quinta-feira, 12 de setembro de 2013

E setembro cumpre-se

Setembro chega luminoso. Ainda que quente, setembro, no calendário dos seus dias, traz a marca oficial da partida do verão. Por isso, deixa à solta a nostalgia dos dias sem compromissos e tranquilos de mais um verão que se completa dentro de dias. Cumpre-se o regresso e o recomeço. O regresso à escola e ao trabalho. À vidinha de todos os dias. E o recomeço, ainda que mal engrenado, tibuteante, acaba por ganhar a aceitação do reencontro com o frenesim do dia-a-dia. Sem tréguas. No cumprimento estrito do quotidiano.
in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt/(adaptado) 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A agradável leveza de Agosto

(...) O desprendimento com que chega, os horários que rasga, as rotinas que quebra, as obrigações que chuta, o sabor a férias que traz, ainda que a não as gozemos, que vida está difícil, dão-lhe um gosto tão especial. Traz uma espécie de “pasmaceira” que nos atrai, que nos envolve nas 24 horas de cada dia, que nos empurra para o compromisso com o ócio e logo nos faz colar ao direito à preguiça. Por isso, agosto também é cansativo, exige golpes de ação para que possamos sacudir a preguiça que tem o condão de tornar os dias em inutilidade absoluta e cansaço dispensável. Ganhemos, somente, o ritmo leve, a cor suave e o sabor fresco dos seus dias aprazíveis. Sintamos que as obrigações, as inevitáveis e inadiáveis, possam tomar o colorido mais luminoso deste agosto em consumo e com breve prazo de validade. Deleitemo-nos com ele. Deixemo-nos envolver, pois, na agradável leveza de agosto
 mariam in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt/ (excerto)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Um verão que foge

 (...) É o verão dos dias amenos e dos outros mais pachorrentos sob um sol escaldante que, se fosse possível, esqueceríamos tudo e entregar-nos-íamos ao lazer e à preguiça, sem remorsos, porque os momentos destinados à merecida pausa e ao descanso descontraído de verão adiam-se ou vão ficando por concretizar. É o verão dos momentos cansativos, das contrariedades e das exigências diárias que não vão de férias, que nos roubam o verão como se quisessem tomar conta dos dias quentes e luminosos que precisamos de sentir como nossos. É tempo de acreditar nos dias ensolarados que se fazem presentes, olhar céu azul, sentir o ânimo que só o verão tem o condão de nos dar, ainda que, por vezes, nos dececione, esconda os raios luminosos do sol nas manhãs enevoadas e frescas como acontece hoje. (...) O tempo corre velozmente! Julho está na reta final. Agosto tão depressa está aí, como logo estará de partida. Depois, só nos restarão mais uns dias de setembro para saborearmos os bons caprichos de um verão que foge.
mariam in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt/ (excerto)