do desrespeito pelo cidadão pacato e cumpridor. Com pretensos tiques de democráticos, sente-se a permissividade destas acções, a máscara de impunidade dos seus actores está presente e respira-se o receio que um nó final possa arrochar os fundamentos da verdadeira democracia. Quo vadis democracia?! Ou antes, para onde pretendem que caminhes, porquê e para quê? O sentimento e o estado de alma da sociedade actual são de desconfiança, insegurança e desesperança que se colam à pele do cidadão comum, e uma réstia de força anímica parece não ser suficiente para, em tempo útil, recolocar o pundonor no exercício da democracia. A reinstalação da esperança torna-se prioritária para que se restaure a confiança nas instituições e no poder político eleito livremente. Mas tudo depende do papel dos mesmos (instituições e políticos) no desempenho, na interpretação e na reavaliação da democracia que se caracteriza pelo respeito e pela tolerância face à vontade, ao querer e ao crer dos cidadãos conscientes dos direitos e deveres cívicos e políticos.

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19
Ago 09

Quem disse isto?

..."fiz parte de uma minoria, nasci loira num país maioritariamente de morenos"...

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A suspeição está lançada! Segundo o que se veicula nos media, alegadamente, a Casa Civil da Presidência da República suspeita que está a ser vigiada há ano e meio*. Agora é o vale tudo para se lançarem suspeições sobre tudo e todos. Isto tudo faz-me recordar Watergate, Nixon, Garganta Funda, republicanos, democratas, Washington Post... No jogos de poder, agora que se caminha para as legislativas, parece evidente que meios e recursos mais ou menos escusos se utilizam para atingir os objectivos eleitoralistas. Fico pasmada com tal suspeição e, por só agora, ter sido revelada. Estão semeadas as dúvidas quanto às alegadas suspeitas e sendo assim, também me espanta o momento de oportunidade. Espero que seja somente uma polémica sem qualquer fundamento nas relações entre Belém e S. Bento para agitar a silly season.

 


*ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1396733&idCanal=12

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05
Jul 09

Era uma vez
a hora do chá…
e o chazinho
que o João fez.
É o chazinho
de faz de conta,
Marco e Raquel
entram na onda.
Há bule e chávenas,
mais a toalha
que é de papel.
O chá está pronto.
Já aqui está.
Toma lá,
deita o chazinho.
Põe o açúcar
e fica docinho.
Hum!... Que bom!
Come o bombom
e mais o bolinho.
Que delicioso
este chazinho!
Tão adoçado,
com fantasia
e imaginação
do nosso João.
          RIMAS PRÓ JOÃO

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 04Jul 09

Na casa da vovó,
é o hall
que vira
relvado de futebol.
Em destaque
está o craque.
A bola a saltar,
voa pelo ar,
nada há
que impeça
o jogo de cabeça.
A bola rebola
cai no chão,
salta e rola.
É o remate
do João.
E que golão!
Joga, dribla,
corre e ri.
A ponta do pé,
joga a bola
para aqui,
para ali.
Que jogada!
Por melhor
que haja,
esta goleada
é a maior
que se acha.
É o entusiasmo
no futebol
no meio do hall.
É o delírio:
em grande destaque
João, o craque
!
           RIMAS PRÓ JOÃO (2)

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 07

Jul 09

A transmissão da apresentação do Cristiano Ronaldo como jogador do Real de Madrid e que resultou da transferência mais cara do mundo, monopolizou até à exaustão a programação televisiva. Claro que eu sou apreciadora de um bom jogo de futebol, admiro o Cristiano Ronaldo que provou no Manchester United porque foi eleito o melhor jogador do mundo. Mas mobilizar uma multidão de 80 mil espectadores para entronizar um jogador de futebol é obra, mas é excessivo. É certo que Cristiano Ronaldo é já uma marca e representa aquilo que se chama “dinheiro em caixa” e vai dá-lo a ganhar, e muito, ao Real Madrid. Para render é necessário que, a partir do primeiro dia, se crie um ambiente em que a carga emocional esteja presente com laivos de fanatismo para que toda a máquina do marketing, associando os nomes, Real Madrid e Cristiano Ronaldo, funcione em pleno e resulte em termos financeiros. Espero que o nosso melhor jogador da actualidade vença e concretize os seus sonhos (o sonho comanda a vida , cf. o poeta, António Gedeão) e tenha sorte (mais que a nível da Selecção Nacional). É um jovem bem determinado, com muita resiliência*. Que não se deslumbre demasiado e que saiba gerir a sua carreira de forma equilibrada como o tem feito até aqui.

