sexta-feira, 12 de junho de 2026


16
Ago 09

Actualmente, este dia da semana, o domingo, vai-se tornando equivalente aos restantes dias que a completam. Tem  vindo a perder-se, há muitos e muitos anos, o hábito de o considerar um dia diferente, não só porque é marcado pelo calendário, em termos da nossa civilização, como o dia destinado ao descanso, mas também por ser o dia dedicado, no culto católico, à participação na missa dominical. Estes hábitos têm vindo  a diluir-se e o domingo passou a fazer parte do fim-de-semana mais alargado que, hoje em dia, contempla o sábado. E quantas vezes, quando há feriados, o tal ambicionado fim-de-semana estende-se por mini-férias, sempre tão convenientes quando se pode usufruir das chamadas “pontes”. O domingo, nos grandes centros urbanos, em nada se distingue dos outros dias semanais nas zonas comerciais e de serviços que continuam a funcionar e, isso, sim, para quem tem de trabalhar durante este dia, torna-o mais igual aos outros dias da semana, ainda que os trabalhadores possam beneficiar do direito ao descanso em qualquer outro dia. Mas não será o mesmo porque, olhando a vivência do domingo para a maioria dos mortais que dele podem desfrutar, pode afirmar-se que este dia da semana, por enquanto, no seu caminho para a igualdade semanal por imposição civilizacional da sociedade ocidentalizada, teima em manter  a sua réstia da magia dominical.

publicado por momento do café às 12:08
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15
Ago 09

O papel sóbrio da vespa-rainha, no seio do vespeiro, as suas escolhas e a sua vontade não foram suficientemente convincentes para reunir de forma tranquila, em torno da sua liderança, todas as vespas e, daquele vespeiro, algumas delas que se colocavam a jeito e foram preteridas, agora, zumbem e o som vai emergindo, em crescendo, perante a opção da vespa-rainha por umas quantas vespas nas listas à eleição para a assembleia de todos os tipos de insectos e aracnídeos do jardim quadrilongo tão rosado, situado a oeste da Ibéria. É latente que, no vespeiro, não é preciso sentir-se a acção de outros insectos e aracnídeos opositores e adversários às eleições a que as vespas também se candidatam. Ali, no vespeiro, notórias e constantes são as ferroadas acutilantes que próprias vespas desferem, prontas a picarem-se umas às outras. Quem assim tem vespas amigas não precisa de inimigos, nem de adversários! Mas a vespa-rainha focaliza a sua branda acção na crítica a todo o estridor propagandístico dos grilídeos, seus adversários políticos mais temíveis. Sempre procurando manter a sobriedade que a caracteriza, não quer, não gosta e foge do show-off. Manifestando-se, veladamente, a vespa-rainha segue alheia ao zumbido emitido por essas tantas vespas que, no seio do vespeiro, mostram-se discordantes com a selecção feita sob a sua liderança. Na sua comunicação com o vespeiro, evita o uso do seu ferrão para que a sua picada não possa provocar uma situação dolorosa que possa atingir consequências que condicionem o apoio e militância das vespinhas sempre tão fiéis no voto. A vespa-rainha conseguirá que algumas dessas destacadas vespas que continuam zumbindo, em discordância total com algumas das suas escolhas, não virem as costas e voem do vespeiro, provocando a deserção de muitos votos? Assim, o jardim dificilmente mudará do tom rosa para uma tonalidade mais alaranjada...que, afinal, todas as vespas desejam, mas que o zumbido vai turvando.

publicado por momento do café às 16:35

13
Ago 09

O regresso ao mundo das tarefas diárias está a efectuar-se paulatinamente. O calor tem inundado estes dias de Agosto e vem complicar o retomar de toda actividade, tornando-se uma desculpa para o adiamento de uma ou outra tarefa. Mas há sempre mais tempo disponível para tal, porque não há nada como o verão em que o dia se prolonga para além do pôr-do-sol. Valham-nos, ao menos, os dias quentes e ensolarados que se tornam muito simpáticos em contraponto aos dias chuvosos e aborrecidos do inverno que parecem eternizar-se até à chegada da primavera que, quantas vezes, a medo, vai acordando a natureza como não querendo desprender-se do frio e da chuva, ou então, tantas outras, a mesma primavera, vai impondo-se como pretendendo dar um ar de verão, com o sol brilhante e graciosamente primaveril destacando-se no céu bem azul. E no ar, vão ficando as cores e os aromas desses dias mais iluminados para que o nosso imaginário nos reporte para os dias quentes de verão que aspiramos ansiosamente... e tão depressa chegam como tão depressa partem.

publicado por momento do café às 00:01
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10
Ago 09

Após uns bons dias de férias, está-se de regresso à rotina. Custa a engrenar nestes hábitos arreigados do dia-a-dia. Não passaram muitos dias, mas parece que o retomar do quotidiano se faz sem qualquer vontade, como se uma recusa inconsciente se quisesse impor e nos envolvesse num torpor que nos ajuda a sentirmo-nos sem reacção para as tarefas diárias que por esperam pelo compromisso de as realizarmos... Enfim, as férias acabaram. Vivam já as próximas férias que, a partir de hoje, começamos a  esperar ansiosamente!

publicado por momento do café às 15:57

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