Ui! Aí vem o derby da capital. Que ganhe o melhor! As equipas da 2ª Circular, em contagem para o dia das grandes emoções, preparam-se com garra. Só a vitória pode manter a diferença ou levar à igualdade de pontuação, consoante os objetivos do Sporting e do Benfica, respetivamente. E um empate? Não interessa! Não muda nada. O Sporting, a força leonina, quer assegurar a vantagem sobre o Benfica, o talento aquilino, que quer a vitória para diminuir a diferença de pontos que os separam.
Com garra bem afinada e sem dó nem piedade, o leão vai arrasar a águia que vai procurar a melhor estratégia para, num voo concretizador, combater o propósito leonino. Ou o Sporting, sob o signo do leão, é demolidor, ataca o plano de voo da águia, esculacha os seus intentos e ganha o derby, ou o Benfica torna-se a águia com chama imensa e, em voo rasante, vigoroso, imobiliza o leão nas redes, e rapina-lhe a vitória.
Que o resultado final do jogo seja a expressão fiel da história do “derby”.
Agosto, que ofereceu dias agradáveis e momentos de ócio, deixa a marca indelével da coragem dos bombeiros e das vidas que se perderam no combate às chamas que desarvoraram por todo o país e que transformaram tanta área de floresta e mato em campos de cinza e desolação. Um combate desigual entre chamas e homens. E, nesta luta tão assustadora e desproporcional, quem ganha é o fogo que não se rende facilmente à valentia e tenacidade dos homens. Impõe cansaço, exaustão e muita coragem a quem o combate. Imponentes e poderosas, as chamas não se compadecem com o sofrimento dos seus adversários na luta, sem tréguas, que os obrigam a travar. Vidas consumidas. Tragédia que ensombra os dias de agosto. Perdas irreparáveis e dolorosas que se lamentam e ficam marcadas na lembrança cinzenta deste agosto.
O meu respeito por tantos Homens e Mulheres que arriscam a vida, que não se intimidam com a força traiçoeira das chamas. Bem hajam! Paz eterna àqueles que, arriscando a vida, partiram cedo demais.
O governo faz lembrar aquelas criancinhas que gostam de medir o pulso à autoridade paterna. Sabem que estão a infringir as regras que os pais impõem. E moem, moem, insistem, pressionam, mesmo sabendo que vão receber um não dos pais.
Ando práqui a pensar como são longos os meses que um simples mortal tem de penar para gozar uns merecidos dias de pausa que se consomem num abrir e fechar de olhos. Sem culpa nem remorsos, gosto de mergulhar na pausa retemperante do sentido da renovação do ânimo que a vida exige. Por isso, é bom saborear agosto. Traz o bem-estar de um descanso desejado e o benefício do aconchego à leveza do outro lado da vida, o do lazer, das férias, dos dias tranquilos e agradáveis que, por uns dias, me deixam afastada das “coisas” mais sérias do dia-a-dia. E agosto, porque corre mais livre, espalha a sensação de que nada de importante se passa, ou melhor, que tudo (ou quase tudo) passa ao lado. Tem um senão, confesso. Parece correr depressa demais para a realidade dos meses que sobram para as chatices do quotidiano e o cumprimento dos horários rígidos. Reiniciar o programa das atividades diárias, enfrentar o lado do sentido obrigatório da vida, ao longo de uma nova contagem, de verão a verão, até que o desejado agosto seguinte se faça presente e, com ele, os dias de preguiça, no bom sentido e por direito, claro, não é pera doce. Um curtíssimo ciclo, mais leve, dá lugar a outro, mais duro, mais longo, desgastante, mas necessário. Uma prova de resistência. Depois, como toda gente, habituo-me ao ramerrame. Por enquanto, a sensatez, essa diz-me que não desperdice os poucos dias de agosto que ainda restam. Os sinais do recomeço e a entrega ao trabalho e às rotinas, o lado dos compromissos, por ora, arrumam-se até setembro. Depois, ficará a lembrança de mais um agosto.
Surpresa, surpresa! Pois é, andavam aos papéis… e eles escafederam-se. Este verbo, quando pronunciamos as suas últimas sílabas, lembra um aroma putrefacto que empesta os ditos papéis. Aqueles que se procuravam. Os dos swaps. Que chatice. A palavra swaps já chegava aos ouvidos num som sibilino. Dava uma sensação desagradável e enigmática. Tocar-lhes devia causar mal-estar, por isso, imaterializaram-se. Por via dos sentidos, já só falta saber o paladar (amargo, não é?), não vá alguém tê-los tragado.
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