 

resiliência*(termo da Física) que aplicada à psicologia é o indivíduo que emocional e comportamentalmente tem a capacidade de lidar e superar todas as adversidades com que se depara na vida

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 22

Jul 09

É no pressuposto de que Rui Rio nunca será vereador sob a sua presidência, na Câmara do Porto, que Elisa Ferreira traça um paralelo entre a sua posição de não ser vereadora, caso perca as eleições a favor de quem é, afinal, o seu opositor mais directo. Em minha opinião, o actual Presidente da CM também não teria perfil para aceitar o lugar de vereador. Enquanto isso, prudentemente, Elisa Ferreira procura apoio nas personalidades de grande influência na vida social e económica da cidade.  É urgente a revitalização do Porto que só fervilha durante a semana e enquanto a noite não se instala decididamente, porque quando ela chega, já toda a gente está de regresso a casa, nos concelhos limítrofes e a cidade fica deserta, assustadora, exceptuando-se a zona onde ficam os teatros e se houver espectáculos, em exibição. Ao fim de semana, mais precisamente ao domingo, é confrangedor o abandono que se verifica na cidade. Quase não há trânsito, sendo isso o menos importante, o que faz mais tristeza é ver-se muita pouca gente pelas ruas mais populares da cidade. Concordo que são urgentes medidas no sentido da mobilizar a população, o poder autárquico e os agentes socioeconómicos para que revitalização do Porto se torne um objectivo realizável.

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 20 Jul 09

No PS houve quem defendesse que, se perdesse, poderia ficar na Câmara como vereadora. Imagina-se nesta posição?


Não. Vejo-me como a presidente que pode fazer o Porto inverter o declínio em que caiu e é isso que importa discutir neste momento.
"  Aqui

 

Foi deste modo que Elisa Ferreira, a candidata independente à Câmara do Porto pelo Partido Socialista (PS), respondeu ao jornal SOL. Ao ser-lhe permitida, pela Direcção do PS, uma dupla candidatura ao Parlamento Europeu e às Autárquicas, abriram-se duas alternativas perante os resultados das eleições. Já obteve o seu lugar como deputada no Parlamento Europeu, onde poderá dar continuidade ao seu trabalho, iniciado em mandato anterior. Agora, já está em campanha pela presidência à C.M. do Porto, tem o apoio do Presidente do Futebol Clube do Porto e, talvez como adepta deste clube da Invicta cidade e com o apoio da massa associativa do FCP, os chamados portistas, só se vê como  presidente. A cidade do  Porto não pertence  só aos portistas e muitos destes não estão confinados à cidade e, portanto, nem todos votam no Porto. Aqui, votam os portuenses por nascimento e adopção, entre os quais, estarão muitos portistas que não gostam de ver o futebol misturado com a política. Por muita transparência que haja, há sempre quem desconfie. As sondagens não lhe dão a vitória e, neste caso, afirma que não se vê como vereadora. Ainda bem que, honestamente, revela a sua decisão... Será que, como vereadora, não poderia ter um papel que invertesse o declínio em que a cidade caiu, segundo as suas palavras e do juízo que faz do trabalho de Rui Rio, actual presidente e candidato seu opositor?

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A 20 de Julho de 2005, nascia o Tiago. Parecia uma amostra de gente e teve de usar roupa destinada aos prematuros de tão pequenino que era quando nasceu. Muito bem disposto e determinado, frequenta o jardim de infância desde os três anos.
Hoje completas 4 anos e neste dia do teu aniversário, Tiago, um beijinho de Parabéns para ti.

