domingo, 21 de junho de 2026

O FUTEBOL

04
Jul 09

Na casa da vovó,
é o hall
que vira
relvado de futebol.
Em destaque
está o craque.
A bola a saltar,
voa pelo ar,
nada há
que impeça
o jogo de cabeça.
A bola rebola
cai no chão,
salta e rola.
É o remate
do João.
E que golão!
Joga, dribla,
corre e ri.
A ponta do pé,
joga a bola
para aqui,
para ali.
Que jogada!
Por melhor
que haja,
esta goleada
é a maior
que se acha.
É o entusiasmo
no futebol
no meio do hall.
É o delírio:
em grande destaque
João, o craque
!
           RIMAS PRÓ JOÃO (2)

publicado por momento do café 

O CHAZINHO

 05nJul 09

Era uma vez
a hora do chá…
e o chazinho
que o João fez.
É o chazinho
de faz de conta,
Marco e Raquel
entram na onda.
Há bule e chávenas,
mais a toalha
que é de papel.
O chá está pronto.
Já aqui está.
Toma lá,
deita o chazinho.
Põe o açúcar
e fica docinho.
Hum!... Que bom!
Come o bombom
e mais o bolinho.
Que delicioso
este chazinho!
Tão adoçado,
com fantasia
e imaginação
do nosso João.
          RIMAS PRÓ JOÃO

publicado por momento do café

É VERÃO


21
Jun 10 
Sem arquinho e balãoá 
não posso viver.
Anda aqui, anda ver...
Chegou lindo, o Verão!
publicado por momento do café

sábado, 20 de junho de 2026

ÁFRICA E PARTIR


 

Deixar África e partir, era uma questão de sobrevivência. É de liberdade. Era noite. No aeroporto, ouvia o barulho assustador do grande tiroteio. Os confrontos aconteciam por toda a cidade e tornavam-se frequentes. As tracejantes riscavam o céu escuro. Sentia-se o medo. Fazia parte daqueles dias e tinha de conviver com ele.

                                     mariam

sexta-feira, 19 de junho de 2026

2014 É O PRESENTE QUE A VIDA NOS OFERECE .


22 Jul 13


Passos a passo na continuidadE

Um pedido de demissão, uma nomeação que gerou outro pedido de demissão. A crise política e a agitação instaladas. E lá se foi uma semana. A intervenção do PR e ninguém ficou por auscultar. A declaração do PR e o compromisso de salvação nacional. E lá se foi outra semana. A negociação tripartidária, o silêncio que se guardou. O não entendimento que perdurou e, atingido o prazo, a inviabilização do acordo de salvação nacional que aconteceu. E lá se foi mais outra semana. A desilusão nacional e a expetativa até a nova intervenção do PR, ontem, domingo. Tempo para a decisão e a solução para a crise política. O governo fica.  Nova semana que começa. Teremos a continuidade na remodelação?

 mariam

DESTAQUES BLOGS SAPO

0-maio-201


20-maio-2010

ÁFRICA : 4); 3); 2); 1

29.04.13

 ÁFRICA :café à sombra da mandioqueira 4)

Lembro a velha máquina de café onde, na hora, o mano mais velho moía os grãos de café torrado para que o aroma e o sabor não se perdessem durante a confeção da bebida. À sombra da frondosa "mandioqueira", espreito a velha mesa do quintal, onde a gente adulta, em ameno convívio, saboreava o café, acabado de ser feito. África tão longe e tão perto, sempre inesquecível.

mariam


 ÁFRICA: o aroma do café 3)

Sinto o cheiro da manteiga de cacau que se mistura ao aroma dos grãos do café da última safra e que a mãe torrava lá no forno da cozinha. E, à lembrança, vêm todos os aromas de África que se acomodam àquele cheiro intenso do café que invadia a casa e o quintal. 

mariam


  ÁFRICA: cores e amizade 2)

.E as cores de África avivam-se no verde dos cachos de bananas dispostos, em fila, no passeio do quintal que me leva à cozinha. E quantas lembranças doces se colam ao perfume daqueles abacaxis  e dos cachos de bananas trazidos da fazenda dos tios. Daqueles tios, não de sangue, mas das grandes amizades que se faziam em África e se tornavam duradouras.

