14 Dez2009
A escola, no passado, com uma cultura dominante marcadamente selectiva e destinada às elites, determinou um desajustamento sócio-cultural que provocou o afastamento de muitas famílias do processo escolar dos alunos. Ainda hoje, após o surgimento da massificação do ensino, esse afastamento persiste. Pela sua experiência, os professores reconhecem que há muitas famílias que se sentem desmobilizadas, procuram demarcar-se de todo o processo educativo, tomam uma posição de total alheamento, ou então, delegam à escola a função e o papel que lhes competiria em relação à educação dos seus filhos. Convém referir, também, as famílias que vivem em permanente conflito com a escola. Mostram animosidade nas relações com a escola, transmitem um complicado envolvimento parental que, muitas vezes, acabam por influenciar, de forma negativa, o comportamento e prejudicar os resultados do desempenho escolar dos filhos. Face a casosp destes, a escola deve tomar uma atitude de firmeza e, simultaneamente, de muita subtileza para gerir e ultrapassar as situações menos pacíficas. Havendo a consciencialização de que a atitude familiar exerce influência considerável em todo o processo e desenvolvimento educativo do aluno e pretendendo-se que ela seja favorável e útil, torna-se necessário e indispensável que a escola, ciente do seu papel específico no processo ensino-aprendizagem, crie um clima propício para que nela se estabeleça, sem percalços, o envolvimento parental.
Sem comentários:
Enviar um comentário