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Perspectiva-se um começo de fim-de-semana bem preenchido, agora que as férias de Natal estão a chegar. Foi a festa de Natal das crianças com 3 e 4 anos e a apresentação foi muito alegre, com expressiva componente interdisciplinar. A par da língua Portuguesa, cantaram em Inglês e Espanhol, que fazem parte do currículo de formação. A princípio, o Tiago, apreensivo, procurava na assistência a presença dos pais e quando os localizou, ofereceu aquele sorriso de felicidade. A par da participação dos colaboradores do Colégio que cantaram para os seus alunos, a festa culminou com a participação dos pais das crianças desta faixa etária que, por turma, cantaram canções de Natal para os seus filhos. No dia seguinte, foi a festa de Natal do João, estivemos presentes, incluindo a priminha. Houve canções de Natal, uma história contada pelos professores e enriquecida com fantoches e os pais, também, por turma, participaram com canções alusivas à quadra natalícia. Não faltou o Pai Natal que distribuiu balões por todas as crianças. Depois do jantar, foram ao Coliseu do Porto e assistiram ao espectáculo de Circo que os encantou. Até tiraram fotografias com o filhote de tigre e nenhum dos três se sentiu intimidado. Foi um dia tão cheio de emoções que, no regresso a casa, acabaram por adormecer.
A escola, no passado, com uma cultura dominante marcadamente selectiva e destinada às elites, determinou um desajustamento sócio-cultural que provocou o afastamento de muitas famílias do processo escolar dos alunos. Ainda hoje, após o surgimento da massificação do ensino, esse afastamento persiste. Pela sua experiência, os professores reconhecem que há muitas famílias que se sentem desmobilizadas, procuram demarcar-se de todo o processo educativo, tomam uma posição de total alheamento, ou então, delegam à escola a função e o papel que lhes competiria em relação à educação dos seus filhos. Convém referir, também, as famílias que vivem em permanente conflito com a escola. Mostram animosidade nas relações com a escola, transmitem um complicado envolvimento parental que, muitas vezes, acabam por influenciar, de forma negativa, o comportamento e prejudicar os resultados do desempenho escolar dos filhos. Face a casos destes, a escola deve tomar uma atitude de firmeza e, simultaneamente, de muita subtileza para gerir e ultrapassar as situações menos pacíficas. Havendo a consciencialização de que a atitude familiar exerce influência considerável em todo o processo e desenvolvimento educativo do aluno e pretendendo-se que ela seja favorável e útil, torna-se necessário e indispensável que a escola, ciente do seu papel específico no processo ensino-aprendizagem, crie um clima propício para que nela se estabeleça, sem percalços, o envolvimento parental.
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