19AGO2009
Actualmente, este dia da semana, o domingo, vai-se tornando equivalente aos restantes dias que a completam. Tem vindo a perder-se, há muitos e muitos anos, o hábito de o considerar um dia diferente, não só porque é marcado pelo calendário, em termos da nossa civilização, como o dia destinado ao descanso, mas também por ser o dia dedicado, no culto católico, à participação na missa dominical. Estes hábitos têm vindo a diluir-se e o domingo passou a fazer parte do fim-de-semana mais alargado que, hoje em dia, contempla o sábado. E quantas vezes, quando há feriados, o tal ambicionado fim-de-semana estende-se por mini-férias, sempre tão convenientes quando se pode usufruir das chamadas “pontes”. O domingo, nos grandes centros urbanos, em nada se distingue dos outros dias semanais nas zonas comerciais e de serviços que continuam a funcionar e, isso, sim, para quem tem de trabalhar durante este dia, torna-o mais igual aos outros dias da semana, ainda que os trabalhadores possam beneficiar do direito ao descanso em qualquer outro dia. Mas não será o mesmo porque, olhando a vivência do domingo para a maioria dos mortais que dele podem desfrutar, pode afirmar-se que este dia da semana, por enquanto, no seu caminho para a igualdade semanal por imposição civilizacional da sociedade ocidentalizada, teima em manter a sua réstia da magia dominical.
publicado por momento do café/mariam 🐸
Sem comentários:
Enviar um comentário