sexta-feira, 12 de junho de 2026

A Camila aproveita para olhar o mar neste lindo dia de muita luz, céu límpido e mar ciano.

 

publicado por momento do café às 12:31
Tags/etiquetas: , , , ,

19
Set 14

Na anunciada e molhada partida do verão que nem sequer por cá andou e nem pediu desculpas pela sua ausência, são surpreendentes os pedidos de "desculpas" e a assunção de responsabilidades políticas dos responsáveis pelas pastas da Justiça e da Educação. São atitudes que, por mais humildade que deixem transparecer, não passaram de formalidades sem conteúdo direto e consequente, não repõem a credibilidade, são só para cidadão ver. Quem governa pode errar, o ser humano é falível, mas porque detém o poder executivo tem o dever de saber e conhecer, ver e entender, prevenir e evitar erros que possam ocorrer com a decisão que toma e prever as consequências prejudiciais e de difícil resolução que podem emergir antes, durante e depois que todo o processo e os procedimentos sejam iniciados. Não se exige que um governante seja um dotado especialista, mas deve entender e ter conhecimentos sobre a área que tutela. Exige-se que na sua equipa haja gente competente e não os "mártires" que vão carregar todo o descontentamento dos cidadãos quando a "coisa" dá para o torto. Quem governa deve assumir a culpas quando comete errros. Um simples pedido de desculpas não os desculpabiliza de nada. Exige-se, sim, a coragem de tomar uma atitude política, entenda-se, um pedido de demissão.

publicado por momento do café às 12:22

05
Set 14

A empreitada chegou ao fim. Não foi nada fácil. Ao fim de um mês, e sob um verão que se mantém tímido, sobram o cansaço e o alívio de que tudo que havia para fazer está feito. A decisão estava em marcha e destralhar a moradia de dois pisos e o sótão seria uma obra penosa, mas de coragem. Tanta sebenta, tanta fotocópia, cadernos A4 e A5 com exercícios realizados, livros de estudo… mas era necessário aquela ação de despejo. Quanta tralha acumulada nas estantes do sótão, caixas com peluches da A., até brinquedos do João e do Tiago, chávenas de café de uma suposta coleção que o M.D. iniciou, distribuídas por cestas tipo piquenine, cheias de pó e que nunca passaram de um ajuntamento numeroso e bem poeirento. Enfileiradas nas prateleiras, inúmeras pastas de arquivo com a planificação de aulas, testes avaliação, registo de avaliação de alunos, várias caixas grandes, tipo Ikea, onde ainda foram encontrados livros do 12º do M., disketes sem conta e já passadas ao estado obsoleto, cd`s com trabalhos académicos guardados, material eletrónico por todo o lado, incluindo as gavetas dos roupeiros. Um horror! O apego afetivo às tralhas que se acumulam, ano a ano, contribui para que tomem conta de tanto espaço em casa e, depois, vem aquela pouca vontade, sempre adiada, de se fazer uma limpeza radical, um trabalho tão necessário quanto odioso. A certa altura, quando toda a ação de limpeza se torna inadiável e se vai concretizando,  os montes de papel, essa tralha “esquecida” por diferentes espaços da casa, parecem emergir de todos os cantos e sente-se aquele pó que deixa marcas escuras de sujidade nas mãos. Irrita e arrepia de repulsa. Só apetece largar tudo e, mais uma vez, adiar o trabalho de destralhar a casa. Mas como o que tem de ser tem muita força, desta vez teve de ser. E foi. Trabalho cumprido!

publicado por momento do café às 11:29

11
Ago 14

Uma persistente nebulosidade vem cobrindo agosto e, em tempo de honrarias e foguetório ao santo padroeiro de uma qualquer terrinha, o que está a marcar o rebuliço do verão nacional é a queda de um santo financeiro. Nem os sons festivaleiros, a bombar por todo o lado, conseguem silenciar o estrondo que acordou a pasmaceira estival. Um grito de "sacanice" ouviu-se, tomou conta do verão, e nem o Espírito Santo, o divino, conseguiu contrariar tanto "diabolismo" à solta. Pés de barro e soou o eco do trambolhão ruinoso! Um brado aos céus! A tranquilidade dos dias de veraneio foi quebrada desde que um santo financeiro perdeu a tramontana e é ver o burburinho que corre. Um espírito do mundo financeiro caiu do altar com desmedido impacto que cavou um buraco descomunal. A poeira tóxica que levantou é de tal perigosidade que muitos, uns gananciosos e outros incautos, jamais verão o "cacau" que investiram. O tal espírito, santo que pululava entre os mundos financeiro, económico e o poder político, vai procurar uma saída airosa. Será mais um momento déjà vu porque os da avidez pelos ganhos e os tristes enganados, tão confiantes nas lides da alta finança, arriscaram e perdem milhões, apanham os cacos da ganância e aprendem que os santos financeiros não fazem milagres, mas que há talento para o engodo. E, de toda a situação que atravessa este verão tão arredio, sobrou um bad bank para além do santo da tramoia dos milhares de milhões e dos tramados pela ganância. A procissão ainda vai no adro e os anjinhos do costume já receiam que, mais uma vez, tenham de pagar o prejuízo que resulta de tanta desfaçatez. 

