sexta-feira, 12 de junho de 2026

Que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar?

Lamentos, pedidos desculpas e correções não branqueiam, nem resolvem a situação. E que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar? Demitir-se? Ou vai demitir mais um membro da sua equipa? É preciso discernimento e a humildade para assumir que não há condições para continuar no cargo e pedir demissão. A Educação é uma área demasiado sensível que não se compadece com medidas que se prolonguem no tempo para corrigirem os sucessivos erros cometidos, mais umas incongruências, como lhes chamou para adoçar toda situação que deles resultaram. O Sr. Ministro diz que tudo estará resolvido ainda esta semana. Promete mais uma nova colocação de professores. Daria para rir se o problema não fosse tão grave. Muito grave. Ainda que uma nova colocação de professores seja feita em tempo record, como se recuperará um mês de aulas, que fica perdido, se a correção dos erros deu azo a outros erros que põem em causa, também, a competência para agilizar um novo processo de colocação de professores e sem falhas? Para além da incerteza e dificuldades que as escolas e toda a comunidade enfrentam quanto à falta de professores, já está destruída a normalidade que deveria ter caraterizado o início do ano letivo em todas as escolas do país. Alunos, professores, pais e encarregados de educação não merecem tudo isto por que as escolas estão a passar.

publicado em2014 e editado por mariam/momento do café em 2026

GRÂNDOLA VILA MORENA

"Grândola Vila Morena na Assembleia da República e em casa também cantei."

Dia de debate quinzenal com o PM, na AR. Assistia pela Tv, como o faço sempre que posso, quando ouvi vozes que, nas galerias, cantavam Grândola Vila Morena. Calaram o PM. Em casa, juntei a minha voz àquelas que, na casa da democracia, continuavam a cantar enquanto desciam as escadas, depois de evacuada galeria. Senti uma vontade irresistível de fazê-lo. E cantei. Raramente canto. Talvez quisesse reviver a esperança daqueles dias de Abril de 1974. E, à memória, veio o coro de um grupo soldados portugueses que cantavam Grândola Vila Morena no autocarro em que eu também seguia para chegar à escola, lá para os lados da Manutenção Militar, em Luanda. Éramo jovens, eu e aqueles soldados. Tínhamos todos os sonhos do mundo e a esperança num Portugal diferente. Passados quase 40 anos, já com filhos criados e com netos, temo pelo futuro do meu País.

publicado por momento do café

Um sol fugidio é a luz dourada deste outono, que ora se esvai, ora se esconde por trás do tom plúmbeo que tinge o céu, ou, então, não resiste à chuva impiedosa que molha o corpo e mergulha a alma na incredibilidade e na desconfiança que empurra o país para um lodaçal infecto que encharca princípios éticos e morais e afoga valores como a credibilidade e a confiança. Já nada terá conserto se a procura dos vistos gold, que muitos buscam, não for repensado e devidamente acautelado para que, nunca mais, ninguém enverede pelos escolhos tortuosos que mancham a reputação do país e que, assim, não douram a esperança, nem a retoma económica dos portugueses. Há, antes uma rede nublosa que nos confronta com uma trapaça labiríntica que nos surpreende e nos indigna. Não ficamos tão boquiabertos com os "chicos espertos", simplórios que, na ânsia do enriquecimento rápido, logo amanham um esquema de proventos fraudulentos. Não passam de uns anjinhos que não dispõem de estruturas e estratagemas sofisticados. São a arraia-miúda que lá se vai safando até ser apanhada nas malhas da justiça. O que nos pasma são os outros, sim, os senhores que, supostamente escolhidos pelo mérito, tecem uma trama elaborada, secreta, plena de ligações estratégicas, que fazem um trabalho tentacular e em grande, que nos põem de queixo caído e, mais que indignados, nos deixam revoltados com tanta desfaçatez. É gente que semeia a descredibilização das instituições, que alimenta e espalha a desconfiança naqueles que desempenham altos cargos públicos. E que pensar? Resta-nos esperar que se faça justiça se ficarem provados os atos ilícitos que, alegadamente, foram cometidos por essa gente, mesmo nas barbas do Estado.

