sábado, 13 de junho de 2026

24 setembro 12

Há dias maus. Felizmente que é amenizado pela atitude das pessoas a quem recorremos para pedir ajuda. E assim aconteceu, desde o médico do Centro de Saúde que logo providenciou a transferência do meu marido para os Serviços de Urgência do Hospital de S. João do Porto, para a equipa médica da SU que avaliou o seu estado e, também, para a equipa médica da Unidade de AVC onde teve de permanência internado. Eu senti que tudo iria correr bem. Tudo estava a ser feito! Também não posso deixar de referir a maneira como foi tratado quando, depois da alta, tive que recorrer novamente ao Serviço de Urgência porque um novo problema de saúde se manifestou.

O meu agradecimento ao médico do Centro de Saúde, ao pessoal médico e de enfermagem e aos auxiliares de ação médica do SU (em ambas as situações) e à Unidade de AVC que estiveram presentes em todo o processo e que desenvolveram para a minha tranquilidade e bem-estar do meu marido. Um grande Bem-haja!


Mariam

publicado por momento do café às 13:05

12
Conjunto 12

Austeridade é uma terapêutica escolhida. Dói. Cai, em nossas vidas, em doses colossais! Com a advertência de que o tratamento vai afetar, ainda mais, o nosso cotidiano. Será violento. Uma dosagem dura. E o recebimento de que surjam efeitos contraindicados, até recessivos. No horizonte, o sacrifício e a sombra do definhamento. Não se descarte a possibilidade de ser necessário recorrer ao reajuste da dose prescrita. Acrescenta-se que, não obstante o tratamento agressivo e duro, a cura não fica garantida. Terapia de choque, sem garantia. Sem prazo à vista. Pobre país, inferno! Vive um dia de cada vez. Umas vezes, com medo. O fantasma de um país exangue. Que morra da cura e não da doença. Outras, com esperança. Contida pelo temor de que possa ser arrancada, a sangue-frio, pelos curandeiros experimentalistas.   

 

publicado por momento do café às 10:58
Tags/etiquetas:   , , , , , , ,        

10
Conjunto 12

O cidadão, o pai, o primeiro-ministro, pessoa em quem não vota, anuncia mais austeridade. Acaba de me desferir mais um muro no estômago. Contorço-me com dor. Esconjuro-a. Ganho menos que há 10 (dez) anos. E não contabilizo os dois subsídios que também foram! Esta austeridade me sufoca. Sinto-me indignada. Não me calo. Onde está o patrimônio? Grito a injustiça. Choro de raiva. Apetece-me partir da louça toda. Ufa! Até eu ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça. Não pare a minha indignação. Quem se junta à minha indignação?

(Texto na linha da carta que escrevi ao PM em 17-10-2011 )

publicado por momento do café às 10:30

06
Conjunto 12

Setembro vem marcado pelo sol abrasador que sufoca. Um vento quente sopra forte. E o fogo traiçoeiro avança. Domina. Não dá tréguas. Queima. Desnuda a paisagem. Montes e vales vestem a cor desagradável. Setembro entraste  nos dias ensolarados.    

publicado por momento do café às 14:47
Tags/etiquetas:   , , , , ,      

03
Conjunto 12

Setembro chega luminoso como se pretendesse envergonhar o seu antecessor, um agosto mal resolvido. Ainda que generosamente quente, setembro, no calendário dos seus dias, traz a marca oficial da partida do verão. Por isso, deixa à solta a nostalgia dos dias sem compromissos e tranquilos de mais um verão que se completa. Cumpre-se o regresso e o recomeço. O regresso à escola e ao trabalho. À vidinha de todos os dias. E o recomeço, doloroso e mal engrenado, acaba por ganhar a facilidade do reencontro com o frenesi do dia-a-dia. Sem tréguas. No cumprimento estrito do cotidiano.   

publicado por momento do café às 06:50

Sem comentários:

Enviar um comentário