28 DEZ2009
A escola, aceitando as vantagens que advêm das relações positivas que se estabelecem com a família, continua a desenvolver e a implementar uma prática de aproximação dos pais para que estes sintam, cada vez mais, a necessidade da participação e do compromisso no percurso educativo dos filhos. É importante acrescentar que o professor deve procurar conhecer os diversos contextos em que o aluno se movimenta e interage (escola, casa, família), independentemente de estrato sócio-económico e cultural de pertença. Assim, o professor pode aperceber-se da relação do aluno com os pais e/ou outras pessoas com quem tem laços de vinculação ou sociais que lhe permitam estar atento às causas subjacentes a alguma situação irregular que interfira no comportamento ou embarace o aproveitamento escolar do aluno, para que, em tempo útil, possa intervir adequadamente, contando com a colaboração dos pais e/ou outros na recolha de informação. Não se pode confundir a participação ou o envolvimento parental com as tentativas que alguns pais encetam com vista a imiscuírem-se nos assuntos e na tomada de decisões no que concerne à elaboração do projecto curricular de escola e/ou de turma, aos métodos e às estratégias adequadas nos processos de ensino e de aprendizagem, tendo como adquirido que as orientações curriculares, pedagógicas e didácticas competem aos professores. Contudo, cabe aos pais e aos encarregados de educação, e é lícito que o façam, questionar a escola e os professores, sempre que verifiquem que as oritenções curriculares, as propostas pedagógicas, os métodos de ensino e as estratégias e actividades de aprendizagem não sejam os mais adequados e condicionem o desenvolvimento e o percurso escolar dos seus educandos.
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