quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O derrotado

O candidato dera tudo por tudo. Prometera mundos e fundos. Realçara a obra feita. Desesperadamente, acreditara que estava bem posicionado para vencer. Sonhara que a vitória, mais uma vez, estava no “papo”. A eleição chegava ao fim e a derrota atingia-o. Encerradas as urnas, divulgadas as diversas projeções dos resultados eleitorais, a deceção instalava-se na sua sede de candidatura. E o escrutínio final vinha confirmar a derrota sofrida. A confrangedora e inesperada situação era como um balde de água fria. Assumida a derrota, o silêncio descia sobre os seus apoiantes que deixavam a sede de candidatura deserta. A hipotética euforia da vitória dava lugar à realidade amarga da derrota.
mariam 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

E setembro cumpre-se

Setembro chega luminoso. Ainda que quente, setembro, no calendário dos seus dias, traz a marca oficial da partida do verão. Por isso, deixa à solta a nostalgia dos dias sem compromissos e tranquilos de mais um verão que se completa dentro de dias. Cumpre-se o regresso e o recomeço. O regresso à escola e ao trabalho. À vidinha de todos os dias. E o recomeço, ainda que mal engrenado, tibuteante, acaba por ganhar a aceitação do reencontro com o frenesim do dia-a-dia. Sem tréguas. No cumprimento estrito do quotidiano.
in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt/(adaptado) 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A agradável leveza de Agosto

(...) O desprendimento com que chega, os horários que rasga, as rotinas que quebra, as obrigações que chuta, o sabor a férias que traz, ainda que a não as gozemos, que vida está difícil, dão-lhe um gosto tão especial. Traz uma espécie de “pasmaceira” que nos atrai, que nos envolve nas 24 horas de cada dia, que nos empurra para o compromisso com o ócio e logo nos faz colar ao direito à preguiça. Por isso, agosto também é cansativo, exige golpes de ação para que possamos sacudir a preguiça que tem o condão de tornar os dias em inutilidade absoluta e cansaço dispensável. Ganhemos, somente, o ritmo leve, a cor suave e o sabor fresco dos seus dias aprazíveis. Sintamos que as obrigações, as inevitáveis e inadiáveis, possam tomar o colorido mais luminoso deste agosto em consumo e com breve prazo de validade. Deleitemo-nos com ele. Deixemo-nos envolver, pois, na agradável leveza de agosto
 mariam in http://momentodocafe.blogs.sapo.pt/ (excerto)