04 MAI2015
Neste país, em que alguém já sugeriu que se deveria suspender a democracia, já nada me causaria admiração... ! Era véspera de mais um 25 de Abril e eu nem queria acreditar na notícia que acabei de ouvir. A raiva tomava conta de mim! Uma proposta de Lei com diretrizes inacreditáveis "sacudia" a comunicação social e como cidade não poderia aceitar que a dita proposta viesse a passar no nosso sistema democrático e parlamentar. Nela, cozinhava-se a exigência de um plano prévio e detalhado sobre a cobertura das campanhas eleitorais que os diferentes órgãos de comunicação social deveriam entregar a uma comissão mista (CNE e ERC) para avaliações e, se não o fizessem, ficariam sujeitos a pesada sanção. Só me apetece perguntar o que pretendiam os seus autores com as limitações à liberdade de informação que nos acompanha há 41 anos? Desejavam um novo controle jornalístico e que fosse autorizado, que devesse acompanhar a liberdade de informar, ficasse adormecida? Receba pelo aparecimento do lápis azul na mão de quem se prestaria a tal ação de analisar os ditos planos. E, tendo seguido o desenvolvimento da notícia, concluí que a tal proposta, afinal, nascerá de geração espontânea, pois nenhum dos 3 maiores partidos políticos prometeu a sua autoria e, segundo afirmaram, não passando de um documento de trabalho. Assim, a verdadeira paternidade continua incógnita, mesmo depois do aborto provocado pelas ondas de choque e pelas reações de indignação que provocaram na comunicação social. Gostei da força dos meios de comunicação ao denunciar e recusar veementemente o condicionalismo que denotava tiques de censura, a tal que ficou enterrada, lá atrás, há 41 anos. Ressuscitá-la, sim, seria anacrônico.
publicado por mariam/momento do café/mariam 🐸
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