09Abr 09
Vão voando por aqui e por ali, ziguezagueando, são rápidas e ágeis a assentar arraiais onde podem alimentar-se de privilégios e troca de favores. Com visão apurada, adaptam-se, às mil maravilhas, a todas as circunstâncias, movem-se subservientes, parasitam em torno do “poder” que veneram e defendem a pés juntos, jurando pela honra que não têm. Justificam e branqueiam, despudoradamente, decisões e erros do chefe porque, compulsivamente, precisam de gravitar à sua volta com uma fidelidade inquestionável. Muda-se o poder, muda-se o chefe, mudam-se os interesses e são-lhes exigidas novas mudanças. Como seres alados providos de asas transparentes e dotados de um campo visual de 360º não se deixam amedrontar perante uma nova situação, usam todo o seu jogo de cintura e persuasão e, como predadores de valores e princípios que são, ei-los a bajular o novo senhor. A gente como esta, eu chamo de “libelinha.”
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