09 Mar 14
E este mês de março resolveu "arrepiar" caminho e fazer umas tréguas com a chuva que já cansava e entristecia os dias. E o sol impôs-se. Que seja para durar. O inverno tem sido tão rigoroso que o cinzento dos dias precisam de ser diluídos pelo brilho e o calor do sol para ganharem cor. Só foram dois dias tão luminosos, esperamos por mais e ficamos na expetativa de que a primavera cumprirá o calendário.
O inverno tardio e violento parece que decidiu partir e dar espaço à primavera que se sentia intimidada, e tão discreta e receosa andava que mal se dava pela sua chegada. Agora, sim, a luz, o brilho, a cor, o vigor da primavera parecem querer tomar conta dos dias no cumprimento da renovação que se deseja e que já tardava. Por fim, sente-se que o sol se acomoda, toma conta do quotidiano, ilumina os dias. Deseja-se que o faça em modo primavera. Abril, em dias de sol primaveril, sabe tão
É primavera e ele está de volta. Ele que tem o nome do filósofo. Ele que agora também é dado à filosofia, como o outro, o grego. Ele está, pois, de volta e consta que será comentador na RTP. Nada que surpreenda porque na rádio ou na televisão é tarefa a que se dedicam alguns políticos e uns tantos ex-políticos encostados "às boxes". Por que não aceitaria tal tarefa, o nosso mais recente filósofo? Quero saber o que tem para nos dizer! Quem sabe se não pedirá desculpa por nos ter metido numa camisa de 7 varas! Ou se lembre, talvez, que temos memória curta e espere que lhe digamos: "Volta Sócrates, estás perdoado!" Ou, então, neste tempo de silêncio para reflexão filosófica, tenha concluído que o velho ditado popular "atrás de mim virá quem de mim bom fará" possa aplicar-se, a seu favor! É esperar para ver o que Sócrates, em modo comentador, tem para dizer sobre a nossa atualidade política. Por hoje, fico à espera da prometida entrevista na estação pública de TV. Confesso, estou curiosa.

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