quarta-feira, 1 de julho de 2026

🫅Dragãozinho Azul 🦎


Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar de criança,
lá no castelo
no alto do monte,
o que guarda?
Guarda
a esperança
da linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar imponente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que esconde?
Esconde
a linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar sorridente,
lá no castelo
no alto do monte,
o que defende?
Defenda
uma linda princesa
de rara beleza.
Dragãozinho azul
de doce olhar,
ar altaneiro,
lá no castelo
no alto do monte,
o que espera?

Espera
o cavaleiro,
que leva
a linda princesa
de rara beleza.

 

(Rimas Pró João)


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🍓Abril e a sombra da desgovernação

 15 Abr 11🍓

Abril chegou com um belo menu. Daqueles que não podemos desperdiçar. Quem não ansiava os belos dias de sol e céu azul? E o menu chegou e superou as expectativas. Veio completo. Sol, céu azul, calor, muita luz e praia para desfrutarmos serenamente. E nós merecíamo-lo. Eis senão que a sombra da "desgovernação", tão visível mas que tantos negavam, assoma e sob este céu primaveril, definitivamente, confirmamos enganos e mentiras... E ao sol quente de abril, espoliam-nos a esperança e secam o fruto dos sacrifícios que nos impuseram.

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🛶🛶Partiu!

 05Jan11

Amargo, teve o sabor da animosidade. Na crise que o marcou, foi austero e exigente nos sacrifícios. Inseguro, ofereceu-nos um quotidiano de incertezas. Brumoso, tolheu-nos a esperança nos dias que o tornaram tão difícil. Impiedoso, quando a natureza manifestou a sua força face à impotência do homem. Partiu, por fim. Ano tramado, 2011! 

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Um momento vivido...

maria29 Mai 12

 Um momento vivido é irrepetível. O presente não segura o momento vivido. O presente torna-se passado. Nítidos ou desvanecidos, os momentos vividos deixam imagens que o presente pode revisitar. Na linha de tempo, ficam essas imagens que a memória grava e retém: pessoas, factos, situações, emoções, sentimentos que desenham o nosso percurso de vida.

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🧗🏇🤼‍♀️⛹️🤼‍♀️🤾🚴Criança

 01 Jun 12

João e Tiago são crianças com tempo para brincar, rir, correr, ir à escola, estudar, fazer birras. Sempre presentes estão aquelas a quem não dão o tempo de serem crianças, a quem negam a infância...                                                     



 

                                                        B    Criança

                                                                é o tempo

                                                                de brincar,

                                                               correr,

                                                              saltar,

                                                                      jogar à                                                                   bola.

                                                                Criança

                                                                   é o tempo

       de ir à escola    

aprender  a ler,

escrever e contar.

Criança

é o tempo

de voltar p’ra casa,

a cantar,

a rir,

 a brigar

 com os amigos.

 Criança

é o tempo

de dormir,

 sonhar

um mundo novo

a construir.

Criança

é o tempo

de crescer,

ser o Homem

de amanhã,

e ter,

em suas mãos,

a alegria de viver.

     Rimas Pró João

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⛅A míngua dos euros ao sol em recessão

10 Jul 12

No calendário dos dias, julho irrompeu inson⛅✨so, a outra metade do ano teve início e segue condicionada à míngua dos euros... Já sobrevivemos a meio ano de dias austeros e a metade complementar chega forçosamente colada à "imoralidade" da situação que vivemos. Não a causámos e carregámo-la, sim! Contamos com outros tantos dias de sacrifícios, muitos de contrariedades que, acomodadas ao nosso quotidiano, nos comandam, e de tal modo, que nos encostam à fronteira entre a resignação e indignação, sempre em desequilíbrio e reequilíbrio que se alternam, porque a esperança, a grande ausente, falha ou é tão diminuta que pouco se vislumbra à luz do sol, em recessão, neste julho atípico que cumpre os seus dias.

