sexta-feira, 12 de junho de 2026

PREGUIÇA SEM REMORSOS NEM LAMENTOS

preguiça, ao sol quente de junho, toma conta do corpo, apodera-se das horas e alia-se à cadeia de inutilidades que vai ocupando a mente. A vontade, que não se solta das amarras da preguiça, entrega-se vencida ao relaxamento inconsequente, enquanto o pensamento, livre de rotinas e obrigações é esquecido de tudo o que é importante, deambula e não se deixa traduzir pelas palavras que, agarradas à ociosidade instalada, não se comprometem, antes de se tornarem indolentes ou improfícuas. O melhor, pois, é buscar o silêncio, senti-lo, adicioná-lo à preguiça para a rentabilizar ao máximo, porque o sol quente de junho permite que seja usufruído sem remorsos nem lamentos.

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publicado por mariam/momento do café 

AO SABOR DE VENTOS IMPREVISÍVEIS

 Costa é um "desmancha" vitórias dos outros. Costa não gosta de vitórias pouco expressivas e, tal como já se viu nas eleições que A. Seguro disputou e ganhou, procura o protagonismo, estraga a festa! Costa sofreu uma derrota nas Legislativas e, contudo, ei-lo a acenar à esquerda com a bandeira do entendimento para a formação de um provável governo. A jogada à esquerda, sem que perca o contacto com a coligação de direita, coloca Costa na posição de charneira. Neste impasse de vaivém, enquanto tem conversas que diz inconclusivas com a direita, colhe convergência e cedências da esquerda. Resta saber para que lado Costa vai bater com a porta e a quem a vai abrir para a governação do país. Após as eleições, Costa é quem mais ordena... E o que fará o Presidente da República.

E, neste dia de outono ensolarado e mar tranquilo, enquanto o barco à vela navega, Portugal, mergulhado nas vagas de indefinição, ao sabor dos ventos imprevisíveis que sopram dos quadrantes políticos à esquerda e à direita e legitimados pelo voto livre dos seus cidadãos, fica à espera do rumo que Costa, feito timoneiro, parece querer traçar para a sua governabilidade.

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publicado por momento do café às 17:00

HÁ LONGOS MESES

Há quanto tempo não escrevo nada, mas não posso imputar a culpa nem fundamentada esta longa ausência no momento do café com a falta de tempo e o cansaço que sobram da "supervisão" de G+G, modo pilhas longa duração, sempre disponíveis para a exploração e a todos a descoberta, a brincadeira e a malandrice, a alegria e as birras (às vezes) que espalham, a rodos, e muita, muita "asneira" que inventam por os cantos da casa. Antes, atribuo-a à existência de uma falha persistente na motivação e que me empurra para um dolce far niente . E, entre as correrias de G+G pela casa, que muitas vezes acabam em preocupações frontais e muito choro, a bolacha que acompanham a Camila, a cadelinha, o ritual de atirar o prato ao ar depois de tudo comido, a competição de "cavalinho andante" que fazem nas cadeirinhas onde se sentam durante as refeições, tudo pode acontecer. Ufa, que desafio!!

Em momento de pausa, ao fim de longos meses, fica um curto registo para que o 2017 não passe completamente em branco. 

Editado e publicado por MARIAM/momento do café

https://youtube.com/watch?v=iihUs-89304&is=6kuklpxqnaR2jwOX 


QUALQUER COISA

 


Sim, perde-se o hábito de escrever ou postar "qualquer coisa", o torna-se difícil e, enquanto o protelar das ações toma conta de nós e as reações tardias, há tanto a acontecer, histórias a contar, fatos a conhecer, obstáculos a remover, surpresas a enfrentar, umas simpáticas, outras devastadoras, que nos empurram para a teia do caos quotidiano, que provocam emoção e raiva, lágrimas e riso, crítica e indiferença, desistência e desafio, confronto e decisão, e, por fim, existe um tudo e um nada diários que vão convenientes para preencher o tempo que corre fluindo ao sabor da inércia que nos tolhe e da preguiça que nos embrulha e que nos tornam meros atores fora de cena ou observadores alheios à 


