O8 Set2009
O Debate🎤🎤
Com interesse, tenho vindo a seguir os debates políticos entre os líderes dos partidos que têm tido assento parlamentar. O debate entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas foi o mais esclarecedor e nele lançaram-se críticas ao actual governo do PS, que ambos elegeram como o adversário político comum, com argumentos e com a apresentação de soluções diferentes e de acordo com os princípios ideológicos que os distingue e os coloca à direita e à esquerda no espectro das ideias políticas. Embora em campos políticamente opostos, não se atropelaram nas suas exposições sobre os temas mais sensíveis na governação. Tanto um como o outro líder p e conhece bem quem são os seus eleitores, estes não fazem viragens de 180º, nem se confundem nas suas escolhas e como não paira no ar o receio de fuga recíproca de eleitores de um partido para o outro, os líderes souberam aproveitar o debate para contribuírem para um melhor esclarecimento de todo o eleitorado português para que este, no momento que vai depositar o seu voto na urna, mostre o que quer e, principalmente, o que não quer para Portugal e saiba escolher com responsabilidade.
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04.Set2009
Tudo acontecia até 24 de Abril de 1974. A palavra democracia não fazia parte do léxico dos políticos daquela altura. Tinha-se medo de falar, mas falava-se. E escrevia-se. A censura truncava o que não era politicamente conveniente para a época, fazia o seu trabalho em prol de um poder político dominador, castrador da pluralidade político-ideológica. Todavia, havia muita gente com consciência do que se passava neste país, tinha-se esse conhecimento e assumia-se a consequência do delito de opinião ou da atitude crítica perante a censura institucionalizada que se reconhecia exposta e imposta e, sobretudo, coartava a expressão da liberdade de pensamento. Alcançada a democracia com o 25 de Abril, pensar-se-ia que, passados trinta e cinco anos, ela estaria definitivamente instalada em Portugal e que nunca mais a censura reinaria por aqui. Mas não. Revivem-se momentos em que parece que a livre expressão sofre um constrangimento de cariz político como se a quisessem tolher sob o jugo de um novo estilo censura, mais velada, que se vai manifestando pontualmente até ao momento em que ostensivamente se revela como ameaça à democracia.
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