26.10.11
Se me indigno, não me calo. Refilo. E muito. Reclamo a insustentabilidade de tais medidas de austeridade que nos quer impor. E sempre aos mesmos. A cada murro no estômago, contorço-me com dores, reajo, levanto a cabeça, faço frente e, descontente, oponho-me à estocada seguinte. Revolto-me. Grito a injustiça. Choro a raiva. Barafusto. Parto a louça toda. Uff!!... Até posso ficar cansada de tanta ação, mas não desisto. Não paro esta indignação. Não desmobilizo perante este sentimento de injustiça.
mariam
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