sábado, 13 de junho de 2026

 25 Abr 12

  Abril*

 

Vinhas descendo ao longo das estradas,

Mais leve do que a dança

Como seguindo o sonho que balança

           Através das ramagens inspiradas.

 

                             E o jardim tremeu

                               Pálido de esperança.


*in  Obra Poética I (pág. 91) de Sophia de Mello Breyner Andresen, Ed. Caminho, 4ª edição.

publicado por momento do café às 13:04

16
Abr 12

O tempo de turmas numerosas já passou e há muito. A escola era uma realidade, hoje é outra e bem diversa. A escolaridade obrigatória confirmou-a. Numa qualquer turma de uma qualquer escola, os alunos não têm igual capacidade de compreensão, aquisição e aplicação dos conteúdos programáticos, por isso os resultados de desempenho diferem de aluno para aluno. Ritmos de aprendizagem e desempenhos diferentes não podem ser entendidos como inócuos no processo ensino-aprendizagem e, numa qualquer turma, a competência do professor não se limita à "transmissão de conhecimentos" e à avaliação dos bons resultados atingidos pelos alunos que aprendem bem. Alarga-se e consolida-se, sobretudo, na desmultiplicação de estratégias, ações e meios a que recorre para executar a planificação de tarefas e atividades que traça e que contemplam as diferenças na aprendizagem e no desempenho e, simultaneamente, o cumprem a programação curricular, tendo sempre em mente o objetivo comum que propõe para todos os alunos, o sucesso escolar, positivo e de qualidade, reconhecendo, no entanto, que o mesmo é expresso com diferentes gradações quantitativas de acordo com a avaliação de conhecimentos e o nível de realização de cada um. Em turmas alargadas, grandes, esse trabalho torna-se humanamente frustrante porque o professor não consegue, com eficiência, atender, dar resposta e receber o justo retorno do trabalho que realiza com todos eles.

publicado por momento do café às 16:37
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15
Abr 12

E os botões abriram e são... estas lindas rosas.

 

publicado por momento do café às 16:29
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14
Abr 12

Já lá vai o tempo em que uma ou duas chávenas de café não chegavam para me manter desperta para as atividades diárias a cumprir. Tornei-me, então, uma "dependente" do café. Logo de manhã, por volta das 7 horas da manhã saltava da cama para me deliciar com um cafezinho. Hoje, estou bem mais contida. Quando o cansaço me afeta, recordo que costumava dizer que o café até dava vida a um morto. Um café, bem na hora, retempera-me as forças. Guardo-lhe o aroma que não obedece a limites.  Invade  e perfuma a casa. Depois, saboreá-lo é um momento único. É o meu momento do café.

publicado por momento do café às 17:46
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