19 Out2011
Perdia-se o poder. E não era por acaso. O líder mostrara-se corajoso e determinado mas um autismo político apoderava-se dele. Um ar insustentável de descontentamento e desalento respirava-se na sociedade. Era exigida uma mudança. E, democraticamente, o povo escolhia outra maioria. Após a derrota nas urnas, o líder perdia o poder, demitia-se e era urgente escolher uma nova liderança partidária. Da eleição ao congresso, logo umas quantas "libelinhas" adaptavam-se à nova circunstância. São ágeis e rápidas na demonstração de uma fidelidade inquestionável ao novo líder eleito. Subservientes, esquecem o passado e os compromissos assumidos. E o novo líder "deleta" responsabilidades na pesada herança que compromete o futuro. E porque não? Afinal critica a obsessão com o défice, o que não é muito original. Alguém, anos atrás, já dissera que havia mais vida para além do défice! Por isso a ilusão continua a perdurar para alguns...
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