10 de maio de 2009
Ao som do zumbido difundido pelo vespeiro, a vespa-rainha foi emergindo e, gradualmente, crescendo. Na espécie social que caracteriza o vespeiro de qualquer espectro político, a vespa-rainha instalou-se de forma discreta e, por algum tempo, manteve-se silenciosa. Já acomodada e rodeada de vespas seus apoiantes, no vespeiro, fomentou uma mudança circunstancial para objetivar soluções que enfrentem a situação embaraçosa que resultou da crise econômica e financeira para qual dos seguidores da economia selvagem arrastaram o mundo. Consumada a sua eclosão política, acompanhada por tantas outras que lhe são fiéis, procura organizar e controlar o seu ninho de vespas para que a verdade, a opinião e a vontade de uma qualquer outra vespa, mais combativa, não sobressaia. É premente que ninguém consiga influenciar, nem sequer consciencializar o vespeiro com causas fraturantes que possam trazer estragos à sua posição de vespa-rainha. Não quer e detesta o exibicionismo, imbuído de atitudes sóbrias, procura comunicar com o vespeiro, evita o uso do ferro acutilante para que a sua picada não se possa traduzir numa situação mútua de luta dolorosa que venha a ganhar repercussão, condicionando o voto das vespinhas aderentes. Mas desenganem-se as vespas que julgam que uma vespa-rainha não é combativa. Atormentar e fraudar são as marcas do seu combate. Ela é direcionada para um alvo específico. O seu desejo é cravar as marcas do seu ferro no poder dos grilos, esses seres cantores que estridulam e ressoam com sons amplificados, produzindo um canto muito particular com a finalidade de atrair os populares grilinhos votantes. Muitos destes consideram os grilos cantantes como amuletos de sorte, pois um grilo representa a ''sorte'' que poderá ser manifestado em benfeitorias que os grilinhos não querem perder, nem querem alienar. Mas o canto dos grilos depois de uma proposta de solução apresentada pela vespa-rainha, pode ser julgado como se a mesma não tivesse passado de um dichote e, simplesmente, é ignorada pelos grilos cantantes. E estes, avessos às críticas de ideias e a propostas de solução, preferem cantar em uníssono para que a estridulação resulte! Não param! Isso é motivo para causar mais segurança na vespa-rainha e em todo o vespeiro que acolita à sua volta. A vespa-rainha sente-se fortalecida e transparece uma oposição responsável face ao poder grilídeo, reagindo incomodada, parte para o ataque aos grilos cantantes. Ela procura atingi-los com o seu ferro para que eles reduzam ao mínimo os possíveis sons estriladores e para os silenciar e os amordaçar – consulta um dos notáveis grilos cantantes. E logo ele! A sua necessidade de estridular é constante, premente, sentindo-se ameaçadoramente amordaçado...pela vespa -rainha
publicado por momento do café/ editado/mariam
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