publicado por mariam/momento do café 

 A MENTE E O NADA

Buscam-se, em vão, o pensamento e a palavra. E nada! Num ápice, o "nada" conquista a mente e, sem pedir meças, instala-se, nega-lhe o pensamento e trava-lhe a palavra. Um flash rápido e uma momentânea cegueira mental deixa, à mercê do nada, o pensamento sequestrado, inibido de fluir e subjugado à palavra que se torna reprimida. O pensamento torna-se inábil para provocar ou seduzir a palavra silenciada. Um ínfimo instante, e o pensamento e a palavra perdem-se no vazio mental gerado pelo nada e, de imediato, se pressente a dissonância e a negação que podem acontecer. Sem complacência, o nada deixa o pensamento ao sabor da palavra embargada que o pode falsear ou, de todo, torná-lo improcedente pela incapacidade de o traduzir. Um brevíssimo apagão mental, o nada pode tramar as evidências entre o pensamento e a palavra. É exigida a ação imediata e intensa, um rápido fôlego que contrarie ou evite a acomodação do nada, que reponha a dualidade intrínseca, pensamento e palavra, que nos torna conscientes da nossa sanidade mental, das nossas referências, do nosso antes e do nosso presente, e que nos lança, até, no que possamos antecipar do nosso depois...

Editado e publicado por mariam/momento do café 

Je suis Nigéria" quanto "Je suis Charlie"
Todo o mundo se uniu para mostrar, sem medos, toda indignação e o repúdio pelo terror por que passou o coração de França e que tantas vidas ceifou, quando uma multidão de diferentes credos, raças, culturas, línguas, nacionalidades se juntou em solidariedade pela perda de vidas e gritou “je suis Charlie” porque a liberdade de expressão foi ferida de morte num país democrático, que conclusões se podem tirar da forma ligeira e indiferente como a comunidade política internacional, que também marcou presença e marchou em Paris no passado domingo, olha os massacres cometidos na Nigéria, em nome de um fanatismo religioso e doentio que não respeita ninguém, nem as crianças que armadilha para as fazerem explodir, tragicamente, em mercados pejados de gente anónima e inocente que perde a vida em resultado de atos desumanos. Tragédias duras, insegurança latente e a ineficácia na atuação contra um grupo terrorista que já sequestrou jovens mulheres, que torturou e que, sem dó nem piedade, não respeita a vida humana e ataca, barbaramente, o povo desprotegido. Até quando? Se na Europa "Je suis Charlie", face à brutalidade cometida num país de África, continente onde nasci, "Je suis Nigéria"
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PARABÉNS, RONALDO!
A 3.ª Bola de Ouro é a confirmação de que és o Melhor do Mundo. Mais uma vez, Cristiano Ronaldo, inscreveste na História do Futebol Mundial e a letras de ouro, o teu nome. Ontem, tiveste a consagração final de grandes exibições e de êxitos que atingiste dentro das 4 linhas da paixão da tua vida, o Futebol. Que o trabalho que tanto prezas, a determinação, o querer e  a paixão que te acompanham sejam o garante da conquista da 4ª Bola de Ouro que afirmaste ser o objetivo que colocas no horizonte de grande futebolista que és à escala mundial, fruto do teu profissionalismo e dedicação. Parabéns, Ronaldo, ainda, sentindo o eco do teu grito de "Comandante".
Publicado por mariam/momento do café 
DIVERSIDADE GLOBLIZADA EM PARIS
Se 7 dejaneiro ficou marcado pelo trágico golpe que intentou contra a liberdade de expressão, o dia de ontem ficou desenhado pela força da diversidade globalizada que se uniu para se manifestar contra a violência e reagir ao medo coletivo que não pode instalar-se sob pena de se tornar um aliado daqueles que espalham o terrorismo como uma forma de luta que faça valer o fanatismo a que se entregam. Por um dia, todas as diferenças, a social, a político-ideológica, a religiosa, a cultural, a linguística, a racial, diluídas na solidariedade e na tolerância da incontável multidão que enfileirou a Marcha em Paris, deixaram sobressair os valores que as aproximaram e, em uníssono e em liberdade, comungaram da mesma dor e expressaram o repúdio e a condenação pelos atos sangrentos que foram cometidos em pleno coração de França. 
Publicado por momento do café 
O "depois" não será como dantes
Paris viveu três dias de terror. O que se passou na capital francesa foi uma espécie de tsunami que chegou à Europa, que se estendeu aos países que condenam o terrorismo, e inscreveu um marco temporal que estabelece toda a diferença entre o antes e o depois de 7 de janeiro de 2015, não só pela surpresa, a rapidez e  a dimensão do atentado ao Charlie Hebdo, mas também pela resposta conseguida pelo Governo francês e as forças de segurança e, ainda, pela atitude solidária de uma multidão que se juntou numa praça da cidade para repudiar um ato criminoso e, sem medo, encarar um adversário sem rosto, que se escondia, que poderia surpreender com total desrespeito pela vida humana. Por agora, acalmada Paris, sobra tudo o que poderá acontecer para que a História de ”o depois” se faça. Só o futuro lhe dará continuação, sendo certo que nada será como dantes
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A NU E SEM MEDO 
Quando se executa, a sangue frio, a liberdade de expressão, como podemos classificar os seus executores? É gente que não merece a perda de tempo com adjetivação porque a cobardia e o obscurantismo da sua mentalidade não cabem no mundo livre em que vivemos. É gente que atua como se estivesse parada na Idade Média da Civilização e, com fanatismo incalculável, é cega à tolerância das sociedades ocidentais, nas quais desfruta da liberdade, da democracia e do respeito pela crença que professa. E, mesmo dispondo da força das armas e do ódio sangrento, é gente que não conseguirá calar o direito à criatividade e à liberdade de expressão daqueles que, de lápis na mão, põem a nu, e sem medos, todas as ações bárbaras e desumanas que pratica. É gente que, definitivamente, não respeita o Profeta e o Islão.
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Quero um novo 25 Abril