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19
Jul 09

Aqui está, em forma objectiva e clara, um documento* que pode ser acessível a todos que o queiram ler e conhecer tudo aquilo que o cidadão português sente e deseja mudar neste Portugal, onde se vivem dias difíceis, com políticas tão indefinidas e agravadas pela crise económica que nos afecta, graças a reformas, decisões e medidas políticas que têm sido implementadas de forma descontínua e talhadas para dados sectores da sociedade, momentos e situações do país. Há várias questões que são colocadas aos diversos partidos do espectro político português e a quem se exigem respostas urgentes, adequadas, concretas, válidas e viáveis que possam acudir de forma eficaz à agonizante economia que vem imprimindo um reflexo negativo às políticas sociais, nas suas vertentes de segurança e ordem internas, justiça, educação, saúde, trabalho e segurança social, ambiente e cultura. A cada cidadão português que sentindo-se responsável, cabe exigir a mudança e, por dever e direito cívicos, dar a sua contribuição para o debate político sério e assente na realidade económico-social do país e fazê-lo como participante activo e não só como mero votante que deposita nas urnas o seu votozinho que há-de contribuir para que este, aquele ou ainda um qualquer outro partido político chegue, democraticamente, ao governo. A sociedade portuguesa não pode afastar-se da política porque esta não é monopólio dos políticos e dos partidos. A política também é pertença dos cidadãos, não se faz sem estes e não se pode esgotar ao nível dos partidos políticos da democracia representativa, pela escolha e a vontade dos cidadãos nas urnas. Sejamos cidadãos com vontade e saibamos exigir o debate sobre o queremos para Portugal, agora e no futuro.

 *"cidadãos e debatem política"

 

 

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 09

O louva-a-deus, na sua camuflagem estatutária, com os seus enormes olhos, dotados de uma visão perfeita, em posição de quem contempla, vai observando todos os movimentos ofensivos e defensivos que emergem do universo dos insectos e aracnídeos, de modo a que o seu voo impressionante e o seu mergulho veloz lhe possibilitem o desvio aos ataques desferidos por uma praga de maldizentes que pulula pelo jardim quadrilongo que partilham. Sempre atento, com o seu único ouvido, o ouvido do sennhor, vai escutando e espera o momento mais oportuno para projectar toda a sua agressividade devoradora sobre o insecto que tem como função averiguar as pressões que, alegadamente, ele, louva-a-deus, na missão de protecção ao Mestre Louva-a-deus, praticou sobre outros insectos e aracnídeos, aqueles que buscam factos e avaliam a suspeição que paira sobre o seu venerando Mestre. Mas esses insectos e aracnídeos, portadores de fortes carapaças, imunes a acções e a palavras de coação, reagiram sem receio às ameaças veladas do louva-a-deus. Este, face a denúncias surgidas contra si, sob o rescaldo da sua atitude de pressão e de controlo exercida sobre tais insectos e aracnídeos, quase decapitado e periclitante nas suas altas funções, sentindo-se alvo de um acto inquisitorial pela sua conduta, no melhor estilo louva-a-deus, como um lutador ao nível do Kung-Fu, recorre às suas mandíbulas possantes e busca o afastamento do insecto instrutor que o atirou para a disputa correctiva que enfrenta no jardim quadrilongo, onde as rosas florescem junto ao mar, ali, a oeste da Ibéria...

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Jul 09
Não se afastem! Não é gripe A
 Hoje, começo sem saber o que vou escrever por aqui. Estou, desde há três ou quatro dias, com uma tremenda constipação. Descansem, não é gripe A. Como se espirra, há sempre quem nos olhe com desconfiança e receio... e chego à conclusão que há muito medo por aí! Começou com uma forte dor de garganta, tosse e o chamado “pingo no nariz”. Não tenho febre, nem dores no corpo. Seguindo os passos do costume, já cheguei à fase da rouquidão e, portanto, está a caminho de ser ultrapassada. Claro que não é a gripe A. Eu conheço-me bem e estes são todos os sintomas que me acompanham sempre que tenho o azar de me constipar. Ontem, como fui ao meu médico mostrar o resultado de um exame, já saí do consultório devidamente medicada para esta incómoda constipação. Não admira que se apanhem constipações porque o tempo está muito instável. Num mesmo dia, tanto faz um calor abrasador como, de repente, o sol fica escondido atrás das nuvens e a temperatura baixa. São estas diferenças de temperatura, pouco recomendáveis para um Verão, que nos tornam mais vulneráveis. Como esta estação do ano é tão pequena para a saborearmos, na ânsia de a aproveitarmos ao máximo, facilitamos e vestimos roupas leves para um dia que perspectivamos bem quente e, mal saímos de casa, já o sol nos prega uma partida. E uma a desagradável constipação pode entrar de rompante!

