14 Abr 14
Abençoado sejas, café! E não só neste dia mundial. Dás ânimo nos momentos das “quebras” e despertas quando o cansaço nos quer roubar as forças, física e psíquica, que as tarefas quotidianas exigem e nos damos à necessidade daquela pausa, que já não se dispensa, para te saborearmos e nos sentirmos reconfortados. E "quem" melhor que tu, pode dar aroma e sabor, quando, à mesa e em ambiente descontraído, a amizade e o companheirismo se celebram, enquanto se vai jogando conversa mole ou até mais pretensiosa? Abençoado sejas, pois
11 Mar 14
Faço o meu momento do café em dia de sol com sabor a primavera. No café, através da vidraça, enquanto saboreio o meu "café", olho o constante vaivém de carros na rua e o movimento dos transeuntes que caminham nos passeios que a ladeiam. Uma correria. Cruzam-se. Mal se olham. Desviam-se. Seguem alheados. Taciturnos e solitários na multidão. Vão entregues aos pensamentos e, como não há forma de os adivinhar, o jeito é pôr-me aqui a conjeturar. Uns apressam-se, quem sabe, sob o peso das preocupações como se pretendessem fugir e escapar-lhes, antes que a esse fardo desequilibre a indignação que os sustém e os prende à rotina diária, com tudo de bom e de mau que oferece. Outros, quem sabe, seguirão agarradas à esperança que ainda as prende à realidade. A esperança será, talvez, a boia a que se agarram. Afinal, mesmo em dia de sol, há o medo no futuro, na perda de rumo, do mergulho no desespero. Ela é a salvação para que não se afundem na resignação de quem caminha carregando tantas incertezas.
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