sábado, 13 de junho de 2026

 30 Dez 10

Um novo ano deveria ser sempre uma surpresa... e como qualquer surpresa que se preza, deveria ser recebido como um presente. Este ano, abre-se uma excepção. O presente traz laço e chancela que não podem faltar como acessórios decorativos da austeridade com que nos brindam, digo, impõem para 2011. Desatemos o laço. Desembrulhemos o presente com a firme convicção que dentro dele, no meio da tralha desagradável que nos é "oferecida", encontraremos algumas (poucas) coisas boas... e acreditemos q.b. (para não nos desiludirmos, nem perdermos  a réstia de esperança que nos acalenta o ânimo) que, em 365 dias, acharemos momentos felizes.

29 Dez 11
ue nos trará 2011? É esse desconhecimento que receamos. Mas a vida é assim. Uma aventura. Nunca sabemos o que nos reserva o instante seguinte. Uma certeza já temos. O ano de 2011 vai chegar embrulhado com o laço e a chancela do Orçamento de Estado. Um presente envenenado. Restrições na protecção à família e à saúde, agravamento dos impostos e contribuições, cortes salariais significativos, desemprego e precariedade laboral e toda a inimaginável parafernália de contenções virão acondicionados no pacote. A angústia e a ansiedade já nos invadem. Sabemos, de antemão, que tanto sacrifício não será bastante para este Estado sanguessuga insaciável que gere "a coisa comum" com incompetência, que gasta mais do que pode e nos atira, inexoravelmente, para o abismo da dívida externa. E há receios? Sim. A falta de trabalho, o adiamento ou a ausência de perspectivas na construção de um futuro estável certamente que vão gerar tensão social e as situações de conflito estarão latentes. Contudo, não vejamos 2011 somente por este prisma tão pessimista. Pensemos tambéme em particular, que cada um de nós terá e viverá bons momentos. Não serão muitos. Darão para reinventarmos nichos de optimismo que reforçarão a nossa resiliência às adversidades e às privações. Relativizemos a situações que vamos viver, adaptemos-nos às circunstâncias para priorizar os objectivos. Tracemos o plano que deverá conter múltiplas estratégias de superação, de contorno, de fintas à crise, e tudo o mais que nossa imaginação, que se torna mais produtiva nos momentos difíceis, nos possa aconselhar. É preciso crer e querer que os momentos bons amenizem os maus por que passaremos. Comecemos por festejar, com pompa e circunstância, a chegada do novo ano. Vivamos essa noite. Ao som do estalar dos foguetes que rompem a noite, olhemos o colorido do fogo de artifício que ilumina a escuridão do céu... Sob essa aura de luz e de cor, a esperança marcará presença. Nem que seja em dose residual, valerá a pena contar com ela. Levantemos as taças, brindemos o recém-chegado e façamos votos para que o momento se multiplique por mais 365 dias. Sabemos que não serão muitos os momentos de alegria que possamos viver ao longo de 2011. Mas vivamo-los intens

26 Dez 11
E Dezembro, em tom cinzento e frio, consome-se apressadamente como se o quiséssemos resumir aos instantes da celebração do Natal e à preparação dos festejos de mais um ano que finaliza para deixar entrar o novo ano que se perfila para começar. E Dezembro, num brinde a Janeiro que chega envolto numa fina camada de esperança que teimamos em conservar para bem da nossa sanidade mental, esvai-se fugidio e envergonhado na transmissão do testemunho de austeridade, de desemprego, de momentos difíceis que, forçosamente, 2011 te

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