quarta-feira, 1 de julho de 2026

🤐🤐Apetece-me questionar: “POR QUÉ NO TE CALLAS?”

24 ouT12

A palavra está bem paga. Está em alta. Bem cotada para quem profere nossa mídia e "merecidamente" se julga digno de ser bem remunerado na proporção direta da fluidez com que faz uso dela. Sem descontos, mesmo que ela seja incontida, enrolada e demagógica. Sem acréscimo de valor à cotação corrente, ainda que esclarecedora e sensata. Debate-se, comenta-se, analisa-se, opina-se, especula-se, conjetura-se, prevê-se... A palavra está plena " em ". Crise, défice, dívida soberana, troika, BPN, PPP, Scuts, Madeira, remunerações, agravamento, impostos, taxas, desemprego, recessão, OE! Quanta palavra...ops! E bem martelada para que se não escape alguma ou se esqueça que é austera e seu efeito é penalizador. Estafada, ela baralha, confunde, desanima, amedronta. Desastrosa no cotidiano do cidadão. E, se a palavra produz um efeito tão nefasto, qual o motivo por que se atura tanto palrador? Apetece-me questionar: " Por qué no te callas ?"

publicado por momento do café/mariam 

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