Quero um novo 25 de Abril para sentir a alegria daquele que aconteceu há 41 anos, quando o sonho se realizava e a esperança renascia. Quero um novo 25 de  Abril para acolher, de novo, a democracia desejada, porque a que nos oferecem está estafada de tanta desilusão e de promessas enganosas. Quero viver um novo 25 de Abril para reviver a Liberdade, aquela que nos fez cidadãos responsáveis nas escolhas que fazemos pelo voto livre. Quero um novo 25 de Abril para sentir o aroma dos cravos vermelhos e a cor da paixão de Portugal livre que nos uniu, há 41 anos, contra o  velho e autoritário Estado Novo. Quero um novo 25 de Abril sem quintinhas democráticas semeadas e alimentadas por políticos que, nas urnas, colhem a vitória do voto livre e tão mal respeitam a vontade do povo. Quero um novo 25 de Abril que me faça acreditar  nos políticos, nas políticas de quem nos governa e de quem escolhemos para representantes do povo.  Quero, sim, um 25 de Abril  que nos faça sorrir de novo e sentir que há um folgo para renovar a esperança que nos foge. Quero um novo 25 de Abril que nos "force" a acreditar de que há um futuro para além desta tristeza, tão lusitana e tão nossa.

PS. Em destaque na Homepage do Sapo, Blog dos Blogs do Sapo.

em destaque no sapo blog.jpgpublicado 



Publicado or mariam/momento do café 


DIA MUNDIAL DO CAFÉ

Mais um dia Mundial do café que não posso deixar passar em branco. Um breve instante de pausa para, em ti, buscar o aroma, entregar-me ao teu sabor e aproveitar aquele momento do café, sempre tão reconfortante, que me devolve o ânimo e a força quando o cansaço se quer impor. 

publicado por mariam/momento do café 


Os candidatos aos cómodos de Belém

Pois é! Ainda as presidenciais estão longe e já não faltam, por cá, candidatos aos cómodos de Belém. Há um “louco” lançamento de candidatos à Presidência da República e, a cada dia que passa, a lista aumenta. Aos cómodos de Belém só um poderá chegar e a tarefa será de escolha difícil entre tantos que já se perfilam, quer à esquerda, quer à direita, ou que nem estão para aí virados, porque, assumidos, anunciados e mais os que se fazem desentendidos, há candidatos a candidato para todos os gostos, feitios, conveniências e cores partidárias.E a atualização da lista de candidatos continua.

