29 23 Dez 11
Naquele tempo, lá em casa, a árvore de Natal e a figura do Pai Natal não faziam parte do nosso Natal. O presépio é que nunca faltava. Era a presença emblemática do Natal que se vivia em família. Lembro-me que, à meia-noite, o Menino Jesus era colocado nas palhinhas do presépio. Era a hora, então, de pôr os sapatinhos junto ao fogão que ficava sob a chaminé da cozinha e ir para a cama. Mas a ânsia de ver os presentes que o Menino Jesus trazia não nos deixava dormir e obrigava-nos a madrugar para espreitar os presentes. Quantas vezes, eu e os meus irmãos até já os tínhamos descoberto num dos guarda-fatos lá de casa. Mas guardávamos segredo. Bem escondidos! - pensava a mãe. Era uma alegria...
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