quarta-feira, 17 de junho de 2026

🪁INTUIÇÃO E INCLINAÇÃO...

 04 abril2009

Na ordem do dia, atualmente, há duas formas de decisão: por intuição ou por determinação. Recentemente, um julgado, em determinado momento de um jogo de futebol, decidiu sancionar uma falta com a marca de grande audiência. Mais tarde, confrontado com o erro de avaliação, não o admitindo, justificou o que decidiu por intuição. A equipe defraudada ultrapassou o direito à indignação com atitudes de educação duvidosas. E, por falar em “educação”, conforme li no relatório do Público para aqui o ato de decisão que será por concepção conforme as afirmações do Sr. Secretário de Estado da Educação. Este responsável está “inclinado a não invocar o interesse público” como contestação às disposições cautelares que os Professores de Espanhol tencionam apresentar para suspensão do concurso para preenchimento de vagas. Foi um tremendo erro que, por portaria e no regulamento, o concurso admita que qualquer professor com qualificação profissional numa qualquer Língua Estrangeira ou em Português e com o DELE do Instituto Cervantes (correspondente ao nível C2 do Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas), possa ser opositor, em igualdade de condições, a professores que obtiveram a sua licenciatura e profissionalização em Espanhol. O resultado, caso o concurso se realize, lesará os professores que fizeram o seu percurso académico e uma licenciatura para aquisição de competências pedagógicas para o ensino do Espanhol. Não há muitos anos a existência de professores de Espanhol nas nossas escolas e, em termos de posicionamento na lista graduada do concurso, eles serão prejudicados em relação aos professores já com mais tempo de serviço na carreira docente, licenciados e profissionalizados noutra língua estrangeira e com o DELE do Instituto Cervantes. Então veremos professores de Espanhol que não conseguirão ficar colocados nas 220 vagas criadas para o quadro de nomeação definitiva. Os alunos que optam pela aprendizagem do Espanhol têm direito de exigir professores que estejam legalmente habilitados e o Ministério da Educação tem a obrigação de não os defraudar. O Sr. Secretário de Estado da Educação só pode estar “inclinado” pela exigência de uma aprendizagem motivada e de um ensino do espanhol competente, direitos legítimos dos alunos e isso suscita a invocação do verdadeiro interesse público.

Quando os responsáveis ​​tomam decisões de extrema importância e as justificam por intuição ou por intenção, os resultados e consequências fragilizam-os. Afinal, somos humanos e falíveis. Admitir que tomámos decisões erradas e corrigir o erro, só enobrece.

publicado por momento do café/ mariam 🐸


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