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Aniversário do Tiago ao sol de julho//

 23Jul 12

O sol finalmente tomou conta de julho. A água da piscina, ao sol que escaldava, convidava a um banho refrescante e, entre mergulhos e brincadeiras, a criançada não se fez rogada. Agradável tarde de domingo passada em casa dos outros avós, onde se festejou o 7º aniversário do Tiago.

 

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🤐🤐Apetece-me questionar: “POR QUÉ NO TE CALLAS?”

24 ouT12

A palavra está bem paga. Está em alta. Bem cotada para quem profere nossa mídia e "merecidamente" se julga digno de ser bem remunerado na proporção direta da fluidez com que faz uso dela. Sem descontos, mesmo que ela seja incontida, enrolada e demagógica. Sem acréscimo de valor à cotação corrente, ainda que esclarecedora e sensata. Debate-se, comenta-se, analisa-se, opina-se, especula-se, conjetura-se, prevê-se... A palavra está plena " em ". Crise, défice, dívida soberana, troika, BPN, PPP, Scuts, Madeira, remunerações, agravamento, impostos, taxas, desemprego, recessão, OE! Quanta palavra...ops! E bem martelada para que se não escape alguma ou se esqueça que é austera e seu efeito é penalizador. Estafada, ela baralha, confunde, desanima, amedronta. Desastrosa no cotidiano do cidadão. E, se a palavra produz um efeito tão nefasto, qual o motivo por que se atura tanto palrador? Apetece-me questionar: " Por qué no te callas ?"

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🏬🏬BPN e mais um outono

02Nov 12

Era uma vez um lindo jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, onde, sob o indefinível zunzum de incontáveis insetos que ali esvoaçavam, viviam uns gafanhotos gigantes que, unidos por um incontrolável apetite, saltitavam sem limites e buscavam todas as oportunidades que os conduzissem ao mais promissor e farto devorismo. Aqueles gafanhotos, com desmedida e voraz ambição, arrastavam muitos outros que, movidos pela ganância e, como predadores que eram, se lhes juntavam para se converterem numa praga insaciável que engordava descomunalmente. No jardim, todos os insetos os reconheciam como gafanhotos gigantes, confiáveis, insetos de bem, acima de qualquer suspeita. O comum dos insetos que tranquilamente zoava por ali, tão confiante e transbordando ingenuidade, jamais pensaria que tal praga de gafanhotos gigantes pudesse causar tamanha devastação no jardim quadrilongo. Gafanhotos gigantes, máscaras de seriedade, escondiam a avidez pela colheita fácil e, em ataques devastadores e menos claros, provocavam um enorme flagelo predatório no jardim, infligindo-lhe um ruinoso dano. Todos os insetos, no jardim, tinham como certo que o grilo com a função de supervisão da atividade dos gafanhotos gigantes, inseto bem remunerado e cercado de muitos privilégios, estaria atento a toda aquela voracíssima onda polífaga. Mas tal ação de zelo não acontecia. O grilo zelador, inquirido, estridulava ingenuidade e excessiva credulidade no mais destacado gafanhoto gigante daquela praga destruidora. O resultado redundava em estragos de grande monta que os grilinhos falantes, eleitos democraticamente e então governantes do jardim, já em desespero de causa, decorria um domingo de outono, tiveram de o mandar ajardinar, em modo "nacionalização". Outros outonos passavam. Comissões de inquérito depois, no jardim quadrilongo, chegava mais um outono e, sem factos concretos nem provas novas, tudo continuava por esclarecer sobre a colheita danosa que uma Brutal Praga Nefasta de gafanhotos gigantes tinha infligido ao jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, a sudoeste da Europa.

