08 09 de julho
Quero deixar, aqui, apenas três notas sobre o que mais me chamou a atenção, ultimamente, neste país, no que diz respeito à informação que é veiculada pelos canais televisivos. A primeira diz respeito ao rescaldo da apresentação de Cristiano Ronaldo, no Estádio de Santiago Bernabéu, como jogador do Real de Madrid. Foi mais do mesmo e, em todos os noticiários, foi repetida grande parte da reportagem. Foi um massacre constante. Mas esse tipo de informação é que nos encanta os ouvidos e acaba por nos provocar tédio e desinteresse.
A segunda nota refere-se às cerimónias fúnebres de Michael Jackson. Bem sei que foi à escala planetária, mas já bastou uma semana anterior em que se falou tão exaustivamente da morte do rei da música Pop. Paz à sua alma.
A terceira nota é sobre a proposta que Manuel Alegre fez às duas candidaturas, Ana Gomes e Elisa Ferreira, como únicas que vão beneficiar da dupla candidatura, para que escolhessem entre o Parlamento Europeu e para que fossem eleitas ou para que se retirassem das suas candidaturas às eleições autárquicas. Claro que a decisão da direcção do Partido Socialista (PS) de proibir a dupla candidatura e que os dirigentes dos distritos aceitaram, tornou-se injusta para os candidatos mais recentemente indicados para como autárquicas e que não poderão constar nas listas para deputados à Assembleia da República. A transparência tão apregoada que se proclama e exige, chegou tarde demais, provocada polémica e em termos políticos, os vistos sentem-se prejudicados em relação às duas candidaturas referidas... Mas que culpa têm, Ana Gomes e Elisa Ferreira, se as regras do jogo foram mudadas? Quem actua demonstrando falta de coerência foi a Direcção do PS e as suas estruturas distritais ao aceitarem tal mudança imerecida! E, para calar as acusações do Partido Social Democrata (PSD), usam uma transparência que, afinal, não é ampla e não é a justa proporção entre os diferentes candidatos propostos pelo mesmo PS
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