29 JUN2009
Com os festejos ao São Pedro, termina
o ciclo de festas aos santos populares.
A época chega ao fim e, com ela, acaba
o lançamento dos balões tão queridos das gentes do norte do País. Os balões emprestam o encanto, a cor, a beleza
às festas muito populares, de cariz tão religioso que oferecem a oportunidade de se reviverem as tradições que são
ao jeito folgazão do povo português. São lançados tantos balões, tão belos e tão coloridos que, no momento exacto,
do seu lançamento, recusam essa fugaz existência, perdem todo o fulgor e, sem brilho, desaparecem no céu da noite...
Muitos outros pantenteiam a chama
e a luz aos olhos de tantos foliões que os observam nessa viagem tão arrojada
e triunfante que fazem. E, com o brilho
de uma existência tão efémera, sobem
e galgando o céu estrelado, sem plano definido e ao acaso, tornam-se ínfimos pontinhos longínquos que, lá longe, na noite estrelada vão desaparecendo...
Eu sou um dos foliões que se deliciam
com estes balões que iluminam a noite de festa e os olham com encantamento
quando correm e traçam o céu até se
extinguirem. Então, em tom de gracejo,
ouvem-se vozes a gritar: “Ó patego,
olh'ó balão.
publicado por momento do café/ mariam🐸
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