14 fev2010
Um sonido ensurdecedor entoado por número incalculável de insetos de todos os quadrantes daquele jardim quadrilongo à beira-mar, ali ao oeste da Ibéria, ouve-se e vem no mesmo sentido. É o toque de alerta quando a liberdade de zumbir está em perigo. Logo a grilharia, em todas as frentes, ataca aquele ruído. Nenhum dos grilos cantantes desafina a atitude de proteção ao grilo-mor que se vê confrontado com relevações que, alegadamente, aparentemente aponta para o seu desejo de condicionar o zunzum disparado por tantos insetos que se movem naquele jardim, soltando um zunido que o tanto o incomodam. Todos os grilos estridulam quando o canto do patrão grilídeo é exposto ao desconforto da dúvida e planejam ações para que todo zumbido aquele impertinente não o embarace. É no momento “do toca a reunir” toda a família grilídea, é obrigatório que todos. os grilos cantem harmoniosamente. Não há lugar para os desafinados, e os grilos fazem o canto do compromisso, entoando o mesmo estribilho e sem alterações: não comento mexericos.
publicado por momento do café/mariam🐸
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