publicado por momento do café às 09:48
Tags/etiquetas: , , , ,

17
Jul 14

Enquanto o verão acontece, o maior partido da oposição, em atitude de entendimento interno inconseguido, enfrenta a disputa pela liderança. Desgasta-se, que o tempo de decisão quis-se demorado. As inscrições para as eleições primárias já decorrem, marcam o tempo, o que cumpre o calendário e o que desenha o verão e, em plena silly season, que parece que já não é o que deveria ser, capitalizam-se eleitores. Há uma luta que atravessa o costumeiro marasmo político de verão, quando relógio do tempo não para, nem se compadece com as incertezas de um destino político traçado ao longo de uma fastidiosa linha temporal que se quer ver cumprida pelo Partido Socialista (PS), dividido entre os apoiantes do líder e os do candidato seu concorrente. Disputa e dúvidas vivem-se no PS. Tempo consentâneo com certas manhãs de julho que emergem do nevoeiro denso que desce e esconde o sol, pouco seguro, que não corresponde aos anseios das gentes, que não se decide a dar um ar do seu brilho e da sua força. Tudo segue temporizado até que as eleições primárias se consumam, então, sob o respiro outonal e para que delas emane o vencedor, o próximo líder, o mesmo ou o novo, o candidato a primeiro-ministro.

*Em destaque no Blog dos Blogs do Sapo, em 20-05-2014

destaque.png

publicado por momento do café às 16:21

20
Jun 14

Foi constrangedor ouvir um homem do Governo de Portugal falar da aclaração que foi pedida ao Tribunal Constitucional (TC) e que este rejeitou. Enfim, é o que temos e para o que estamos guardados quando há, à solta, quem nos tome como ignorantes e, como o pedido de aclaração não aclarou, ele veio aclarar. Da recusa de aclaração por parte do TC, registou e lançou a diferença de tratamento entre os Funcionários Públicos. Aclarou, aclarou, andou em círculos aclarativos, e suava por todos os poros. Uma manobra comunicacional para ver se os portugueses "emprenhavam" pelos ouvidos e se "atiravam" ao TC. Não sei em que manual de formação sociopolítica intensiva, esta pleiade que nos governa leu, interpretou e tirou a conclusão de que nós, o povo português, somos todos uns parvinhos, uns idiotas, que não percebemos nada "disto" e que não conseguimos interpretar o que dizem os Juízes do TC. O governo substima-nos. Nos conflitos com o TC, quer instrumentalizar-nos e, de tão solidários que são, pretendem fazer crer que também somos vítimas das decisões de inconstitucionalidade que resultam da análise das normas que propõe e, às quais, a sua maioria parlamentar diz "yes". Vá lá, já concluiram que têm de cumprir o que o TC decidiu em matéria da reposição dos cortes e dos subsídios devidos. Conclusão, o pedido de aclaração não passou de uma manobra dilatória. O Governo sempre soube que tinha de pagar. Mas será que queria pagar? Penso, quantas vezes, nestas birrinhas que o Governo faz como as criança ou os adolescentes que tudo questionam para debilitar a auteridade dos pais, que procuram cansá-los pela insistência, que ensaiam umas "estórias" em que só eles acreditam e que "amandam" uns avisos de resistência, à laia de retaliação às decisões que não querem cumprir, quando os adultos responsáveis não cedem e exigem respeito. As crianças ou os adolescentes recebem uns quantos nãos, no momento oportuno e, como são espertos, aprendem, fazem-se finos. Mas com o Governo a aprendizagem tem sido um difícil inconseguimento. E nós cá esperamos as próximas "estórias" com a chancela da austeridade que o governo guarda na manga e que serão alternativas às medidas rejeitadas. Viveremos, ou antes, sobreviveremos a mais um capítulo da nossa expiação, porque, já não cremos em nada e, afinal, nem somos tão anjinhos.

publicado por momento do café às 15:18
Tags/etiquetas: , , , ,

05
Jun 14

E aqui deixo registado o meu obrigada ao Sapo pelo destaque.