publicado por momento do café 

BARCO AO PÔR-DO-SOL

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publicado por mariam/momento do café

SENTIR ABRIL 2-P1020686cerejafundomcpek.jpg

"Abril brilha na lembrança dos malmequeres brancos e singelos que cresciam no jardim da Casa do Torreão e que se estendiam pelas jarras da sala e do oratório que havia no quarto da tia Emíla. Abril deixa descobrir a cor branca dos jarros que emergiam por entre as suas largas folhas verdes  que  enchiam os canteiros do quintal que circundavam os três grandes tanques de pedra onde a água espelhava as ramadas com os seus primeiros rebentos. Abril traz o aroma da velha laranjeira lá ao fundo do quintal, onde a cor viva dos frutos sobressaía por entre o verde brilhante das suas folhas. Abril abre-se para uma pausa na memória da Páscoa, quando os simbolismos se aceitavam serenamente e nada se questionava: a bênção dos óleos sagrados, o lava-pés, os laudes de sexta-feira santa, a vigília pascal e a festa da Ressurreição. Abril recorda o estalar dos foguetes e o toque da campainha anunciando a chegada da visita pascal e aviva a doçura e o colorido do  domingo de Páscoa, cheio de sol e de amêndoas."

 * in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt (Excerto editado)

publicado por mariam/momento do café
2014-04-06 14.36.29_Lavra.jpgO primeiro dia de mais um abril veio radioso e o cumpriu os desígnios da primavera. Abril começou ensolarado e querendo mostrar que deseja desfrutar da leveza primaveril que procura oferecer mais um ciclo de renovação. Parece que veio com vontade de chutar as sobras do inverno que ainda possam pairar por aí, porque só os dias luminosos podem transmitir o calor que faz acordar a natureza quando o brilho dos primeiros raios de sol afasta a tristeza e a cor cinza do tempo frio e chuvoso, que se quer esquecido. Só os dias quentes fazem crescer as flores de mil tons que matizam os ramos e a folhagem verde que se estende por todos os recantos em que a natureza já evidencia marcas do vigor da primavera que se vai acomodando. Só os dias de sol deixam sentir a miscelânea de aromas que atravessa o céu e perfuma o ar, enquanto uma miríade de insetos, num vaivém constante, lança um zunido forte e contínuo que rasga o espaço azul, onde os pássaros, que voam livremente, soltam os trinados de acasalamento e preparam os ninhos, com azáfama, para a multiplicação. E, se o primeiro dia se apresentou tão vivo e ameno, deseja-se que assim sejam todos os outros que faltam para completar abril e que não se cumpra o velho ditado de ser o mês de águas mil.

 publicado por mariam/momento do caféA PRIMAVERA 

Eis a primavera! Acolho-a efusivamente para sentir o brilho do sol que afastará os resquícios mais teimosos que o inverno deixou para trás. Quero respirar o ar primaveril que espalha os tons vivazes sobre natureza, tão ciosa da renovação, e encanto-me, sob a luz quente do sol, com o colorido que vai tingindo as flores que desabrocham por entre a vegetação verdejante que, livremente, invade e se apodera da terra que a alimenta. Quero a primavera que me desperta os sentidos do entorpecimento inverniço e me convida para o cerimonial da ressurreição que se estende à natureza e lhe provoca o viço garrido ou suave que brota e pontilha o verde matizado do arvoredo de variados tamanhos e formas que cresce, com exuberância, por todo o lado. Quero os chilreios da passarada que quebram o silêncio e os zunidos ensurdecedores dos insetos que acordam aos primeiros sinais primaveris e, incessantemente, esvoaçam pelo céu azul e límpido. Quero desfrutar os dias luminosos, amenos e agradáveis por que ansiava, olhar o tom azul do céu que toca o mar ciano e, lá ao longe, avistar os barcos que passam. Tranquilamente, quero saborear a doçura das amêndoas coloridas que acompanham a tradição que se faz presente e empresta toda a solenidade religiosa à festa da Ressurreição como um hino de alegria que acompanha a renovação que veste de vida e de cor toda a natureza.

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Dia Mundial da poesia - Desafio Blogs do Sapo 2011

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DIREITOS DE AUTOR

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*Textos e imagens de outra autoria e proveniência publicados neste blog são devidamente referenciados no respetivo post.

