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Há pouco para escrever. Estou em contagem decrescente para umas desejadas férias. Para dar cumprimento ao horário do programa escolhido para o merecido gozo de férias, vai ser necessário partir para Lisboa no dia anterior à viagem. Ano passado, não houve tempo para as férias que estavam pensadas para Setembro. Torna-se necessário deixar a concha por uns dias para bem do equilíbrio mental porque não é muito aconselhável passar 365 dias, no mesmo lugar. É preciso mudar os horizontes, respirar outros ambientes, conhecer e experienciar outras vivências para quebrar esta rotina anual que nos cansa e a que o quotidiano nos conduz.
É preciso ultimar e organizar tudo aqui, em casa, para quem não vai de férias e, agora, é já tempo de embalar a trouxa e zarpar.
*Venham mais cinco, ZECA AFONSO
Aproveitei para fazer uma arrumação no sótão que é o lugar de eleição do João e do Tiago porque é lá que se guardam os brinquedos que vão deixando cá por casa. Quando descobrem qualquer brinquedo já esquecido e com que não brincavam há muito tempo, é uma festa pegada porque os dois disputam o mesmo brinquedo. Não faltam carros de todos os tamanhos e marcas e, por isso, deixo uma rima que fiz para o João.
ZÁS, TRÁS…LÁ VAI UM
Zás, trás…rua abaixo,
Zás, trás…rua acima,
Lá vai um,
Lá vão dois,
três carrinhos
a passar.
Um é meu,
outro é teu,
outro é de quem o guiar!
O carrinho lá de cima
desce, desce,
sem parar…
Ai, quem o vai travar?
O carrinho lá de baixo
sobe, sobe,
devagar…
Ai, quem o vai empurrar?
E o outro carrinho?
Parou!
Coitado!
Não sobe,
não desce.
A gasolina acabou!
RIMAS PRÓ JOÃO
Algo intrigava a população daquele jardim quadrilongo, onde a rosa se impunha pela sua cor e o perfume dominante. Ali, a oeste da Ibéria, as formiguinhas intelectuais fervilhavam com ferroadas de raiva, enquanto os grilos cantantes estridulavam de revolta. Um facto toldava o ambiente democrático do jardim.
Nem os grilinhos, nem as formiguinhas mostravam vontade de assumir um esclarecimento sobre o acontecimento que veio a lume, provocou tanto ruído e colocou tantas dúvidas aos habitantes daquele jardim quadrilongo. Formiguinhas, vespas, gafanhotos, louva-deus, escorpiões e outros insectos e aracnídeos questionavam de que lado estava a verdade ou quem é que mentia.
Tanto o dirigente do grupo dos grilídeos, como o dirigente do formigueiro gladiavam-se e no centro da luta, uma joaninha que afirmou que fora, insistentemente, seduzida pela cor, pelo aroma do jardim e pelo canto dos grilinhos. Procura-se, pois, a tal joaninha para que venha pôr fim a todo este imbróglio que pôs o jardim em polvorosa . Os seres vivos que por ali pululam, têm o direito de conhecer quem não diz a verdade...
Ontem, sábado, foi o dia de nos reunirmos cá em casa para o jantar de família e antes de partir para férias, o que acontecerá no próximo fim de semana. Portanto, foi um dia que dediquei, com gosto, aos tachos e ao fogão. Foi uma noite cheia de vivacidade e muito ruído, porque o João e o Tiago, como é habitual, fizeram questão de monopolizar o Marco para a louca brincadeira. Aproveitámos o ensejo para cantar os parabéns ao Tiago que fez anos na passada segunda-feira. À sobremesa, então, comeu-se uma tarte de maçã e um bolo de aniversário com o WALL-E para o Tiago apagar as quatro velas, depois da família lhe cantar os parabéns. No fim, o indispensável e saborosíssimo café que foi servido, como é costume, pelo Miguel.
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