quarta-feira, 26 de agosto de 2026

3️⃣FAMÍLIA E ESCOLA: PAIS NA ESCOLA (3)

07Mar2010

Os professores, assumindo-se co-responsáveis pelo percurso educativo do aluno, devem criar estratégias de “inclusão” dos pais na escola para que estes sintam a necessidade da participação na vida escolar dos filhos. Actualmente, a estrutura da família vem sofrendo transformações e as mudanças (princípios, valores, atitudes, comportamentos,...) que acontecem na sociedade, sob os aspectos económico, social e cultural, são os factores que caracterizam a diversidade que chega à escola. Tendo em mente que o lema actual é a construção de uma escola para todos e o objectivo é o sucesso escolar, torna-se necessário que a planificação dos conteúdos curriculares e das actividades escolares (complemento curricular e extra-curriculares) contemplem, o mais possível, todos  os ângulos distintos e diferenciados que completam a amplitude que essa diversidade toma e que define a sociedade e a escola actuais. Para que tal resulte, é indispensável e forçoso que sejam criadas todas as condições que possibilitem a expectativa positiva de sucesso escolar para todos os alunos, motivo mobilizador para que os pais marquem uma presença mais constante na escola. A par desta estratégia que deve ser desenvolvida e que chama os pais à escola, os professores podem sensibilizá-los para estarem atentos aos sinais de comportamentos desviantes (ex.: o bullying e consequente vitimização) para que, em tempo útil, escola e pais promovam acções de prevenção e, se necessário, tracem um plano de intervenção em casos concretos que surjam no contexto escolar ou no seu perímetro envolvente e que podem provocar resultados trágicos à comunidade onde a escola se insere. A escola, os pais e  comunidade escolar não podem viver de costas viradas. Todos, embora com papéis diferentes, em última instância, têm de se entender para bem do futuro que ajudam a construir.

publicado por momento do café/mariam  🐸
O caso de bullying ocorrido em Mirandela vem expor à saciedade a gravidade desta praga. O problema já ultrapassou os portões escolares para entranhar-se de uma forma asquerosa na vida social e no local de trabalho. Porque não estamos a falar apenas de uma obsessão pelo poder, da dominação sobre um indivíduo, mas de um agressor que ameaça tornar-se num potencial criminoso. Esta forma de intimidação pode ter tido origem dentro do ambiente familiar onde a educação infantil não foi devidamente acautelada. A escola de Mirandela foi a primeira a descartar-se, por isso, à semelhança do que aconteceu noutros países com casos semelhantes, deveria ser duramente responsabilizada, começando pelo autismo das chefias e reforçando a vigilância preventiva de todos os intervenientes do sistema educativo.
Dylan a 9 de Março de 2010#

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