Porto e o Douro

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Boa Nova: Farol e mar

Do terraço vejo o mar...

o pôr-do-sol...

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ISTO DO ACORDO ORTOGRÁFICO...

“Isto” do novo acordo ortográfico não me foi imposto de ontem para hoje. Em 2010, quando vi que a estação de televisão pública começava a usá-lo e que a comunicação social, a pouco e pouco, o ia introduzindo, também fui interiorizando que era preciso agir porque não havia esperança no retrocesso, ainda que sozinhos e islolados no compromisso da aplicação do mesmo. Assim fiz. E, como diz o velho ditado, “se não os podes vencer, junta-te a eles”. Depois, foi a vez de passar a ser obrigatório, quer no ensino privado, quer no público. Foi a altura em que, definitivamente, deixei-me de polémicas e de negação. Na escola, as crianças da família estavam a aprender a ler e a escrever segundo o novo acordo ortográfico e, claro, era mais uma razão para aceitá-lo, embora contrariada. A verdade é que, na Administração Pública, ele já lá está e, também, nas empresas privadas e nos estabelecimentos comerciais e outros. Há muito que vamos visualizando a nova grafia de muitas palavras do nosso quotidiano, como fatura, receção, direção, diretor, aspeto, etc. e, como diz o poeta, estranha-se. E muito! Mas o novo acordo ortográfico vai acabar por se entranhar. 

Publicado por mariam/momento


RESSUSCITAR A CENSURA SERIA ANACRÓNICO 

Neste país, em que alguém já sugeriu que se deveria suspender a democracia, já nada me causaria admiração... enfim! Era véspera de mais um 25 de Abril e eu nem queria acreditar na notícia que acabava de ouvir. A raiva tomava conta de mim! Uma proposta de Lei com diretrizes inacreditáveis "sacudia" a comunicação social e como cidadã  não podia aceitar que a dita proposta viesse a passar no nosso sistema democrático e parlamentar. Nela, cozinhava-se a exigência de um plano prévio e detalhado sobre a cobertura das campanhas eleitorais que os diferentes órgãos de comunicação social teriam de entregar a uma comissão mista (CNE e ERC) para apreciação e, se não o fizessem, ficariam sujeitos a pesada sanção. Só me apeteceu perguntar o que pretendiam os seus autores com a limitação à liberdade de informação que nos acompanha há 41 anos? Desejavam um novo controlo jornalístico e que a isenção, que deve acompanhar a liberdade de informar, ficasse adormecida?  Receei pelo aparecimento do lápis azul na mão de quem se prestaria a tal ação de analisar os ditos planos. E, tendo seguido o desenvolvimento da notícia, concluí que a tal proposta, afinal, nascera de geração espontânea, pois nenhum dos 3 maiores partidos políticos assumiu a sua autoria e, segundo afirmaram, não passava de um documento de trabalho. Assim, a verdadeira paternidade continua incógnita, mesmo depois do aborto forçado pelas ondas de choque e pelas reações de indignação que provocou na comunicação social. Gostei da força dos media ao denunciar e recusar veemente o condicionalismo que denotava tiques de censura, a tal que ficara enterrada, lá trás, há 41 anos. Ressuscitá-la, sim, seria anacrónico.

Publicado por mariam/momento do café 


CLÁssico: mãe benfiquista vs filhos portistas

Um clássico entre eternos rivais pela conquista do título da 1ª Liga. Um está em melhores condições para firmar-se no lugar cimeiro, (que é seu), com mais segurança, enquanto o outro anda na luta pelos pontos perdidos e pela diferença de golos que o distanciam do adversário. Um jogo de nervos e de adeptos a roerem as unhas. De ambos os lados, claro. Não haverá tempo para receios no encontro de duas equipas que entrarão em campo sob pressão e os nervos a correrem sobre o relvado na procura da baliza adversária. Alcançará o melhor resultado, (o desejado, o sonhado), o que tiver mais frieza e mais sorte, que isto de sorte, perdoem a repetição, conta muito. Também conta o apoio dos muitos adeptos que não faltarão no Estádio da Luz para dar ânimo ao SLB e, no bom sentido, intimidarem o FCP nas investidas para contrariarem o sonho e o desejo dos benfiquistas que tão próximos estão do título. É um clássico e, aqui, não deixo palpites. Vejam só a minha situação, sou mãe benfiquista com filhos e netos portistas. Claro que levo tudo “na desportiva” e com respeito, porque nunca impus escolhas clubísticas. Aqui, a liberdade e o sentido cívico da família conta, e muito. Não digo que não haja uma troca de picardias, mais em tom de gozo que de fundamentalismos clubísticos arreigados. O título está em jogo e pode decidir-se já hoje...Que ganhe o melhor em campo

