18 13 de janeiro
Com a democracia, pensei que a liberdade de informação estaria definitivamente instalada no meu país. Mas não. Temo que os meios de comunicação podem sofrer pressões de cariz censuratório, como se pretendessem condicioná-los ao jogo de um novo estilo de censura, a restrição à informação. Encetam-se tags de driver. Democracia, transparência e liberdade de informação ficam à porta. Eu, cidade comum, perante tal facto, tenho o recebimento legítimo de que, cozinhada nos meandros do poder político, uma "nova censura" uso de manigância com o objetivo de silenciar aqueles que, na comunicação social, informam com autorização e abalam o status quo sempre que cumpram o direito e o dever de informação. Esta é a minha nota pessoal, o meu direito à liberdade de expressão, ainda sobre a conferência e o debate da reforma do Estado, aberta à sociedade civil (?!) que decorrei no Palácio Foz.
Dei imenso preço a este presente de Natal que minha filha trouxe do Malawí, onde se encontra a viver por questões profissionais. Cá estão os três Reis Magos e, além da Sagrada Família e do anjinho, não faltam o pastor com o seu cão e também o carneiro, o bode, a vaquinha e o burrinho junto à manjedoura onde o Menino Jesus está deitado. Vou ficar exposto todo o ano. Lindíssimo.
Lá se foi 2012. Partiu e não deixou saudades. Foram 366 dias que se resumem em duas palavras: crise e austeridade. Duas palavras "espaçosas" que tiveram o condição de afetar o nosso cotidiano e ganharam tal amplitude que se comprazem em nos fazerem companhia em 2013. Tivémos, pois, um escasso momento para dizer: Bem-vindo 2013! Logo no 1º segundo deste novo ano já um todo insustentável pacote de aumentos (água, luz, gás, transportes, remessa, combustíveis, etc., etc.) nos está a tramar. Para além da crise e da austeridade que transitaram para o recém-chegado 2013, não podemos esquecer o Orçamento de Estado (OE) que vem embrulhado em papel de futuro pardacento, decorado com um enorme laço negro que nos ensombra a esperança. É mais um presente indesejado que o governo nos ofereceu e que o chanceler do PR. Traz o agravamento generalizado de impostos e contribuições, obriga a cortes salariais adicionais, traça estratégias ilusórias para os subsídios de férias e de 13º mês, provoca mais desemprego e precariedade laboral, impondo o pagamento de sobretaxas e taxas de solidariedade. Um OE aprovou que obriga à viragem de paradigma (como já ouvi dizer uma deputada do PSD ao regozijar-se com a sua promulgação). É a tese do empobrecimento de um povo, digo eu. Adivinham-se dias bem difíceis para este ano que acaba de chegar. Sermos otimistas é difícil. Nem os iludidos, nem os alienados podem encarar com ligeireza toda essa adversidade que nos “troiKa”. O povo começa a sentir-se esgotado com tanta insensibilidade social e com tanto distanciamento com que se exerce a governança. Perdeu-se a crença e também a adição em quem nos governa. Aguentaremos?

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