02 Fev 13
Espartilham-me o sonho,
arrancam-me a certeza,
rasgam-me o futuro,
vestem-me a tristeza.
Desalento cobre os ombros,
farrapo de esperança,
sou corpo nos escombros
mortalha da governança.
Com forças p'ra além de mim,
denuncio tal espoliação,
ninguém me esbulha assim,
e à resignação, grito: não!
São tantos, tantos, os danos,
veemente, grito: basta!
Não perdoo mais enganos.
Rapaces! Comilança!
Ergo-me, sem medo, sem frio.
Minha bengala, a esperança.
Caminho. Tremo. Um calafrio.
Não cambaleio. Aguento.
Meu suporte, a indignação.
São grifos de poleiro...
Nada deixam, nada dão.
Voam raso, tudo rapinam.
Abutres sem lei, nem coração!
mariam
Minha amiga. Ontem estive a ler o seu poema e adorei. Não tenho comentado porque como deve saber parti um dedo e custa-me escrever, mas hoje já era dia de tirar a tala e com algum esforço tenho tentado comentar e responder aos amigos. Agradeço-lhe de coração a amizade e visitas. Cada palavra que me deixa e devo dizer que fiquei maravilhada com este poema e com a força reivindicativa e interventiva que tem tão em falta na nossa sociedade. Gostei muito. Devemos lutar e exigir uma vida melhor. Respeito das instituições. Um grande beijinho, um abraço apertado. Mais uma vez obrigado e uma boa semana!
Fátima Soares a 3 de Fevereiro de 2013 às 19:31
Minha amiga,
Um governo insensível só me merece indignação.
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