A chuva dá tréguas. Maio, que cumpre a sua reta final, oferece um dia quente. Desço a rua até ao mar, caminho pela praia e aproveito o sol que tão escondido tem andado. Ficam as imagens.
A tranquilidade do mar em dia de sol.
As flores que dão cor às dunas.
A ribeira corre para o mar.
Os dias passam e o calendário cumpre-se vertiginosamente. Correm! Mal acabaram de passar o Natal, as festas, os doces, os presentes, o início de um novo ano e, em escasso mês e meio, o Carnaval chegou, esgotou-se e partiu encharcado. S. Valentim veio e vai embora em dia de temporal. É tempo de inverno alagadiço que cinzenta a alma e inunda o corpo agarrado à sucessão dos dias aborrecidamente cinzentos e tristes. É um inverno chuvoso que transborda, destrói e arrasta qualquer boa disposição que ainda resta para encarar as condições metereológicas adversas que se fazem sentir. São dias e dias de chuva que apetece dizer: Basta! Dias de sol precisam-se! Mas os simples mortais não têm poder para exigir uns poucos dias de sol!



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