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16
Jul 09

O louva-a-deus, na sua camuflagem estatutária, com os seus enormes olhos, dotados de uma visão perfeita, em posição de quem contempla, vai observando todos os movimentos ofensivos e defensivos que emergem do universo dos insectos e aracnídeos, de modo a que o seu voo impressionante e o seu mergulho veloz lhe possibilitem o desvio aos ataques desferidos por uma praga de maldizentes que pulula pelo jardim quadrilongo que partilham. Sempre atento, com o seu único ouvido, o ouvido do sennhor, vai escutando e espera o momento mais oportuno para projectar toda a sua agressividade devoradora sobre o insecto que tem como função averiguar as pressões que, alegadamente, ele, louva-a-deus, na missão de protecção ao Mestre Louva-a-deus, praticou sobre outros insectos e aracnídeos, aqueles que buscam factos e avaliam a suspeição que paira sobre o seu venerando Mestre. Mas esses insectos e aracnídeos, portadores de fortes carapaças, imunes a acções e a palavras de coação, reagiram sem receio às ameaças veladas do louva-a-deus. Este, face a denúncias surgidas contra si, sob o rescaldo da sua atitude de pressão e de controlo exercida sobre tais insectos e aracnídeos, quase decapitado e periclitante nas suas altas funções, sentindo-se alvo de um acto inquisitorial pela sua conduta, no melhor estilo louva-a-deus, como um lutador ao nível do Kung-Fu, recorre às suas mandíbulas possantes e busca o afastamento do insecto instrutor que o atirou para a disputa correctiva que enfrenta no jardim quadrilongo, onde as rosas florescem junto ao mar, ali, a oeste da Ibéria...

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 25

Jul 09

No grupo dos grilídeos, para a escolha dos candidatos ao canto no parlamento dos insectos daquele jardim quadrilongo, plantado a oeste da Ibéria e banhado pelo mar azul, todos os grilos cantantes se põem a jeito e procuram cantar em uníssono. Vozes desafinadas e desafiantes da linha imposta pelos grilos dirigentes não são bem-vindas. Deseja-se quem alinhe pela disciplina do grupo grilídeo e saiba cantar em uma nota só. Quem não aceita as regras e não quer cantar em uníssono, não pode estridular de forma dissonante porque é, definitivamnte, afastado das opções e corre o risco de passar de inconveniente a proscrito do grupo grilídeo. Quem quiser cantar naquele jardim onde as rosas são predominantes, não pode argumentar  com o  «Desafinado»* e a última oportunidade é entrar no «Samba de uma nota só».**

 

**Tom Jobim

 

 

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O Júnior ou Juninho, como também lhe chamamos, é o único sobrevivente da família de caniches que teve início em 1993. O Bobby que nasceu em 1992, era o pai, jogava futebol com os meus filhos, era muito calmo, fazia muita companhia. Desapareceu, já lá vão uns doze anos, quando se festejava, com foguetes, o dia da Imaculada Conceição. Assustado, encontrou o portão de casa aberto e fugiu. O Júnior, na altura tinha dois anos, acompanhou-o, mas conseguiu fugir do lugar onde alguém o prendeu e apareceu com uma corda amarrada ao pescoço que conseguiu roer porque nunca viveu preso. O Bobby é que nunca mais apareceu. A Mimi era a mãe e morreu de doença, no ano passado. Tinha 14 anos (nasceu em 1994). Ela era a verdadeira matriarca, tivera domínio sobre o Bobby e, mais tarde, sobre o filho. O Bobby e a Mimi foram-me dados por pessoas amigas. Sempre que havia ninhadas, também eu oferecia os filhotes a pessoas conhecidas que eu sabia, de antemão, que os tratariam bem. De todas as ninhadas de filhotes, o Júnior foi o único que nasceu completamente branco como o pai e na primeira ninhada. Ontem, o Júnior fez a desparasitação porque na próxima semana é a altura de ser vacinado e inclui a vacina que é exigida para ficar uns dias no hotel para cães, se for necessário e sempre que não fica alguém em casa para tratar dele, durante a férias. Já completou 14 anos, em 17 de Abril passado. É um lindo cão, já a ficar velhinho mas continua muito meigo e paciente.

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24
Jul 09

Manuel Alegre, ao fim de 34 anos, despediu-se do Parlamento. Como homem de causas, certamente, noutras batalhas políticas dirá «presente» e deixará a sua marca. Por agora, ficam as palavras com que tão bem sabe lidar.

 

 

AS PALAVRAS*

 

Palavras tantas vezes perseguidas
Palavras tantas vezes violadas
que não sabem cantar ajoelhadas
que não se rendem mesmo se feridas.

 

 

Palavras tantas vezes proibidas
e no entanto as únicas espadas
que ferem sempre mesmo se quebradas
vencedoras ainda que vencidas.