Publicado por mariam/momento do café 

OS DIAS PASSAM

  Os dias passam e o calendário cumpre-se vertiginosamente. Correto! Mal acabou de passar o Natal, as festas, os doces, os presentes, o início de um novo ano e, em escasso mês e meio, o Carnaval chegou, esgotou-se e partiu encantado. S. Valentim veio e vai embora em dia de temporal. É tempo de inverno alagadiço que cinzenta a alma e inunda o corpo agarrado à sucessão dos dias aborrecidamente cinzentos e tristes. É um inverno chuvoso que transborda, vingança e arrasta qualquer boa disposição que ainda reste para enfrentar as condições metereológicas adversárias que se fazem sentir. São dias e dias de chuva que apetece dizer: Basta! Dias de sol precisa-se! Mas os simples mortais não têm poder para exigir uns poucos dias de solOs

publicado por mariam/momento do café

PREGUIÇA SEM REMORSOS NEM LAMENTOS

preguiça, ao sol quente de junho, toma conta do corpo, apodera-se das horas e alia-se à cadeia de inutilidades que vai ocupando a mente. A vontade, que não se solta das amarras da preguiça, entrega-se vencida ao relaxamento inconsequente, enquanto o pensamento, livre de rotinas e obrigações é esquecido de tudo o que é importante, deambula e não se deixa traduzir pelas palavras que, agarradas à ociosidade instalada, não se comprometem, antes de se tornarem indolentes ou improfícuas. O melhor, pois, é buscar o silêncio, senti-lo, adicioná-lo à preguiça para a rentabilizar ao máximo, porque o sol quente de junho permite que seja usufruído sem remorsos nem lamentos.

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publicado por mariam/momento do café 

AO SABOR DE VENTOS IMPREVISÍVEIS

 Costa é um "desmancha" vitórias dos outros. Costa não gosta de vitórias pouco expressivas e, tal como já se viu nas eleições que A. Seguro disputou e ganhou, procura o protagonismo, estraga a festa! Costa sofreu uma derrota nas Legislativas e, contudo, ei-lo a acenar à esquerda com a bandeira do entendimento para a formação de um provável governo. A jogada à esquerda, sem que perca o contacto com a coligação de direita, coloca Costa na posição de charneira. Neste impasse de vaivém, enquanto tem conversas que diz inconclusivas com a direita, colhe convergência e cedências da esquerda. Resta saber para que lado Costa vai bater com a porta e a quem a vai abrir para a governação do país. Após as eleições, Costa é quem mais ordena... E o que fará o Presidente da República.

E, neste dia de outono ensolarado e mar tranquilo, enquanto o barco à vela navega, Portugal, mergulhado nas vagas de indefinição, ao sabor dos ventos imprevisíveis que sopram dos quadrantes políticos à esquerda e à direita e legitimados pelo voto livre dos seus cidadãos, fica à espera do rumo que Costa, feito timoneiro, parece querer traçar para a sua governabilidade.

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publicado por momento do café às 17:00

HÁ LONGOS MESES

Há quanto tempo não escrevo nada, mas não posso imputar a culpa nem fundamentada esta longa ausência no momento do café com a falta de tempo e o cansaço que sobram da "supervisão" de G+G, modo pilhas longa duração, sempre disponíveis para a exploração e a todos a descoberta, a brincadeira e a malandrice, a alegria e as birras (às vezes) que espalham, a rodos, e muita, muita "asneira" que inventam por os cantos da casa. Antes, atribuo-a à existência de uma falha persistente na motivação e que me empurra para um dolce far niente . E, entre as correrias de G+G pela casa, que muitas vezes acabam em preocupações frontais e muito choro, a bolacha que acompanham a Camila, a cadelinha, o ritual de atirar o prato ao ar depois de tudo comido, a competição de "cavalinho andante" que fazem nas cadeirinhas onde se sentam durante as refeições, tudo pode acontecer. Ufa, que desafio!!

