sexta-feira, 28 de agosto de 2026

TAMANHO NÃO CONTA

 03 JaN2011 

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NÃO À ABSTENÇÃO NAS PRESIDENCIAIS

 17 Jan2011

A abstenção, em crescendo contínuo, é a presença constante nos actos eleitorais que decorrem no nosso país. O eleitor português não gosta de usar do direito ao voto livre que democracia lhe oferece. A abstenção, que usa e abusa, justifica-a no comodismo de que não vale a pena votar. Desculpa-se, dizendo-se desiludido com os políticos e, portanto, foge ao exercício do seu dever de cidadão de pleno direito. Esta atitude pessoal desvirtua os resultados obtidos nas urnas. O eleitor que, voluntariamente, se abstém não tem opinião. Não passa de um produto amorfo da sociedade. Submete-se à decisão daqueles que votam. E não gosta. Barafusta, reclama, mas abstém-se. Depois lamenta-se. Deixe o comodismo. Escolha livremente. Vote.

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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2011: OS CANDIDATOS

20 Jan2011

O mundo continua a girar e Portugal, quase letárgico, vai girando alheado. A azáfama eleitoral percorre o país de norte a sul. Os candidatos às presidenciais, assessorados por galopins, desdobram-se em arruadas, feiras, comícios e jantares. É o jogo da luta pelo voto do povo. Jogam as palavras que definem as qualidades que os diferenciam e apresentam-se ao eleitorado. Um candidato proclama-se o arauto da confiança e da competência. Outro apodera-se dos valores da democracia e revê-se como a guardião da república e do estado social. Ainda outro afirma ser a única alternativa à necessidade de rutura e de mudança. Um outro candidato, um não profissional da política, apresenta-se como o cruzado da confiança para recomeçar Portugal. Ainda outro, qual D. Quixote, escolhe os destinatários e desfere ataques verbais a quem chama de tiranetes e outros quejandos da política. Por fim, outro candidato reduz o seu propósito de luta contra a resignação ao pedido de explicações que exige a um dos seus concorrentes, o seu alvo preferencial. Debates, comentários, análises, opiniões alimentam jornalistas experts em política nacional, comentadores, analistas, formadores de opinião e uma casta de politólogos que pululam por aí. Esmiúçam, analisam, abalizam palavras e ações dos candidatos e dos seus apoiantes mais diretos e influentes. O resultado é a amálgama de opiniões e conjeturas. Especulam-se estratégias, apontam-se soluções políticas, inconclusivas e confusas, que o povo, simplesmente, despreza. Por isso, no ar, paira a sombra de um outro candidato, sem rosto – a abstenção – com a força de desvirtuar o resultado do ato eleitoral.

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