SOL OU CHUVA, JUNHO É SEMPRE JUNHO

 Este sol, que nasce como se não tivesse força para romper as nuvens que impõem sua presença neste junho que corre frio e sem oportunidade de oferecer aqueles dias mais luminosos, é o prenúncio de um verão que chegará determinado. Não há ainda aquela leveza que junho traz, aquela alegria que seus dias emprestam e que ajudam a esquecer a chuva e o frio desconfortáveis ​​que o inverno exige para que a renovação aconteça quando a primavera e o verão, ainda que pouco expressivos, cumpram o calendário. Corre um junho enganador que põe à prova todo o desejo de sol, luz, calor, que contraria a vontade de me sentir mais leve e livre para usufruir daqueles dias de sol quente que ajudam a carregar as energias que o inverno, mais triste, frio e sombrio, suga impiedosamente. Junho, de arraiais e ribombar de foguetes, de festas e festivais, de romarias e procissões, de Santos populares e tradições, de manjerico e alfazema, de cheiro a sardinha assada pelo ar, chegou tão enganador, que a alegria parece estagnada. Paciência! Com essas mudanças climáticas que estão acontecendo, com ou sem chuva, com mais ou menos nuvens, com um sol mais claro ou mais radiante, junho continua a ser o mês que atrai, ainda que a sua mística se esconda atrás de um céu mais nublado e menos azul e luminoso. Não é máscara chuvosa e fria que veste que me impede de o olhar como a charneira entre o cinza e o azulado, o inverno e o verão e, ainda que o sinta enganado, suspiro pelos dias de sol intenso que possa oferecer. Em cada ano que passa, está sempre latente a renovação daquela esperança que não me larga porque, faça sol ou faça chuva, junho é sempre junho.

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 Barcos à vela passando no mar que se avista do meu terraço

 

Publicado por mariam/momento do café 




RECORDAR ÁFRICA

 A África ficou para trás. Como saber bem registrar as imagens que ficaram do tempo de infância e juventude, quando o "tempo" corria sem que déssemos por ele. Éramos os donos desse tempo como das nossas correrias pelo morro abaixo para um mergulho no mar, do nosso jogo do mata, sempre tão competitivo e briguento porque ninguém queria perder, da tranquilidade no jogo da macaca riscado no alcatrão da rua que temos como nossas, das nossas loucas descidas em patins, em plena liberdade, com a “rápida rabiosca” que fizemos antes da curva do miradouro para ficarmos preparados para subir novamente e iniciar outra corrida. Nesse tempo, os problemas ainda não nos transmitiram, não havia medos, nem do futuro que tínhamos pela frente, ainda não sabíamos que a vida não era aquela simplicidade como a viviámos, não complicávamos nada, tudo era encarado com leveza.

tags/etiquetas:áfrica

Editado e publicado por Mariam em amargo/momento do café 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Uma réstia de esperança de que a chuva volte

A noite cai, o domingo de outono está a terminar e faz frio. A semana, certamente, começa acompanhada do sol luminoso que se foi encostando a este outono que corre seco e frio. Este céu azul e límpido, que cobre os dias, faz sentir que a chuva está ausente depois de um verão demasiado quente. Uns dias de chuva seriam uma benção neste dezembro que acaba de chegar. Fica uma réstia de esperança de que a chuva volte porque a seca extrema assola o país. Venha, pois, a chuva, para que afaste a seca que acontece, que caia com complacência para que não cause inundações que carregam situações de aflição e perda.

mariam

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Fátima 2017

O Papa Francisco vai chegar amanhã. Os videntes, Francisco e Jacinta, serão canonizados, 100 anos depois das Aparições de Nossa Senhora, na Cova de Iria, hoje lugar de culto, para onde concorrem milhares de peregrinos vindos dos 4 cantos do mundo, unidos pela Fé. Em pensamento e oração, Portugal transfere-se para Fátima, com alma e coração, para acompanhar a visita de sua Santidade. Fé e emoção estão no ar. 

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Há quanto tempo...

Há quanto tempo não passo por aqui. Já a Primavera se instalou, a natureza vai tomando cor sob um sol que tem estado radioso...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Pôr-do-sol

Pôr-do-sol no primeiro domingo de outubro, quando o outono acontece em dia quente.