02 Dez 11
E dezembro chegou. Faltam uns escassos trinta dias para completarmos mais um ciclo de trezentos e sessenta e cinco dias que se sucedem sob o signo da crise. Depois encetaremos um novo ano com a promessa de que vai ser duro e difícil. Aprecio que o governo seja frontal, transparente, que não esconda o sol com a peneira, que nos faça sentir a verdade nua e crua da crise que nos assola. Mas será que a verdade de quem nos governa não poderá ser complementada e levemente "adoçada" com uma nota de esperança? Mesmo que ténue. Sabemos que o pesado e austero legado, que vem do passado e nos acompanha no presente, pode paralisar o nosso querer e pôr em causa o nosso futuro comum. Por isso, precisamos de alento. De muito alento! Só a esperança nos poderá dar a força que não nos deixa subjugar à resignação ou à indignação. Olhamos o hoje e o amanhã e só vislumbramos sacrifícios. Receamos que mais sacrifícios nos sejam impostos. E haverá a esperança de que todos eles merecerão todo o esforço que nos é pedido, sob pena de, exauridos, nos afundarmos no fracasso e no desânimo coletivo? Esperamos que uma luz de esperança nos seja apontada por quem governa! Só ela poderá ser o clique que basta para que as gentes do meu país se entrelacem numa cadeia de luzes de esperança que ilumine a nossa vontade e o nosso esforço para continuarmos a trilhar este caminho de escolhos.
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