domingo, 22 de março de 2015

Outra primavera que começa

A primavera chega e sente-se a renovação que a natureza "sofre" para que se cubra de tonalidades alegres toda extensão florida que desponta por entre o verde viçoso que vai tomando conta dos montes, dos campos, dos jardins tão cansados do inverno frio e triste e que parte sem deixar saudades. Desejava-se, ansiosamente, a chegada da primavera com os seus dias radiosos e o despertar da natureza que provocam um novo vigor ao corpo e dão bem-estar à alma. Respira-se a serenidade e tudo parece encaixar-se num novo ciclo de vida. O tom acinzeirado e invernoso vai perdendo para o colorido vivaz e primaveril, e o som do vento e da chuva dá lugar ao chilreio e aos zuídos que cruzam o céu, agora, mais sereno e azulado. E, como acontece em cada primavera que começa, há vida, há a esperança que se renova...
mariam

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

domingo, 21 de dezembro de 2014

África: o presépio

Em África, o Natal vivia-se com alegria a construção do presépio na varanda com escadas de acesso ao jardim e virada ao mar. Lembro-me do presépio que era montado numa grande caixa de madeira com quatro pernas e cheia de areia da praia. Uma cabana, construída sobre a areia fina, protegia as principais figuras do presépio, o Menino Jesus, a Nossa Senhora e o S. José, bem realçados pela luz branca de uma lâmpada elétrica estrategicamente escondida. Não havia um burrinho, mas não faltava a vaquinha que aquecia o Menino deitado nas palhinhas da manjedoura. Na areia fina e dourada, com pequenos burgaus marcavam-se os caminhos por onde alguns pastores seguiam com as suas ovelhas como se dirigissem na direção da cabana. Com um espelho ladeado de conchinhas improvisava-se um lago, onde um cisne nadava. Toda a montagem do presépio seguia a cronologia dos acontecimentos, segundo reza a tradição. Continuava pela meia-noite do dia 24 de dezembro quando o Menino Jesus era deitado nas palhinhas da manjedoura e finalizava na Epifania com a colocação dos Reis Magos, Belchior, Baltasar e Gaspar, que vinham de longe e traziam presentes de ouro, incenso e mirra. Viajavam lá do Oriente e vinham guiados pelo brilho intenso da estrelinha dourada que, bem colada no alto do céu em papel de seda azul breu, estendia os seus raios sobre a cabana, onde dois anjinhos, que convidavam à adoração do Deus Menino, seguravam uma tirinha de cartolina onde se lia "Glória in excelcis Deo", escrita em letra bem caligrafada pela mão do mano mais velho.
mariam in http://cafeamargo.blogs.sapo.pt/