terça-feira, 16 de junho de 2026

 02 Fev 13

São grifos de poleiro...

Espartilham-me o sonho,

arrancam-me a certeza,

rasgam-me o futuro,

vestem-me a tristeza.

Desalento cobre os ombros,

farrapo de esperança,

sou corpo nos escombros

mortalha da governança.

Com forças p'ra além de mim,

denuncio tal espoliação,

ninguém me esbulha assim,

e à resignação, grito: não!

São tantos, tantos, os danos,

veemente, grito: basta!

Não perdoo mais enganos.

Rapaces! Comilança!

Ergo-me, sem medo, sem frio.

Minha bengala, a esperança.

Caminho. Tremo. Um calafrio.

Não cambaleio. Aguento.

Meu suporte, a indignação.

São grifos de poleiro...

Nada deixam, nada dão.

Voam raso, tudo rapinam.

Abutres sem lei, nem coração!

         mariam


Minha amiga. Ontem estive a ler o seu poema e adorei. Não tenho comentado porque como deve saber parti um dedo e custa-me escrever, mas hoje já era dia de tirar a tala e com algum esforço tenho tentado comentar e responder aos amigos. Agradeço-lhe de coração a amizade e visitas. Cada palavra que me deixa e devo dizer que fiquei maravilhada com este poema e com a força reivindicativa e interventiva que tem tão em falta na nossa sociedade. Gostei muito. Devemos lutar e exigir uma vida melhor. Respeito das instituições. Um grande beijinho, um abraço apertado. Mais uma vez obrigado e uma boa semana!
Fátima Soares a 3 de Fevereiro de 2013 às 19:31
Minha amiga,
Um governo insensível só me merece indignação.
 Um beijinho.
mariammomento do café a 3 de Fevereiro de 2013

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