mariam



 ÁFRICA: O cheiro do cigarro que a velha Juliana 1

Sobram os dias que, teimosamente presentes, perduram ajustados à marca indelével das cores, dos cheiros, dos sons, dos sabores, das gentes de África. E na lembrança, sente-se o cheiro do cigarro que a velha Juliana, a engomadeira, fumava ali sentada no murete do canteiro, depois do almoço e enquanto descansava das suas lides. Quanto os meus irmãos e eu gostávamos dela e a respeitávamos! Lembro da pachorra que ela tinha para aturar a nossa algazarra e correrias, enquanto engomava a roupa à sombra da mandioqueira do quintal.

mariam

2014 É O PRESENTE QUE A VIDA NOS OFERECE

.

Envolto numa chuva impertinente e tocada a vento, com festejos de cor e euforia,

 2014 é o presente que a vida nos oferece e que, nos próximos e restantes 363 dias

 iremos desembrulhar. Os segredos que ele esconde, a áurea do mistério que encerra,

 o encanto da Novidade que queremos descobrir predispõem-nos para que este

 novo ano seja encarado com  precaução e receio. “Novo ano” tem implícito o

desejo de vida nova, 8de mudança de factos e de atitudes que venham fazer a 

diferença  para que 2014 não se resuma à mera e festiva passagem que marcou a 

rotina dos dias que correm. Afinal, desejamos que algo mude, que se quebre o enguiço

 que nos persegue, mas o que nos aguarda n ão parece ser simpaticamente promissor.

 E, para que não nos deixemos abater perante o futuro que nos pintam tão sombrio,

façamos das tripas coração e digamos " já que chegou, venha para o que der e vier”.

 Que venham mudanças, mas as boas mudanças. E como as queremos! Que os 

sacrifícios a que nos sujeitaram tenham valido a pena, a indignação que sustemos  

consiga extrapolar a esperança que ainda nos sustenta e nos sustém.

 Envolto numa chuva impertinente, tocada a vento, com festejos de cor  e euforia.




UM BALÃO MAIS CHEIINHO


Um balão mais cheiinho, 

pegou asas e voou...

Muito mais atrevido

mais liberdade ganhou.


Olha p'ra aquela estrelinha,

vive no céu tão sozinha.

Logo um balão arrojado

vai p'ra lá iluminado.

AS CRIANÇAS E A EXPRESSÃO PLASTICA

A educação estética ultrapassa o conceito restrito de educação artística – visual ou plástica – e, de forma abrangente, inclui todas as formas de expressão. A educação artística deve ser compreendida num sentido mais amplo e como dizia, em 1943, Herbert Read, autor inglês, crítico de arte e defensor do movimento de educação pela arte: ''… não é simplesmente a educação artística como tal, que deveria denominar-se mais propriamente educação visual ou plástica: a teoria que anunciarei abarca todos os modos de expressão individual, literária e poética (verbal) não menos que musical ou auditiva, e forma um enfoque integral da realidade que deveria denominar-se educação estética, a educação desses sentidos sobre os quais se fundam a consciência e, em última instância, a inteligência e o juízo do indivíduo humano''.¹ Ao iniciar o jardim de infância e mais tarde na escola, as actividades de expressão são, fundamentalmente, o início da própria afirmação da criança que, através delas, transmite os seus desejos, as suas tristezas e frustrações, a sua ânsia de viver e de se adaptar, canaliza as suas energias, desenvolve o seu sentido estético e artístico, a atenção, a capacidade de concentração, a socialização e a integração no grupo e desenvolve a sua percepção táctil e a coordenação motora. A expressão plástica  como uma actividade artística deve ser praticada na escola e pressupõe uma área que a educação não pode deixar esquecida. A escola actual não está interessada ou empenhada em formar artistas plásticos, embora não ponha de lado a possibilidade de isso acontecer ou até se permita à descoberta de talentos. O seu objectivo é, apenas, satisfazer as necessidades da criança ou do jovem, permitindo-lhes que desenvolvam esta forma pessoal de expressão, aproveitando a criatividade espontânea. Contudo, a expressão plástica como manifestação de sentimentos, emoções, estados de alma e de afirmação pessoal não pode desprezar a sua dimensão estética.

Fr1.  Duarte Jr., J.-F.: Por que Arte-educação?. Ed. Papiro Editora, Campinas, SP., (p.76, 19ª ed.) "http://books.google.com