20 Abr 09
Zumbe, emerge gradualmente, vai crescendo, esta espécie social, a vespa, que se instala em qualquer partido do espectro político. Nidifica e cria a sua metamorfose, uma mudança radical de formatação e de substância estrutural. Em associação com outras, organiza o seu vespeiro no seio do partido. Parasita, retirando os meios para a sua sobrevivência política. Na realidade, tem o papel social de endoparasita. Após a sua eclosão política, instala-se indefinidamente ou, em algumas fases, parasita os sucessivos caciques até à conclusão do seu ciclo de maturação. Dentro do vespeiro, constrói a sua própria verdade, opinião e vontade. Torna-se vespa dominante e dedica-se a prover todos os recursos e meios para alimentar o seu objectivo político, o topo da hierarquia partidária. Assume-se vanguardista, consciencializa o vespeiro, comunica com clareza, é combativo na acção. Usa o ferrão acutilante, adverte o cacique instalado que obstaculiza o seu propósito. Atormenta-o, amesquinha-o, pica-o impunemente, desgasta-o, imobiliza-o para a queda e morte políticas. Torna-se o novo cacique político-partidário. Do vespeiro que "abandona para ser o chefe", emergirá outra vespa...que zumbe.
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