quinta-feira, 27 de agosto de 2026

OS ACRÍTICOS DA GOVERNAÇÃO

 20Jun2011

Os acríticos comportam-se como libelinhas, preenchem uma longa fila de gente ligada aos media, mais uns quantos políticos, os profissionais e os outros que, voluntária ou obrigatoriamente afastados da atividade política, se ajeitam à prestação de um serviço público, mas num outro registo. Os acríticos não picam, não desferem picadas agressivas na governação como fazem os detratores, mas esvoaçam, também, pelos canais da comunicação. Assumem-se, alguns, como formadores de opinião. Alimentam a opinião pública com análises e comentários à atualidade política, fazem registos opinativos que podem ser tão prejudiciais quanto o pessimismo dos detratores. Por vezes, tangem a bajulação que o poder político não pode aceitar porque a ação governativa tem de ser exercida e criticada com independência e transparência, no compromisso da confiança e na defesa da crediblidade. Gente bajuladora é tão dispensável quanto gente detratora. Ambas recusam o sentido da imparcialidade que deve estar presente quando se julgam as palavras e os atos de quem pode estar do mesmo lado ou do lado oposto dos interesses dos julgados. Exige-se gente que opine, que exerça a crítica com isenção.

publicado por momento do café/mariam🐸




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