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🪤Há um vazio de poder político de qualidade na Europa🪤

06Dez 11 

Merkel e Sarkozy teimam num acordo por eles cozinhado e que pretendem impor aos outros países do Euro com condições que nem eles podem cumprir... Não têm ideias, nem soluções. O rumo desta Europa de que fazemos parte continua à deriva. Os responsáveis dos outros países da zona Euro estão de costas virados uns para os outros e parecem alheados das estratégias franco-alemãs que antecedem cada Cimeira da U. Europeia. Cada um olha para os problemas específicos que o seu país atravessa e não há um político que dê um murro na mesa e ponha a Merkel e o Sarkozy em sentido. Transversalmente há um vazio de poder político de qualidade que percorre a União Europeia. Por isso, estamos como estamos e não é só de agora. A capacidade de decisão continua arredia...

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🗳️Eleições presidenciais 2011: os candidatos

 20janeiro11

O mundo continua a girar e Portugal, quase letárgico, vai girando alheado. Uma azáfama eleitoral percorre o país do norte ao sul. Os candidatos às presidenciais, avaliados por galopins, desdobram-se em arruadas, feiras, comícios e jantares. É o jogo da luta pelo voto do povo. Joguem as palavras que definem as qualidades que os diferenciam e apresentam-se ao eleitorado. Um candidato proclama-se o arauto da confiança e da competência. Outro apodera-se dos valores da democracia e revisa-se como a guardião da república e do estado social. Ainda outro afirma ser a única alternativa à necessidade de rotina e de mudança. Um outro candidato, um não profissional da política, apresenta-se como o cruzado da confiança para recomeçar Portugal. Ainda outro, qual D. Quixote, escolhe os destinatários e desfere ataques verbais a quem chama de tiranetes e outros quejandos da política. Por fim, outro candidato reduz o seu propósito de luta contra a renúncia ao pedido de explicação que exige a um dos seus concorrentes, o seu alvo preferencial. Debates, comentários, análises, opiniões alimentam jornalistas especialistas em política nacional, comentadores, analistas, formadores de opinião e uma casta de politólogos que pulam por aí. Esmiúçam, analisam, abalizam palavras e ações dos candidatos e dos seus apoiantes mais diretos e influentes. O resultado é um amálgama de opiniões e conjecturas. Especulam-se estratégias, apontam-se soluções políticas, inconclusivas e confusas, que o povo, simplesmente, despreze. Por isso, no ar, paira a sombra de um outro candidato, sem rosto – a abstenção – com a força de desvirtuar o resultado do ato eleitoral.

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🌴África minha

 31jaN11

Não resisti. A banda sonora de John Barry para o filme "África Minha" de Sydney Pollack (1985) , distinguido com vários Óscars (1986) , incluindo a melhor música e a banda sonora original está sempre presente na minha memória.

 

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2016 quase a partir

30 Dez 16

2016 está quase a partir. Foi intenso na alegria e na dor. Tal qual a geringonça que cronologicamente o percorreu e que se presumia instável e a prazo, ora bamboleoando-se mais para a esquerda, ora mais para o centro-esquerda, 2016 lá se foi aguentando também. Uns dias mais a contento, outros mais para esquecer. Foi um ano em que tudo pôde acontecer, quer para o bem quer para o mal. Foi rico em acontecimentos que perdurarão na memória das gentes. Não será recordado co2016 quase a partirmo mais um ano que foi cumprido mas, sim, repleto de memórias registadas para a História da Humanidade, desde o brutal terramoto em Itália ao terror dos atentados (Bruxelas, Nice, Istambul, Berlim); do cheiro a medo, sangue e morte em Alepo ao drama dos refugiados que atravessam o mar em busca da Paz e com esperança em melhores dias. Em 2016, o Homem continuou a ser o ator cruel e o observador condoído nos dias mais negros do ano. Como esquecer? Também outros acontecimentos não podem ficar esquecidos porque, de forma imprevista, a Morte levou gente da música, do cinema, da televisão, do teatro, da ciência, do desporto, da política. Saudade e tristeza. Vidas que partiram e deixaram um memorável legado à Humanidade. Por fim, resta recordar, no rol dos acontecimentos de 2016, que Portugal foi Campeão Europeu! 

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