publicado por momento do café às 16:29
Tags/etiquetas: , ,

 19

Jun 16

Sejamos lúcidos. Foram uns quantos remates, um penalti ao poste, um golo anulado e o desencanto a tomar conta de nós. A finalização foi sempre travada nos postes. Sobrou só mais um ponto para as nossas aspirações. Um ponto do nosso descontentamento. Perdemos, de novo, mais dois pontos. E quatro já se foram. O nosso karma, adiar a qualificação, cumpriu-se, mais uma vez. Subsiste um sabor amargo na nossa alma lusa e não queremos, de todo, voltar a prova-lo. A esperança prende-nos à derradeira oportunidade. Sejamos sonhadores, pois.  É preciso sonhar para atenuar este desapontamento que nos toca. Queremos passar a fase de grupos. O próximo jogo da Seleção será "ou vai ou racha". Garra, cabeça fria, pés certeiros exigem-se! O jogo será de "mata mata". Dancem o bailinho, o corridinho, o vira, virem-se, revirem-se no relvado, que o jogo contra a Hungria é para vencer.

publicado por momento do café às 18:13

15
Jun 16

Não, não! Não sou otimista para afirmar que ganhámos um ponto. A seleção estatelou-se no jogo contra a Islândia. Os remates, e foram muitos, chegavam gelados à baliza adversária. Há que registar, contudo, o papel meritório do guarda-redes islandês.  Ainda pensei que, após o golo do Nani, a tarefa ficaria mais quente para derretar aqueles pilares islandeses e calar os seus incansáveis adeptos, mas eficácia não correspondeu. O golo da Islândia foi a verdadeira pedrada gelada na "tola" da nossa seleção e, o discernimento, que até ainda ia resistindo, congelou. Foi o primeiro jogo, é certo, mas foram dois pontos perdidos. A par do nosso peculiar pessimismo, resta a esperança, essa tão nossa, tão portuguesa. E por falar na nossa forma tão lusa de sofrer, onde se enfiaram os milhares adeptos portugueses que, nas bancadas, não se fizeram ouvir para calar as hostes islandesas que nunca deixaram de puxar pela sua seleção? 

 

Destaque em Sapo Blogs em 15 de junho de 2016

destaque sapototal.png

 

 

publicado por momento do café às 09:50

30
Out 15

Neste momento, o Governo toma posse,  tem os dias contados e, como dispõe de apoio parlamentar minoritário de direita, enfrentará uma ou mais moções de rejeição já anunciadas pela maioria de esquerda. Será que este governo, no Parlamento e em nome da esabilidade que o país merece, ainda espera por um milagre para 4 anos? Os dias seguintes serão complicados para este novo Governo que agora nasce do resultado das Legislativas, que vem enfraquecido para fazer passar o seu programa e fica à espera do destino que a esquerda lhe promete traçar. Será um Governo posto em banho-maria, num Portugal expectante que procura “adivinhar” qual o cenário que será desenhado para uma outra governação que se forme sob a áurea de estabilidade. E, depois, Sr. PR, em nome do superior interesse nacional, o que vem a seguir a este “quase nado-morto” Governo?

publicado por momento do café às 12:25

 Jun 16

Hoje, busca-se o último reduto que concretize o sonho mais próximo. Tudo pode acontecer e aspirações estão em alto. Está em jogo o desafio da permanência no Euro 2016 e acredito que a Seleção arriscará tudo. Dos onze que darão luta no campo, das técnicas e da estratégia a adotar frente à Hungria, não me pronuncio. Que entendo de futebol? Hoje, só quero ver na seleção a determinação que anule a ansiedade, a ousadia e o rasgo que contraponham a pressão da exigência do desafio, a força anímica que a faça correr pelo relvado com passos e cruzamentos certos, a garra que negue os intentos do adversário, os remates certeiros que estoirem na baliza magiar.

Eu confio na Seleção.

publicado por momento do café às 11:04

19
Jun 16

Sejamos lúcidos. Foram uns quantos remates, um penalti ao poste, um golo anulado e o desencanto a tomar conta de nós. A finalização foi sempre travada nos postes. Sobrou só mais um ponto para as nossas aspirações. Um ponto do nosso descontentamento. Perdemos, de novo, mais dois pontos. E quatro já se foram. O nosso karma, adiar a qualificação, cumpriu-se, mais uma vez. Subsiste um sabor amargo na nossa alma lusa e não queremos, de todo, voltar a prova-lo. A esperança prende-nos à derradeira oportunidade. Sejamos sonhadores, pois.  É preciso sonhar para atenuar este desapontamento que nos toca. Queremos passar a fase de grupos. O próximo jogo da Seleção será "ou vai ou racha". Garra, cabeça fria, pés certeiros exigem-se! O jogo será de "mata mata". Dancem o bailinho, o corridinho, o vira, virem-se, revirem-se no relvado, que o jogo contra a Hungria é para vencer.

