22Ago 09
Suspeição, acusação, provocação, invenção, insinuação, maquinação circulam por aí e substantivam uma forma conjuntural de exercer a intriga política para que nela se possa embrulhar a democracia e, de tal modo, que, para finalizar toda esta acção, só reste o acto de atá-la com o laço “dourado” da intolerância e do desrespeito pelo cidadão pacato e cumpridor. Com pretensos tiques de democráticos, sente-se a permissividade destas acções, a máscara de impunidade dos seus actores está presente e respira-se o receio que um nó final possa arrochar os fundamentos da verdadeira democracia. Quo vadis democracia?! Ou antes, para onde pretendem que caminhes, porquê e para quê? O sentimento e o estado de alma da sociedade actual são de desconfiança, insegurança e desesperança que se colam à pele do cidadão comum, e uma réstia de força anímica parece não ser suficiente para, em tempo útil, recolocar o pundonor no exercício da democracia. A reinstalação da esperança torna-se prioritária para que se restaure a confiança nas instituições e no poder político eleito livremente. Mas tudo depende do papel dos mesmos (instituições e políticos) no desempenho, na interpretação e na reavaliação da democracia que se caracteriza pelo respeito e pela tolerância face à vontade, ao querer e ao crer dos cidadãos conscientes dos direitos e deveres cívicos e políticos.
publicado por momento do café
Sem comentários:
Enviar um comentário