sábado, 13 de junho de 2026

 28 Jun 12

Decidir um jogo de futebol com penalties, depois um desgaste físico e anímico, sabe-me a desrespeito pela verdade desportiva entre duas equipas que se defrontam com garra. Em caso de indecisão, queimadas as etapas que têm de conduzir a um resultado final eliminatório, o recurso à marca de penalties tem o fator emocional muito presente. É uma decisão que advém de uma disputa solitária no confronto de dois jogadores adversários. Sós e a sorte conta. A sorte deixa o sabor a batota para vencedor e vencido. E o resultado que a nossa Seleção sofreu, tem o sabor a derrota magoada e injusta. Pela alegria no percurso para o Euro 2012 e pela emoção que nos deram enquanto lá se mantiveram até às meias-finais, o meu sentido e enorme obrigado à Seleção de Portugal. Tenho orgulho em vós!

 

  in Recortes dos Blogs do Sapo

publicado por momento do café às 13:28
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23
Jun 12

Noitada de S. João e um turbilhão de gente enche o Porto, esquece a crise, agarra o ânimo que sobra dos problemas do quotidiano e percorre as ruas ao som ensurdecedor e contínuo da batida ritmada dos irritantes martelinhos. Mantém-se, também, o gosto pela velha tradição do alho-porro que sobrevive à imposição do plástico e, sem constrangimentos, há sempre quem se junte à folia dos que, de martelinho na mão, sustêm o ritmo da noite mais comprida, intensa e diferente que a cidade vive. É a festa dos sentidos e da alegria. Sons, aromas, sabores e cores tomam conta da cidade. O aroma do manjerico e o perfume da erva cidreira e da alfazema chegam à cidade e rivalizam  com o cheiro forte e convidativo da sardinha assada. Poucos recusam uma pausa para, serenamente, a saborearem numa barraquita instalada em qualquer canto da cidade. E porque a folia popular é genuína, junta-se à alegria da música incessante que atordoa, prega-se ao encantamento dos balões de S. João, coloridos e iluminados, que sobem para se tornarem nuns longínquos pontinhos de luz que, por momentos, são os "astros" que tiram o protagonismo às estrelas verdadeiras, eclipsadas, mais tarde, pelo brilho matizado do fogo-de-artifício que, lançado do rio, irrompe pelo céu escuro e lhes rouba a noite.

publicado por momento do café às 19:31
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