publicado por momento do café às 18:13

15
Jun 16

Não, não! Não sou otimista para afirmar que ganhámos um ponto. A seleção estatelou-se no jogo contra a Islândia. Os remates, e foram muitos, chegavam gelados à baliza adversária. Há que registar, contudo, o papel meritório do guarda-redes islandês.  Ainda pensei que, após o golo do Nani, a tarefa ficaria mais quente para derretar aqueles pilares islandeses e calar os seus incansáveis adeptos, mas eficácia não correspondeu. O golo da Islândia foi a verdadeira pedrada gelada na "tola" da nossa seleção e, o discernimento, que até ainda ia resistindo, congelou. Foi o primeiro jogo, é certo, mas foram dois pontos perdidos. A par do nosso peculiar pessimismo, resta a esperança, essa tão nossa, tão portuguesa. E por falar na nossa forma tão lusa de sofrer, onde se enfiaram os milhares adeptos portugueses que, nas bancadas, não se fizeram ouvir para calar as hostes islandesas que nunca deixaram de puxar pela sua seleção? 

 

Destaque em Sapo Blogs em 15 de junho de 2016

destaque sapototal.png

 

 

publicado por momento do café às 09:50

26
Mai 16

Passam os dias e a chuva dá tréguas. Maio, que cumpre a sua reta final, oferece um dia quente. Desço a rua até ao mar, caminho pela praia e aproveito o sol que tão escondido tem andado. Ficam as imagens.

a praia1mc.png

A tranquilidade do mar em dia de sol.

flor praiamc.png

  As flores que dão cor às dunas.

 certagem1mc.png

 A ribeira corre para o mar.

publicado por momento do café às 16:30
Tags/etiquetas: , , , , ,

14
Fev 16

Os dias passam e o calendário cumpre-se vertiginosamente. Correm! Mal acabaram de passar o Natal, as festas, os doces, os presentes, o início de um novo ano e, em escasso mês e meio, o Carnaval chegou, esgotou-se e partiu encharcado. S. Valentim veio e vai embora em dia de temporal. É tempo de inverno alagadiço que cinzenta a alma e inunda o corpo agarrado à sucessão dos dias aborrecidamente cinzentos e tristes. É um inverno chuvoso que transborda, destrói e arrasta qualquer boa disposição que ainda resta para encarar as condições metereológicas adversas que se fazem sentir. São dias e dias de chuva que apetece dizer: Basta! Dias de sol precisam-se! Mas os simples mortais não têm poder para exigir uns poucos dias de sol!

publicado por momento do café às 18:03

 18

Jan 12

Joia que “embeleza” o nosso quotidiano e que ofusca projetos e sonhos. Joia que mantém o ar austero de valiosa “jóia de família”. Empenhada. Diletos e malfadados herdeiros que somos. Herança maldita que nos tolhe o futuro! 

publicado por momento do café às 15:49
Tags/etiquetas: , ,

14
Jan 12

Atinge-se o desinteresse. Sem interesse, não há motivação. Sem motivação, não há projetos. Sem projetos, não há realização. Sem realização, não há resultados. Sem resultados, não há vitórias, nem derrotas. A rotina tomou conta dos dias.

publicado por momento do café às 00:05
Tags/etiquetas: ,

05
Jan 12

Amargo, teve o sabor da animosidade. Na crise que o marcou, foi austero e exigente nos sacrifícios. Inseguro, ofereceu-nos um quotidiano de incertezas. Brumoso, tolheu-nos a esperança nos dias que o tornaram tão difícil. Impiedoso, quando a natureza manifestou a sua força face à impotência do homem. Partiu, por fim. Ano tramado, 2011! 

publicado por momento do café às 15:30
Tags/etiquetas: , , ,

Que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar?

Lamentos, pedidos desculpas e correções não branqueiam, nem resolvem a situação. E que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar? Demitir-se? Ou vai demitir mais um membro da sua equipa? É preciso discernimento e a humildade para assumir que não há condições para continuar no cargo e pedir demissão. A Educação é uma área demasiado sensível que não se compadece com medidas que se prolonguem no tempo para corrigirem os sucessivos erros cometidos, mais umas incongruências, como lhes chamou para adoçar toda situação que deles resultaram. O Sr. Ministro diz que tudo estará resolvido ainda esta semana. Promete mais uma nova colocação de professores. Daria para rir se o problema não fosse tão grave. Muito grave. Ainda que uma nova colocação de professores seja feita em tempo record, como se recuperará um mês de aulas, que fica perdido, se a correção dos erros deu azo a outros erros que põem em causa, também, a competência para agilizar um novo processo de colocação de professores e sem falhas? Para além da incerteza e dificuldades que as escolas e toda a comunidade enfrentam quanto à falta de professores, já está destruída a normalidade que deveria ter caraterizado o início do ano letivo em todas as escolas do país. Alunos, professores, pais e encarregados de educação não merecem tudo isto por que as escolas estão a passar.

publicado em2014 e editado por mariam/momento do café em 2026