sexta-feira, 12 de junho de 2026

 publicado por momento do café às 15:31


08
Set 09

Com interesse, tenho vindo a seguir os debates políticos entre os líderes dos partidos que têm tido assento parlamentar. O debate entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas foi o mais esclarecedor e nele lançaram-se críticas ao actual governo do PS, que ambos elegeram como o adversário político comum, com argumentos e com a apresentação de soluções diferentes e de acordo com os princípios ideológicos que os distingue e os coloca à direita e à esquerda no espectro das ideias políticas. Embora em campos políticamente opostos, não se atropelaram nas suas exposições sobre os temas mais sensíveis na governação. Tanto um como o outro líder sabe e conhece bem quem são os seus eleitores, estes não fazem viragens de 180º, nem se confundem nas suas escolhas e como não paira no ar o receio de fuga recíproca de eleitores de um partido para o outro, os líderes souberam aproveitar o debate para contribuírem para um melhor esclarecimento de todo o eleitorado português para que este, no momento que vai depositar o seu voto na urna, mostre o que quer e, principalmente,  o que não quer para Portugal e saiba escolher com responsabilidade.

publicado por momento do café às 22:01

04
Set 09

Tudo acontecia até 24 de Abril de 1974. A palavra democracia não fazia parte do léxico dos políticos daquela altura. Tinha-se medo de falar, mas falava-se. E escrevia-se. A censura truncava o que não era politicamente conveniente para a época, fazia o seu trabalho em prol de um poder político dominador, castrador da pluralidade político-ideológica. Todavia, havia muita gente com consciência do que se passava neste país, tinha-se esse conhecimento e assumia-se a consequência do delito de opinião ou da atitude crítica perante a censura institucionalizada que se reconhecia exposta e imposta e, sobretudo, coartava a expressão da liberdade de pensamento. Alcançada a democracia com o 25 de Abril, pensar-se-ia que, passados trinta e cinco anos, ela estaria definitivamente instalada em Portugal e que nunca mais a censura reinaria por aqui. Mas não. Revivem-se momentos em que parece que a livre expressão sofre um constrangimento de cariz político como se a quisessem tolher sob o jugo de um novo estilo censura, mais velada, que se vai manifestando pontualmente até ao momento em que ostensivamente se revela como ameaça à democracia.

publicado por momento do café às 11:21
Tags/etiquetas: 

02
Set 09

Tardiamente, o Sr. Primeiro-ministro e a  Sra. ministra da Educação deram conta que erraram na comunicação com os professores. Semearam momentos de tensão e desconsideraram os professores na sua actividade docente. Alhearam-se do descontentamento que instalaram  na classe quando milhares de professores se manifestaram na rua. O Sr. Primeiro-ministro e a Sra. ministra da Educação desculpam-se, agora, com  falhas na comunicação e pelo que afirmam, parecem pôr em dúvida a capacidade dos professores compreenderem o alcance das diversas medidas  que  traçaram para a Educação. A actuação foi de desrespeito face à posição dos professores relativamente à avaliação, aos concursos, ao estatuto da carreira docente, etc.  Contudo, torna-se oportuno e dá-se uma mudança na estratégia e no juízo que faziam dos professores porque são necessários os votozinhos, que as eleições se aproximam. Na altura do acto eleitoral, só espero que os professores não sofram de amnésia e se recordem dos atropelos que sofreram no seu estatuto, na sua cidadania e na sua dignidade profissional.

Afinal, tudo o que se passou entre o Governo e os professores foi uma questão de delicadeza.

publicado por momento do café às 18:54

01
Set 09

Agosto acaba de nos deixar. Sendo o mês mais esperado durante o ano, parece que ele se consome num simples estalar dos dedos e, quando damos conta, já Setembro entra de mansinho como querendo aproveitar-se dos dias ensolarados com que Agosto nos brindou para nos compensar dos doze meses que esperámos pelo seu renovado regresso. Longe do rebuliço dos restantes meses do ano, Agosto embala-nos numa dormência como se mergulhássemos num outro mundo que nos deixa despertos para o lazer e o ócio e imperiosamente nos afasta de aqueloutro que nos escraviza. São os momentos de nos vingarmos da rotina, dos compromissos inadiáveis, da rigidez das horas e dos horários, da submissão ao trânsito, do cansaço das grandes cidades. Parece que em Agosto nada se passa ou melhor, que “tudo nos passa ao lado”. E eis que chega Setembro, voltamos à nossa realidade diária e, durante mais doze meses, aguardaremos um outro Agosto e guardaremos a esperança de gozar aqueles dias de preguiça que ele, novamente, nos proporcionará.

publicado por momento do café às 01:34

Sem comentários:

Enviar um comentário