Em momento de pausa, ao fim de longos meses, fica um curto registo para que o 2017 não passe completamente em branco. 

Editado e publicado por MARIAM/momento do café

https://youtube.com/watch?v=iihUs-89304&is=6kuklpxqnaR2jwOX 


QUALQUER COISA

 


Sim, perde-se o hábito de escrever ou postar "qualquer coisa", o torna-se difícil e, enquanto o protelar das ações toma conta de nós e as reações tardias, há tanto a acontecer, histórias a contar, fatos a conhecer, obstáculos a remover, surpresas a enfrentar, umas simpáticas, outras devastadoras, que nos empurram para a teia do caos quotidiano, que provocam emoção e raiva, lágrimas e riso, crítica e indiferença, desistência e desafio, confronto e decisão, e, por fim, existe um tudo e um nada diários que vão convenientes para preencher o tempo que corre fluindo ao sabor da inércia que nos tolhe e da preguiça que nos embrulha e que nos tornam meros atores fora de cena ou observadores alheios à 


SOL OU CHUVA, JUNHO É SEMPRE JUNHO

 Este sol, que nasce como se não tivesse força para romper as nuvens que impõem sua presença neste junho que corre frio e sem oportunidade de oferecer aqueles dias mais luminosos, é o prenúncio de um verão que chegará determinado. Não há ainda aquela leveza que junho traz, aquela alegria que seus dias emprestam e que ajudam a esquecer a chuva e o frio desconfortáveis ​​que o inverno exige para que a renovação aconteça quando a primavera e o verão, ainda que pouco expressivos, cumpram o calendário. Corre um junho enganador que põe à prova todo o desejo de sol, luz, calor, que contraria a vontade de me sentir mais leve e livre para usufruir daqueles dias de sol quente que ajudam a carregar as energias que o inverno, mais triste, frio e sombrio, suga impiedosamente. Junho, de arraiais e ribombar de foguetes, de festas e festivais, de romarias e procissões, de Santos populares e tradições, de manjerico e alfazema, de cheiro a sardinha assada pelo ar, chegou tão enganador, que a alegria parece estagnada. Paciência! Com essas mudanças climáticas que estão acontecendo, com ou sem chuva, com mais ou menos nuvens, com um sol mais claro ou mais radiante, junho continua a ser o mês que atrai, ainda que a sua mística se esconda atrás de um céu mais nublado e menos azul e luminoso. Não é máscara chuvosa e fria que veste que me impede de o olhar como a charneira entre o cinza e o azulado, o inverno e o verão e, ainda que o sinta enganado, suspiro pelos dias de sol intenso que possa oferecer. Em cada ano que passa, está sempre latente a renovação daquela esperança que não me larga porque, faça sol ou faça chuva, junho é sempre junho.

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 Barcos à vela passando no mar que se avista do meu terraço

 

Publicado por mariam/momento do café 




RECORDAR ÁFRICA

 A África ficou para trás. Como saber bem registrar as imagens que ficaram do tempo de infância e juventude, quando o "tempo" corria sem que déssemos por ele. Éramos os donos desse tempo como das nossas correrias pelo morro abaixo para um mergulho no mar, do nosso jogo do mata, sempre tão competitivo e briguento porque ninguém queria perder, da tranquilidade no jogo da macaca riscado no alcatrão da rua que temos como nossas, das nossas loucas descidas em patins, em plena liberdade, com a “rápida rabiosca” que fizemos antes da curva do miradouro para ficarmos preparados para subir novamente e iniciar outra corrida. Nesse tempo, os problemas ainda não nos transmitiram, não havia medos, nem do futuro que tínhamos pela frente, ainda não sabíamos que a vida não era aquela simplicidade como a viviámos, não complicávamos nada, tudo era encarado com leveza.

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Editado e publicado por Mariam em amargo/momento do café