18mai2012
Pobre país! Doente, definava os olhos vistos. Cuidado de tratamento que lhe alivasse o definhamento que o minava e, já em desespero, eram-lhe ministrados PEC's sucessivos e em doses rigorosas de austeridade, que não surtiam qualquer efeito compensador e muito menos terapêutico. Depauperado, caminhava para a falência financeira. Tornava-se inadiável um pedido de ajuda eficaz que garantisse outros recursos que estancassem aquela condição de desfalecimento iminente. Então, pedi-se a intervenção de uma equipa de assistência internacional, a Troika , que acorreu de imediato. Chegou, sugeriu, auscultou, examinou minuciosamente, analisou e confirmou o diagnóstico temido: diversas crises que apontavam para falência múltipla dos órgãos financeiros. Era urgente travar a evolução galopante do estado de saúde do paciente e logo prescreveu o remédio mais adequado e radical: medidas urgentes de ajuste financeiro. Mais austeridade e em doses colossais! Anúncio de que o tratamento seria violento, com manifestação de frequência e graves efeitos recessivos, e não descartava a possibilidade de ser necessário o recurso a novo e mais duro reajustamento das medidas prescritas. Acrescentava-se que, não obstante o tratamento agressivo ao país em questão, a cura não seria garantida. E o pobre país, enfermo, vive um dia de cada vez. Umas vezes, com esperança; outras, com o recebimento de que, exaurido, possa
publicado por momento do café/mariam 🐸
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