 

 

Palavras por quem eu fui cativo
na língua de Camões vos querem escravas
palavras com que canto e onde estou vivo.

 

Mas se tudo nos levam isto nos resta:
estamos de pé dentro de vós palavras.
Nem outra glória há maior do que esta.

 


* ALEGRE, M. (1999): OBRA POÉTICA: Lisboa, publicações D. QUIXOTE, p. 235.

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 21

Mai 09

Em voo rasante, o tom rosado identifica-o facilmente sobre a margem esquerda do rio, ali tão próximo da polémica. A cor marcadamente rosa das suas asas permite distingui-lo a grande distância e no seu marisma costumeiro, esta espécie pernalta corre esbelto com a sua plumagem rosada, colhe o estatuto de favorito na colónia leal ao rosa para que a forte envergadura da sua alma, coloridamente matizada, desde o tom rosa mais pálido ao mais vivo, não se atreva a destoar do ambiente que o envolve. Por aqui e por ali, no estuário do rio que frequenta, mantém-se alheio ao que se passa ali mesmo ao lado, fruto de acalorada controvérsia sustentada pelos media. Sem alteração, e com a fleuma exótica que o seu aspecto característico lhe confere, com as suas pernas rosáceas e bem longas vai percorrendo toda a margem de terreno alagadiço na área de conservação a que se sente confinado. A sua plumagem rosada outorga-lhe o privilégio de alimento em águas tão salobras que escolhe como seu habitat predilecto e onde firma arraiais para que, do generoso responsável pelo seu colorido, possa colher o produto dos pigmentos carotenóides de uma dieta de base acentuadamente rosa que o cerca e o sustenta, constituída, maioritariamente, por algas, crustáceos e invertebrados que povoam as águas de aspecto turvo e pouco profundas em que preferencialmente mergulha. Tão rosa e de beleza inconfundível, a este flamingo, é-lhe concedido o beneplácito de uma alimentação que resulta da imersão do seu bico encurvado, poderoso e que mana da perfeita adaptação à filtração para que possa dar continuidade à sua sobrevivência na família rosa dos fenicopterídeos e lhe realça o brilhantismo do tom rosáceo de que não pretende desligar-se.

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18
Mai 09

O louva-a-deus, aparentemente devoto, parece possuir uma aura que não o deixa ser esquecido ou humilhantemente derrotado. Em contemplação, com cuidado meticuloso, na posição de quem está orando, vai observando todos os movimentos ofensivos e defensivos dos himenópteros, ortópteros saltadores e outros e dos aracnídeos pedipalpos do universo político dos insectos e dos aracnídeos. Protege-se, fica imóvel por longo tempo, confunde todos os outros que pretendem destruir o seu Mestre Louva-a-deus. Atento, com o seu único ouvido, perscruta e sabe esperar. Os seus enormes olhos, capacitados de uma visão perfeita do que se passa em seu redor, permitem-lhe detectar o momento propício para exercer premente influência, com rapidez fatal. Movimenta-se usando a sua camuflagem estatutária que lhe permite objectivar um total exercício de pressão. É um factor importantíssimo a facilidade com que, em combate, faz uso do seu mimetismo e da sua agressividade devoradora para que resulte um controlo apertado sobre uma praga de maldizentes. Predador voraz, na sua missão de protecção ao Mestre Louva-a-deus, o seu voo impressionante dá-lhe a possibilidade de desviar ataques que desferem contra si e, em autênticos mergulhos, pratica actos de pressão sobre as espécies que avaliam as acções de maledicência que pairam sobre o seu venerando Mestre. As suas pernas anteriores muito desenvolvidas, impróprias para a marcha e modificadas em forma de pinças muito eficazes na captura das suas presas, procuram o momento oportuno para actuar, agarrar e pôr termo a todos os processos difamatórios. Mas o pior é quando as suas possantes mandíbulas extensivas, capazes de esmagar as presas, encontram fortes carapaças imunes a acções e a palavras de coação e reagem sem receio a retaliações. Então, quase decapitado pela denúncia dos seus actos no exercício das suas altas funções, acredita nos seus poderes sobrenaturais tão alimentados pelos mitos e lendas dos gregos antigos e como lutador ao nível do Kung-Fu, no melhor estilo louva-a-deus, espera que toda a sua ferocidade, o seu espírito combativo e tenaz sejam recompensados, mais uma vez, pelo exercício de meritocracia do grande Mestre Louva-a-deus.

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