
O regresso a África nunca mais aconteceu. Ficaram as imagens dos tempos lá vividos e o gosto de os recordar. Lembro o cheiro da terra molhada quando caíam as primeiras chuvadas. Sempre fortes. O espetáculo da trovoada que se abatia sobre o mar e se desfrutava da varanda da casa sobranceira ao mar. E lembro aqueles relâmpagos que iluminavam a noite escura e imprimiam um forte risco de luz que dilacerava o céu negro e se espelhava no mar.
mariam
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